  GEOGRAFIA DO PARAN
  Fsica  Humana - Econmica
  Com Fundamentos de Geografia Geral

  Prof. Iaroslaw Wons

  Editora Ensino Renovado  Curitiba  1994  
Sexta edio

  APRESENTAO

  Este livro tem como objetivo colaborar para o 
ensino da Geografia do Paran, 
nos cursos de 
Magistrio e nas escolas onde se faa 
necessrio o estudo do meio.
  O estudo do meio desenvolve atitudes de 
observao e experincia, aliadas ao 
despertar da conscincia do papel social de 
cada indivduo na comunidade. Alm 
disso, o esprito crtico fica mais consistente 
quando concretizado com os fatos 
que 
esto ao nosso redor.
  Muitas vezes, a escassez  de dados 
geogrficos, em forma didtica, obre o 
Estado 
do Paran, dificulta o ensino desta disciplina 
nas escolas. Aqui, esto reunidos 
alguns assuntos da geografia para sempre como 
base, para sua melhor 
fundamentao, temas da Geografia Geral. Deste 
modo, espera-se que os mesmos 
possam, de alguma maneira, contribuir para um 
melhor conhecimento do espao 
geogrfico de nosso Estado.
  O Autor

  NDICE
  1. LOCALIZAO SOBRE A TERRA: 
  - Crculos terrestres; Inclinao do eixo; 
Coordenadas geogrficas; Fusos 
horrios; 
orientao. 
  2. ESPAO PARANAENSE 
  Localizao geogrfica; rea  territorial;  
Limites.
  3. RELEVO
  Formas; Modificaes; Representao.
  4. ERAS GEOLGICAS E O PARAN
  Pr-Cambriana; Paleozlca ; Mesozica; 
Cenozica .
  5. RELEVO DO PARANA
  Caractersticas; Litoral; Serra do Mar; 
Primeiro planalto; Segundo planalto; 
Terceiro planalto; Cuestas.
  6. COMPOSIO DA LITOSFERA
  Rocha; Minerao.
  7. ROCHAS E MINERAIS DO PARAN
  Regies mineradoras; Combustveis; Minerais 
metlicos;  Minerais no 
metlicos; 
Hidrominerais;  Minerais atmicos;
Pedras preciosas e sermi-preciosas.
  8. RIOS
  Aproveitamento; Bacias fluviais do Paran ; 
Navegao; Usinas hidreltricas.
  9. CLIMA 
  Tempo e clima; Elementos do clima; Fatores 
modificadores; Classificao de 
Kppen; Massas de ar; Climas do Paran.
  10. VEGETAO
  Paisagens vegetais; Vegetao do Paran.
  11. ANIMAIS
  Fauna; Fauna do Paran .
  12. MEIO AMBIENTE
  Composio; Preservao.
  13. POPULAO
  Tipos; Movimentos; Distribuio no Paran.
  14. FORMAO T'NICA PARANAENSE
  Branco europeu; Branco asitico; Amarelos; 
Negros; Mestios
  15. CONQUISTA DO ESPAO PARANAENSE
  Ocupao pelo ocidente; Ocupao pelo 
litoral.
  16. PARAN COMO ESTADO
  Evoluo poltica; Questes de limites;  
Smbolos.
  17. ORGANIZAO POLTICO-ADMINISTRATIVA
  Unio; Governo estadual; Municpios; 
Municpios do Paran
  18. CIDADES 
  Tipos de cidades; Origem das cidades; 
Principais cidades do Paran
  19. CICLOS ECONMICOS DO PARAN
  Ouro; Tropeirismo; Erva-mate; Madeira; Caf; 
Policultura e pecuria;  
Industrializao.
  20. ATIVIDADES RURAIS
  Vida agrria;  Determinantes da produo.
  21. SOLO
  Perfil do solo; Elementos do solo; 
Conservao do solo;  Solos do Paran.
  22. AGRICULTURA DO PARAN
  Celeiro agrcola; Cooperativismo; Caf; 
Cereais; Leguminosas;  Plantas 
industriais; 
Tubrculos e razes; Plantas Hortenses.
  23. PECURIA NO PARAN
  O rebanho;  Outras atividades criatrias.
  24. INDSTRIA
  Tipos; Indstrias do Paran.
 25. TRANSPORTES E COMUNICAES
 Meios e vias; Transportes no Paran; 
Comunicaes no Paran.
 26. COMRCIO
 Balana comercial; Comrcio no Paran.
 27. TURISMO
 Indstria do turismo; Serra do Mar; Litoral; 
Vila Velha do Iguau; Guara; 
Lapa; 
 Estncias hidromimerais;  Outros locais.

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 1. LOCALIZAO SOBRE A TERRA:
 CRCULOS TERRESTRES. INCLINAO DO EIXO. 
COORDENADAS 
GEOGRFICAS. FUSOS HORRIOS. ORIENTAO.

 - CRCULOS TERRESTRES
  A terra possui, representados em sua 
superfcie crculos imaginrios 
determinados 
astronomicamente.
  Estes crculos aparecem traados nos mapas e 
nos globos geogrficos com os 
nomes 
de paralelos e meridianos.

  - Paralelos
  So os crculos dispostos  paralelamente  
linha do Equador terrestre  o 
crculo 
mximo que divide a Terra em dois hemisfrios:  
norte(boreal ou setentrional) e 
sul 
(austral ou meridional).
  Contam-se os paralelos terrestres, tanto para 
o hemisfrio norte como para o 
hemisfrio sul, a partir da linha equatorial 
(0?) em direo dos plos 
geogrficos da 
Terra (90?).
  Alm do Equador, outros quatro paralelos 
recebem nomes Trpico de Cncer, 
Trpico de Capricrnio, Crculo Polar rtico e 
Crculo Polar Antrtico.

  - Meridianos
  So crculos que passam plos geogrficos da 
Terra. Ao contrrio dos 
paralelos, 
todos os meridianos so crculos mximos, pois 
sempre dividem a Terra em duas 
partes iguais.

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  O meridiano de Greenwich ou de origem, divide 
a Terra em outros dois 
hemisfrios: leste (oriental) e oeste 
(ocidental).  Existem 180 meridianos em 
cada hemisfrio, contados a partir de Grenwich. 
A 
parte oposta deste meridiano denomina-se linha 
internacional de mudana de data, 
a 
qual pode ser facilmente observada num globo 
geogrfico qualquer.

  ATIVIDADES
  1. Responda
  1) O que equador terrestre?
  2) Explique  o que so paralelos.
  3) Quantos  paralelos existem em cada 
hemisfrio?
  4) Quais so os paralelos que possuem nomes 
especiais?
  5)  Explique  o que so meridianos.
  6) Quantos meridianos existem em cada 
hemisfrio?
  7) A partir de  onde so contados os 
paralelos e os meridianos?
  8) Quais so os hemisfrios formados pelo 
meridiano de Greenwich?
  9) Quais so os hemisfrios formados pela 
linha do Equador?
  10) Por que todos os meridianos, ao contrrio 
dos paralelos, so sempre 
iguais?

  LEITURA COMPLEMENTAR DIMENSES DA TERRA
  Circunferncia equatorial - 40.076 km
  Dimetro equatorial - 12.756 km
  Dimetro polar - 12.712 km
  Raio mdio - 6.367 km
  Medida de 1? (um grau) de meridiano - 111 km
  Superfcie  das guas - 371.000 x 103 km
  Superfcie  das terras - 139.000  x 103 km2
  Superfcie total - 510.000 x 103 km2
  Volume -  1.083.000 x 10 km3

 Massa -  6x10 (elevado  21) t
  Densidade em relao  gua - 5,52g cm3

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  INCLINAO DO EIXO

  Denomina-se eixo, a linha imaginria que 
passa pelos plos da em tomo da qual, 
o 
nosso planeta faz o seu movimento de ',girando 
de oeste para leste. O eixo 
terrestre 
inclina-se 23 7' em relao ao plano da 
eclptica, fazendo com que o Sol passe, 
o 
ano, de um hemisfrio para outro.
  A inclinao do eixo e as mudanas de posio 
da Terra ao redor alteram, 
durante o 
ano, o traado do crculo de iluminao que o 
Sol faz sobre o globo terrestre. 
Como 
conseqncias temos as estaes do ano e as 
desigualdades na durao entre dias 
e 
noites, sendo estas ltimas mais notadas no 
inverno e no vero.
  A desigualdade na durao ser tanto maior 
quanto mais nos rios da linha do 
Equador. As maiores diferenas, entre dia e 
correm duas vezes por ano 
(solstcios de 
21 de junho e 21 de dezembro), que do incio, 
no hemisfrio sul, 
respectivamente, 
ao e ao vero. H igualdade, tambm, duas vezes 
por ano, na entre o dia e a 
noite 
(equincios de 21 de maro e 23 de o), dando 
incio, no hemisfrio sul, 
respectivamente ao ou primavera.
  A terra recebe maior quantidade de calor na 
faixa equatorial e, Ia em que dela 
nos 
afastamos, o calor vai diminuindo at 
quantidades mnimas nos plos. Da 
resultam 
as zonas intertropical, temperadas e glaciais.

  Zona Intertropical
  Tambm  conhecida como Tropical ou Trrida, 
situa-se entre .05, sendo cortada 
ao 
meio pela linha do Equador. Nesta faixa, os 
raios solares incidem mais 
perpendicularmente, passando duas vezes por 
ano, pelo znite de cada lugar. Por 
isto, esta regra, a zona mais quente da Terra e 
de abundantes precipitaes 
pluviomtricas.

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  Zonas  Temperadas
  Existem duas, uma no hemisfrio norte 
(Temperada do Norte) e o hemisfrio sul 
(Temperada do Sul). Nestas zonas o clima  
temperado e tem, como caracterstica 
principal, as quatro estaes mais ntidas  
medida que elas se afastam dos 
trpicos.

  Zonas Glaciais: Tambm so duas, uma no 
hemisfrio norte (Glacial rtica) e 
outra 
no hemisfrio sul (Glacial Antrtica). De 
ocupao difcil, constituem as zonas 
mais 
frias da Terra, sendo habitadas somente em 
pequenas  pores.

  ATIVIDADES
  1) O que  eixo da Terra?
  2)  Qual  a inclinao do eixo da Terra em 
relao ao plano da eclptica?
  3)Quais as  conseqncias da inclinao do 
eixo terrestre?
  4) Como o calor solar se distribui pela 
superfcie da Terra?
  5) Quais so as zonas trmicas da Terra?
  6) Descreva a zona Intertropical.
  7) Descreva as zonas temperadas.
  8) Como  se apresentam as zonas glaciais?
  9) Do que resultam as estaes do ano?
  10) Em que datas tm incio as estaes do 
ano no hemisfrio sul?

  II- Pesquise:
  1) O significado de solstcios e de 
equincios.
  2) Sobre as zonas trmicas localizadas no 
Brasil. 

  III- Desenhe (faa uma lista com as zonas 
trmicas) um mapa com as zonas 
trmicas da Terra.

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  LEITURA COMPLEMENTAR
  Hemisfrio Sul  21 de junho  Incio do 
inverno
  Latitude  Dia mais curto  Noite mais longa 
 Localidade:
  0 - 12h  12h  Macap (Amap)
  10 - 11h 25min  12h 25min  Rio Branco 
(Acre)
  25 - 10h 25min  13h 33min  Curitiba (Pr)
  30 - 10h 04min  13h 56min  Porto Alegre 
(Rs)
  35 - 09h 39min  14h 21min  La Plata 
(Argentina)
  55 - 06h 54min  17h 06min  Terra do Fogo 
(Argentina- Chile)
  90 - 0(zero) h  24h  Plo Sul.

  Hemisfrio Sul  21 de dezembro  Incio de 
vero:
  Latitude  Dia mais longo  Noite mais curta 
 Localidade:
  0 - 12h  12h  Macap (Amap)
  10 - 12h 35min  10h 25min  Rio Branco 
(Acre)
  25 - 13h 33min  10h 27min  Curitiba (Pr)
  30 - 13h 56min  10h 04min  Porto Alegre 
(RS)
  35 - 14h 21min  09h 39min  La Plata 
(Argentina)
  55 - 17h 06min  06h 54min  Terra do Fogo 
(Argentina- Chile)
  90 - 24h  0(zero)h  Plo Sul

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  COORDENADAS GEOGRFICAS

  Chamamos de coordenadas geogrficas aos 
pontos resultantes da interseo dos 
meridianos com os paralelos. No sistema de 
coordenadas geogrficas os meridianos 
passam a ser chamados de longitudes e os 
paralelos de latitudes.
  As coordenadas geogrficas localizam 
corretamente os lugares na superfcie 
terrestre.

  Latitudes
  As latitudes correspondem s distncias que 
vo da linha do um outro paralelo 
qualquer. Nos mapas e nos globos, a latitude 
ser norte, quando estiver acima da 
referida linha e sul quando estiver abaixo. 
Ambas so contadas a partir de 0 
(zero 
grau) no Equador at 90 nos plos.

  Longitudes correspondem s distncias que vo 
do meridiano Greenwich) a um 
Outro meridiano qualquer. A longitude T 
oriental (leste) e  esquerda ser 
ocidental 
(oeste), a ambos os lados de 0 (zero grau) em 
Greenwich at ) oposto. 
  Para determinarmos as coordenadas geogrficas 
de um lugar na verificar nos 
mapas 
ou nos globos quais os paralelos e meridianos 
que passam no local, observando-se 
corretamente as indicaes norte - sul para as 
latitudes e leste - oeste para as 
longitudes. 
  A localizao de um lugar pode ainda ser 
complementada pela sua altitude. Esta 
 
contada com o altmetro, no sentido vertical do 
nvel mdio do mar.

  ATIVIDADES
  Responda:
  1) O que so coordenadas geogrficas?
  2) Para que servem as coordenadas 
geogrficas?
  3) Quais so os crculos terrestres 
correspondentes s longitudes e s 
latitudes?
  4) Explique o que  longitude.
  5) Como so chamadas as longitudes situadas  
esquerda e  direita de 
Greenwich, 
respectivamente?

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  6) Explique o que  latitude.
  7) Como so chamadas, nos mapas, as latitudes 
situadas acima e abaixo da linha 
do 
Equador?
  8) A partir de onde so contadas as 
longitudes e as latitudes, 
respectivamente? 
  9) podemos determinar as coordenadas 
geogrficas num mapa ou num globo?
  10) Como pode ser complementada a localizao 
geogrfica de um lugar?

  II.  Utilize o quadro das Coordenadas 
Geogrficas para:
  Ocidente - Oriente
  1) Localizar os pontos: A  30deLatitudeSul: 
-120 de Longitude Oriental.
  B: 45 de Latitude Norte 90 de Longitude 
Ocidental.

  2) Localizar um navio que emite um S.O.S. com 
as seguintes coordenadas:
45 de Latitude Sul e 135 de Longitude 
Ocidental.

  3) Marcar a posio de um navio que partiu de 
um ponto situado a 15 de 
Latitude 
Norte e 15 de Longitude Ocidental, aps 
navegar 15, pelo mesmo paralelo para a 
direita.

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  FUSOS HORRIOS
  Existem dois tipos de horas: local e legal.

  -HORA LOCAL. 
  Se a hora de cada cidade fosse marcada pela 
hora local, isto , pela passagem 
do Sol 
pelo meridiano do lugar, o fato acarretaria 
problemas, principalmente para os 
viajantes. Toda vez que se deslocasse de uma 
cidade para outra, mesmo estando s, 
teria que acertar o seu relgio pela hora do 
lugar. Por esta razo a hora local 
no  
usada, pois ela no  prtica.

  HORA LEGAL
  Para resolver os problemas da hora local, foi 
convencionalmente criada a hora 
legal 
ou de fuso. Um fuso horrio compreende a 
distncia entre 15 meridianos (graus), 
percorridos pela rotao da Terra, em uma hora, 
diante do Sol. Assim existem 24 
fusos horrios, correspondentes s 24 horas do 
dia. Todos os lugares situados no 
fuso, marcam a mesma hora. Os fusos horrios 
so contados de Greenwich, cuja 
hora "Tempo Universal" serve de padro para 
todo o mundo.
 Quando uma pessoa viaja para o leste,  medida 
que ingressar em um novo fuso, 
dever adiantar o seu relgio em uma hora. Se 
viajar para o oeste,  medida que 
ingressar em um novo fuso, dever atrasar o seu 
relgio em uma hora.

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  ATIVIDADES
  Responda:
  1) Quais so os tipos de horas?
  2) Explique o que  hora local.
  3) Por que o uso da hora local no  prtico?
  4) O que  hora legal?
  5) O que  fuso horrio?
  6) A partir de onde so contados os fusos 
horrios?
  7) Quais so os lugares que tm a hora mais 
adiantada e os que tm a hora mais 
atrasada?
  8) O que devemos fazer para acertar o relgio 
quando viajamos para o leste?
  9) E se for para o oeste, o que fazemos para 
acertar o relgio?

  II. Consulte um mapa de fusos horrios e 
responda:
  1) A que horas os habitantes da cidade de 
Londrina assistiriam em transmisso 
direta 
pela televiso, um jogo da seleo brasileira 
realizado s 16 horas e 30 minutos 
em 
Los Angeles, na Califrnia norte-americana?
  2) Qual a diferena horria entre a cidade de 
Curitiba e uma outra qualquer, 
situada 
no quinto fuso a leste de Londres?
  3) A que horas dever ser realizado um 
festival de msica em Madri, para ser 
visto s 
20 horas em Maring, atravs de retransmisso 
direta pela televiso?
  4) A que horas os habitantes de Cuiab 
devero ligar os seus aparelhos de 
televiso, 
para poderem ver um programa direto, 
apresentado s 21 horas na cidade de 
Apucarana?
  5) O que as pessoas devero fazer com a hora 
de seus relgios, ao atravessarem 
a 
Ponte da Amizade (Foz do Iguau), quando se 
dirigem ao Paraguai?

 LEITURA COMPLEMENTAR

  O Brasil possui 4 horas diferentes em relao 
a hora de Greenwich distribudas 
da 
seguinte maneira:
  2 horas... Ilhas ocenicas, inclusive 
Fernando de Noronha.
  3 horas... Amap, Maranho, Rio Grande do 
Norte, Paraba, Pernambuco, Alagoas, 
Sergipe, Bahia, Minas Gerais, Esprito Santo, 
Rio de Janeiro, So Paulo, Paran, 
Santa Catarina, Rio Grande do Sul Gois, 
Tocantins, Distrito Federal e a parte 
do 
Par a leste da linha que, partindo da foz do 
Rio Jari, sobe pelo Rio Amazonas 
at 
alcanar a foz do Rio Xingu, subindo por esta 
at os limites de Mato Grosso.
  4 horas... Roraima, Rondnia, Mato Grosso, 
Mato Grosso do Sul, aparte do Par 
a 
oeste da linha j citada e a que, partindo de 
Tabatinga vai a Porto Acre, 
compreendidas essas duas localidades no fuso de 
menos 4 horas.
  5 horas... Acre e a parte Oeste da geodsica 
mencionada.
  Fonte: Anurio Estatstico Brasileiro (IBGE).

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  ORIENTAO:

  A palavra "orientao" significa procurar o 
oriente, isto , o nascente do 
Sol. 
Porm, 
num sentido mais amplo, orientao significa 
determinar pontos no horizonte. 
Estes 
pontos so representados em uma figura 
conhecida como rosa-dos-ventos e 
denominados cardeais, colaterais e 
subcolaterais.
  Cardeais - Colaterais - Subcolaterais
  N = Norte - NE = Nordeste -NNE = Nor-nordeste
  E= Este ou Leste -         SE = Sudeste - ENE 
= Es-nordeste
  S= Sul - SO = Sudoeste - ESE = Es-sudeste
  O= Oeste - NO = Noroeste - SSE = Su-sudeste
  SSO = Su-sudoeste
  OSO = Oes-sudoeste
  ONO = Oes-noroeste
  NNO = Nor-noroeste

  Existem outros 16 pontos intermedirios, 
totalizando 32 raios a verdadeira 
rosa-dos-
ventos.
  Rosa dos ventos: contm todas as siglas dos 
pontos cardeais, colaterais e 
subcolaterais.

  A orientao pode ser feita no espao 
geogrfico ou nos mapas.

  ESPAO GEOGRFICO:

  Vrios processos podem ser utilizados para se 
fazer a espao geogrfico. Todos 
consistem na determinao na determinao de um 
dos pontos cardeais do 
horizonte. 
Achado um deles, ser fcil determinar os 
demais.

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  Os processos de orientao, no espao 
geogrfico, podem ser dois grupos: 
  - de utilizao direta dos Astros (Sol, 
estrelas e lua); 
  - utilizao de instrumentos (relgio e 
bssola).

  A orientao pelo sol  conhecida desde os 
tempos mais no muito simples 
realiz-la. Basta que voc estenda o em direo 
 nascente, correspondente ao 
ponto 
cardeal esquerdo estendido para o lado oposto 
indicar o frente ficar o norte 
e, s 
costas, o sul.
   noite, a orientao no hemisfrio sul pode 
ser feita pela estrela de 
Magalhes, da 
constelao do Cruzeiro do Sul, pois ela indica 
a direo do Plo Sul. No 
hemisfrio 
norte usa-se a estrela constelao da Ursa 
Menor, que indica a direo do Plo 
Norte.
  Ainda  noite, a orientao pode ser feita 
pela Lua, de na Cheia. As regras 
so as 
mesmas usadas na orientao feita pelo Sol.
  A orientao pelo relgio s pode ser feita 
em conjunto com o Sol, razo pela 
qual 
no  muito prtica. O processo consiste em 
apontar-se uma reta imaginria, em 
direo ao centro do Sol, e que nmeros 12 e 6 
do relgio. Com o ponteiro das 
horas 
esta reta formar um ngulo, cuja metade 
(bissetriz) indicar a direo norte.
  De todos os processos de orientao, nenhum 
supera a bssola. Ela pode ser 
usada a 
qualquer hora e com qualquer tempo. A bssola 
possui uma agulha sempre apontada 
para o norte magntico da Terra. A linha norte-
sul (da bssola), como "linha-de-
f", 
direo da agulha um denominado declinao 
magntica. Por isto, para se obter o 
norte verdadeiro (geogrfico) deve-se corrigir 
a posio da agulha de acordo com 
a 
declinao magntica do lugar.

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  Mapas

  A orientao pelos mapas pode ser feita, 
utilizando-se um dos seguintes 
processos:
  Pela observao, no mapa, da seta indicativa 
da direo norte;
  Pelos meridianos (linhas verticais) 
orientados na direo norte-sul;
  Pelos paralelos (linhas horizontais) 
orientados na direo leste-oeste;
  Pelas convenes cartogrficas representadas 
por smbolos: cidades, vilas, 
povoados, fronteiras, estradas, etc.;
  Pelo uso da escala do mapa que possibilita 
calcular distncias entre quaisquer 
pontos desejados.
  Capital  Internacional  Fonte
  Cidade  Interestadual - Serra
  Vila  Intermunicipal  Mina
  Estrada de ferro  Interdistrital - Brejo
  Estrada de rodagem -         Marco de 
fronteira - Salto
  Caminho - Curso de gua - Lago
  Smbolos cartogrficos
  Todo o mapa possui escala. A escala  uma 
proporo, ou uma frao que 
representa quantas vezes as medidas do mapa so 
menores do que as medidas 
verdadeiras.
  Exemplos: 1:5.000.000
  1:600.000
  1:20.000
  onde se l: um por cinco milhes; um por 
seiscentos mil; um por vinte mil,
variando a escala conforme o tipo de mapa. Este 
tipo de escala denomina-se 
numrica. Nela o numerador indica a unidade de 
medida adotada para medir 
distncias no mapa (podendo ser em centmetros 
ou em milmetros). Por sua vez o 
denominador indica quantas vezes a mesma 
unidade  maior fora do mapa.

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  Assim temos:
  5 cm num mapa, cuja escala  de 1:5.000.000
  5 cm x 5.000.000 = 25.000.000 cm ou 250 km;
  8 cm num mapa, cuja escala  de 1:600.000
  8 cm x 600.00 = 4.800.000 cm ou 48 km;
  25 mm num mapa, cuja escala  de 1:20.000
  25 mm x 20.000 = 500.000 mm ou 0,5 km, ou 
ainda, 500 metros

  Muitos mapas apresentam outro tipo de escala, 
chamada grfica Ela  
representada 
por um segmento de reta dividido em partes 
iguais, correspondendo, cada uma, a 
certo nmero de quilmetros. Seu rosto  muito 
simples. Basta medir com uma 
rgua, 10 - O  10  20 - 30 - 40 - 50 - 60  
70 km
  Escala Grfica

  Compasso ou uma tira de papel, a distncia 
entre os pontos que se quer medir 
no 
mapa. Em seguida, aplica-se esta medida sobre a 
escala grfica (impressa no 
mapa), 
de modo que uma das extremidades ) coincida com 
o ponto inicial (zero).

  Os mapas de acordo com a escala, recebem 
nomes diferentes:
  Geogrficos = 1:1.000.000 e menores;
  Corogrficos = 1:200.000 a 1:500.000;
  Topogrficos = 1:25.000 a 1:100.000;
  Plantas = 1:20.000 e maiores.

  ATIVIDADES

  I  Responda:
  1) O que significa a palavra orientao?
  2) Como so denominados os pontos 
representados numa rosa-dos-ventos?
  3) Como podem ser reunidos os processos para 
se fazer a orientao no espao 
geogrfico?
  4) Explique como se faz a orientao pelo 
Sol. 
  5) Quais so as principais estrelas 
utilizadas na orientao?

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  6) Como se faz a orientao pela Lua?
  7) Cite as vantagens da orientao feita com 
a bssola.
  8) Explique como se faz a orientao pela 
bssola.
  9) Como podemos nos orientar pelos mapas?
  10) O que  escala de um mapa?
  11) Quais so os tipos de escalas que um mapa 
apresenta?
  12) De acordo com as escalas, como se 
classificam os mapas?

  II- Verifique os smbolos existentes nos 
mapas do Paran e do Brasil.
  III- Calcule:
  1) As distncias entre quatro cidades 
paranaenses, utilizando a escala do mapa 
do Paran.
  2) As distncias entre quatro cidades 
brasileiras, utilizando a escala do mapa 
do Brasil.

  IV- Desenhe o mapa do Paran, traando, em 
seu interior, a rosa-dos-ventos.
  LEITURA COMPLEMENTAR

  1 - Como improvisar uma bssola.
  Material necessrio:
  uma tigela de plstico ou de loua; uma 
agulha de costura; um pedao fino de 
cortia e um m.
  Instrues para montagem:
  a) coloque a tigela com gua, numa mesa bem 
plana;
  b) faa, em seguida, a cortia flutuar;
  c) friccione a ponta da agulha no lado 
negativo do m e a coloque sobre a 
cortia.

Observe como a agulha toma sempre a mesma 
direo, isto , o norte magntico da 
Terra. Se friccionarmos a ponta da agulha no 
lado positivo do m, ela apontar 
o sul em vez do norte.

  2 - Como achar os pontos cardeais e 
colaterais.
  Material necessrio:
  uma bssola.
  Instrues:
  a) coloque-a num lugar bem plano e marque o 
lado que a ponta da agulha est 
indicando;
  b) conhecida a direo norte, assinale os 
pontos cardeais e colaterais.
  Repita esta experincia em outros locais, 
como na sala de aula, no ptio, ou 
em 
sua casa.

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  2. ESPAO PARANAENSE

  LOCALIZAO GEOGRFICA. REA TERRITORIAL. 
  LIMITES.

  LOCALIZAO GEOGRFICA
  O Estado do Paran se encontra nos 
hemisfrios sul e ocidental da Terra, sendo 
antepenltimo estado do sul do Brasil.
  Cortado pelo trpico de Capricrnio 
(23027'Lat. Sul) na altura das cidades de 
Arapongas e Maring, tem mais ou menos 3/4 de 
suas terras na zona Temperada do 
Sul e, o restante, na zona Tropical.
  Segundo o Atlas Geogrfico do Estado do 
Paran (ITCF- 1987), os pontos 
extremos 
paranaenses esto nas coordenadas geogrficas 
descritas no quadro a seguir:        
EXTREMO  MUNICPIO  LATIDUDE SUL  LONGITUDE 
OESTE
  Norte - jardim Olinda  223058  52O647
  Leste  Guaraqueaba  2519O7 48O537
  Sul - General Carneiro  264300  
5124'35
  Oeste -  Foz do Iguau -         2527'16  
5437O8

  REA TERRITORIAL
  De acordo com o Instituto Brasileiro de 
Geografia, aps as medies 
realizadas para o Brasil em 1989, com o auxlio 
de cartas aerofotogramtricas de 
escala 1:5O.OOO e 1:100.000, a rea territorial 
paranaense  de199.323,9 km. 
Esta 
rea coloca o Estado do Paran em 15 lugar 
entre as unidades da Federao 
Brasileira, ocupando 2,34 por cento de seu 
territrio.

  LIMITES

  Trs estados da Federao brasileira, o 
oceano Atlntico e duas repblicas da 
Amrica do Sul contornam o permetro de 2.458 
quilmetros do Estado do Paran, 
distribudos da seguinte maneira:
  Oceano Atlntico 98 km

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  Repblica do Paraguai 208 km
  Estado do Mato Grosso do Sul 219 km
  Repblica da Argentina 239 km
  Estado de Santa Catarina 754 km
  Estado de So Paulo 940 km

  A maior parte dos limites do territrio 
paranaense se faz atravs de 
fronteiras 
naturais, com a predominncia absoluta de rios 
e divisores de guas. Fronteiras 
artificiais como pontes, estradas, avenidas, 
represas e linhas geodsicas 
completam 
os limites de nosso espao geogrfico.
  Algumas de nossas divisas so pitorescas. As 
cidades gmeas de Unio da 
Vitria 
(Paran) e Porto Unio (Santa Catarina) so 
separadas por uma estrada de ferro. 
A 
cidade paranaense de Barraco,  separada da 
cidade catarinense de Dionsio 
Cerqueira, por uma avenida, confrontando-se 
ambas com a cidade argentina de 
Bernardo Irigoyen, formando a chamada 
"Fronteira da Amizade". A rodovia BR-
280, nos municpios de Palmas, Clevelndia, 
Flor da Serra do Sul e Barraco, 
acompanha, em alguns trechos, a divisa Paran-
Santa Catarina.
  Das fronteiras internacionais brasileiras, 
merecem destaque no Paran: a 
'Ponte da 
Amizade" sobre o Rio Paran, ligando Foz do 
Iguau (Brasil)  Ciudad del Este 
(Paraguai); a "Ponte Tancredo Neves" (Ponte da 
Fraternidade) sobre o Rio Iguau, 
na ligao de Foz do Iguau com a cidade 
argentina de Puerto Iguazu.

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  ATIVIDADES
  I- Responda:
  1) Cite os hemisfrios onde se encontra o 
Paran.
  2) Em quais zonas trmicas da Terra o Estado 
do Paran se encontra?
  3) Em quais municpios se encontram os pontos 
extremos do Estado do Paran?
  4) Qual o lugar que o Paran ocupa em relao 
a rea brasileira?
  5) Quais so os Estados brasileiros e as 
Repblicas da Amrica do Sul que 
fazem 
limites com o Estado do Paran? 
  6) Como so formadas as linhas divisrias do 
Estado do Paran?
  7) Cite algumas fronteiras pitorescas de 
nosso Estado.

  II- Desenhe o mapa do Estado do Paran e 
assinale:
  1) 0 Trpico de Capricrnio.
  2) Os seus pontos extremos.
  3) Os limites ao seu redor.

  LEITURA COMPLEMENTAR

  PASES COMPARADOS EM REA COM O PARAN
  Nome do Pas  rea/km - nmero de vezes 
menor
  Rep. do Lbano         - 10.400 - 19,16
  Estado de Israel  20.325 - 9,80
  Holanda  33.490 - 5,95
  Rep. Dominicana  48422 - 4,11
  Portugal  92.072 - 2,16
  Rep. do Uruguai  176.215 1,13
  Senegal  196.192  1,01

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  3. RELEVO

  FORMAS. MODIFICAES. REPRESENTAO.

  FORMAS

  O relevo  formado pelas salincias e 
depresses da crosta terrestre. Pode ser 
continental (terras emersas) e submarino 
(terras imersas). Ambos os tipos 
apresentam formas idnticas, porm, enquanto o 
continental sofre a ao dos 
agentes 
erosivos da natureza, o submarino sofre intensa 
sedimentao.
  A mais simples classificao das formas da 
superfcie terrestre admite quatro 
tipos 
fundamentais de relevo:

  Plancies
  Terras planas de baixas altitudes, 
resultantes de acumulao.

  Planaltos
  Terras planas ou onduladas, resultantes do 
desgaste do relevo e com altitudes 
superiores a 200 metros.

  Montanhas
  So as maiores salincias da crosta 
terrestre. De acordo com suas formas, 
recebem 
diversas denominaes, tais como: morro, cerro, 
outeiro, serra, cadeia e 
cordilheira. 
O aparecimento de regies montanhosas explica-
se pelos dobramentos do solo, 
pelos 
falhamentos da crosta terrestre, pelos vulces 
e pela eroso.

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  Depresses
  So regies baixas em relao s terras 
vizinhas. Podem ser absolutas, quando 
esto 
abaixo do nvel do mar, e relativas, quando 
esto abaixo das terras 
circundantes.
  1. RELEVO PRIMITIVO  2. RELEVO DOBRADO
  1. RELEVO PRIMITIVO  2. RELEVO FALHADO  3. 
RELEVO COM AO 
EROSIVA

  MODIFICAES

  As modificaes do relevo resultam da 
constante dinmica terrestre. O relevo, 
com 
o passar do tempo, vai lentamente se 
transformando pela incessante atuao dos 
agentes externos e internos da natureza.

  Agentes externos
  O principal agente erosivo externo , sem 
dvida, a gua, conhecida como 
"dissolvente universal". Por mais resistente 
que seja, a rocha no resiste  sua 
ao destruidora.
  A gua da chuva ao atravessar a atmosfera 
adquire gs carbnico (C02), 
formando o cido carbnico, o qual atua 
fortemente na decomposio das rochas 
calcrias, dando origem a belas grutas, com 
suas estalactites e estalagmites. As 
grutas paranaenses de Campinhos, Fadas, 
Bacaetava, Lancinha e Itaperuu, 
situadas no norte do Planalto de Curitiba, so 
bons exemplos deste fenmeno. 
Outras vezes a excessiva queda de chuvas em 
regies montanhosas  responsvel 
pelo deslize de barreiras  beira de estradas e 
mesmo pelo desmoronamento de 
morros. Estes fenmenos ocorrem, com 
freqncia, no litoral e na escarpa da 
Serra do Mar.

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  As guas dos tios, modificam a paisagem, 
escavando o leito, modelando as 
vertentes (margens), depositando sedimentos, 
formando plancies e ilhas de 
aluvio.

  Trabalhos de um rio

  A gua do mar, atravs da eroso marinha, tem 
grande ao destruidora junto s 
regies de costas altas, cujos tipos mais 
caractersticos so as barreiras 
(costas 
sedimentares) e os costes (costas granticas). 
Por outro lado, a ao 
construtora das 
guas marinhas se faz sentir junto s regies 
de costas baixas, cujos tipos mais 
caractersticos so as praias, os manguezais e 
as restingas.

  Trabalhos do mar

  Nas regies frias, montanhosas e polares, a 
gua atua atravs da ao mecnica 
do gelo. O atrito provocado pelo avano e pelo 
recuo das geleiras cava profundos 
vales com formas semelhantes  letra U, 
diferentes dos vales fluviais que tm 
formas semelhantes  letra V.
  Outro importante agente modificador externo  
o vento. Sua ao adquire maior 
importncia nas regies de clima seco. A 
direo constante do vento, e as 
partculas 
de areia que ele carrega, provocam intenso 
bombardeio sobre as rochas, 
destruindo-as. Este fenmeno  denominado 
"corraso". A ao de limpeza que o 
vento exerce sobre as rochas denomina-se 
"deflao". A umidade e a vegetao 
impedem a ao elica destruidora. O acmulo de 
areia, feito pelo vento, forma 
as dunas, tpicas das regies desrticas e 
litorneas.

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  Outras modificaes de origem externa so 
ocasionadas pelo intemperismo. A 
insolao diurna e o resfriamento noturno, 
ocasionam o rompimento dos ncleos 
das rochas e a esfoliao concntrica de suas 
camadas. Este fenmeno  comum no 
litoral e na Serra do Mar. O prprio homem, ao 
construir uma estrada, ou ao 
fazer uma plantao, contribui para a 
destruio do relevo, quando toma medidas 
preventivas adequadas.

  Agentes internos

  Os agentes de origem interna que modificam a 
superfcie terrestre so 
vulcanismo e 
terremotos. Ambos os fenmenos marcam, 
profundamente, imensas regies 
terrestres. O basalto, rocha muito comum no 
norte e oeste do Estado do Paran, 
atesta intenso vulcanismo ocorrido no sul do 
Brasil na era Mesozica.

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  REPRESENTAO

  Representam-se as formas do relevo terrestre 
pelas curvas de nveis, pelas 
cores 
hipsomtricas e pelas hachuras.

  Curvas de nveis

  So linhas traadas por processos especiais 
que se aproximam ou se afastam 
umas 
das outras, segundo a encosta do terreno for 
mais ngreme ou mais suave. As 
diferenas de altitude entre duas curvas de 
nveis consecutivas, recebem o nome 
de 
eqidistncias e, quando expressas em 
algarismos, chamam-se cotas.

  Cores hipsomtricas

  Servem para identificar as formas do relevo 
atravs de cores. O verde para as 
altitudes baixas; o alaranjado para as 
altitudes mdias; o marron ou castanho 
para as 
maiores altitudes.

  Hachuras

  Representam os terrenos pela projeo 
horizontal das linhas de maior declive 
traadas entre as curvas de nveis que, em 
seguida, so apagadas.
Atualmente as fotografias areas 
(aerofotogrametria) auxiliam muito na 
representao das formas do relevo.

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  ATIVIDADES

  I - Responda:
  1) Como  formado o relevo terrestre?
  2) O que diferencia o relevo continental do 
relevo submarino?
  3) Quais so os quatro tipos fundamentais de 
relevo?
  4) Qual  o principal agente erosivo externo?
  5)Como se formam as grutas das regies de 
rochas calcrias?
  6) Cite exemplos de grutas encontradas em 
nosso Estado.
  7) Como os rios modificam as paisagens 
terrestres?
  8) Qual o trabalho que a gua do mar realiza 
sobre as costas marinhas?
  9) Qual a diferena entre um vale fluvial e 
um vale glacial?
  10) Explique o que significam os termos 
corraso e deflao.
  11) Qual a ao do intemperismo sobre as 
rochas?
  12) Como o homem pode contribuir para 
destruir o relevo?
  13) Quais so os agentes internos que 
modificam o relevo?
  14) Como podem ser representadas as formas do 
relevo?
  15) Quais so as cores usadas para 
representar o relevo?
  16) Explique o que so curvas de nveis.

  LEITURA COMPLEMENTAR

  Antes do desenvolvimento das formas atuais de 
Vila Velha, a mesma constitua
Uma camada nica e contnua de arenitos, 
fendilhada em diversos lugares.
  A ao das guas da chuva e dos agentes 
qumicos da atmosfera foi decompondo o
arenito, produzindo um desgaste original. A 
princpio as fendas foram alargadas
dando incio a corredores entre blocos que se 
supem terem sido quadrangulares. 
A parte superior do arenito  mais resistente 
aos agentes de eroso devido a 
maior concentrao de xidos de ferro. Esse 
material no permite o desgaste do 
arenito com a mesma intensidade que se d na 
sua poro mdia.  por esta razo 
que os primitivos blocos quadrangulares, 
continuamente lavados pelas chuvas 
torrenciais, que em certas pocas do ano 
assolam aquela regio, adquiriram forma 
cncava na poro mdia, surgindo sublimes 
monumentos naturais fungiformes e 
caliciformes.
  Estes monumentos so comumente denominados 
segundo sua semelhana, de
esfinge, clice, cabea de ndio, camelo, 
fortaleza, etc. Geralmente ouve- se 
dizer
que o vento  o responsvel pelas formas atuais 
de eroso em Vila Velha. No
entanto o vento no tem ao erosiva naquela 
regio, em virtude do clima mido e
conseqentemente da vegetao existente no 
solo, fatores estes que no permitem 
o transporte de partculas arenosas. Estas 
partculas seriam as responsveis 
pela eroso elica se por ventura pudessem ser 
transportadas.
  Fonte: Instituto de Defesa do Patrimnio 
Natural (Jos Henrique Popp).

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  4. ERAS GEOLGICAS E O PARAN

  PR-CAMBRIANA. PALEOZICA. MESOZICA. 
CENOZICA.

  PR-CAMBRIANA

  Foi nessa longnqua era geolgica 
(Arqueozica e Proterozica) que se formaram 
as rochas mais antigas da 
Terra.. Elas to agrupadas em diversos lugares 
de nosso planeta nos chamados 
escudos cristalinos", onde 
predominam os gnaisses e os 
granitos.Posteriormente, com o intenso desgaste 
desses escudos, foram parecendo 
os primeiros sedimentos terrestres, a 
princpio, depositados no fundo dos 
primitivos mares pr-cambrianos.t
  Os terrenos pr-cambrianos paranaenses ocupam 
a parte leste Estado do Paran. 
Comeam em sua Plancie 
Litornea, passam pela Serra do Mar e se 
estendem por todo o Primeiro Planalto. 
Suas rochas mais antigas so 
osgnaisses de origem arqueana, pertencentes ao 
embasamento rochoso do relevo 
brasileiro, denominado de 
"Complexo Cristalino". Ao lado dos gnaisses 
aparecem granitos intrusivos, 
resultantes de massas igneas 
proterozicas de idade geolgica mais recente. 
Neste caso encontram-se os blocos 
do Marumbi, da Graciosa, do 
pico Anhangava e do Morro Redondo, todos 
situados na Serra do Mar.
  Sobretudo na parte norte do Primeiro Planalto 
paranaense aparecem outras 
rochas de origem pr -cambriana, 
formadas a partir Proterozico. So xistos 
cristalinos, mrmores, calcrios, 
filitos e quartzitos, normalmente 
reunidos em grupos de rochas dos quais, o s 
conhecido, denomina-se "Grupo 
ungui".

  PALEOZICA

  Os acontecimentos geolgicos e as rochas 
paleozicas mais marcantes do Estado 
do Paran, encontram-se no 
Segundo Planalto paranaense, particularmente no 
Norte Velho e na regio dos 
Campos Gerais.
  O incio da era Paleozica, em nosso Estado, 
assiste ao final das 
manifestaes vulcnicas da era geolgica 
antecedente, como demonstram rochas gneas de 
cores claras, sobrepostas aos 
terrenos proterozicos e 
arqueanos (Formao Castro).

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  Teve incio, em seguida, um longo perodo 
erosivo e de deposio de 
sedimentos, os quais formaram uma 
peneplancie denominada de pr-devoniana. 
Porm, os acontecimentos paleozicos 
de maiores destaques 
pertencem aos perodos Devoniano, Carbonfero e 
Permiano.

  Devoniano

  Houve, nesse perodo geolgico, a 
transgresso de um mar interior continental 
na direo de oeste para leste. 
Esse mar, ao regredir na metade do Devoniano, 
deixou no Paran seus depsitos 
caractersticos: o arenito 
Furnas e o folhelho Ponta Grossa. No final dos 
tempos devonianos, teve incio a 
formao de uma nova 
peneplancie, conhecida nos tempos carbonferos 
com o nome de Gondwnica.

  Carbonfero

  Nesse perodo geolgico da era Paleozica, 
todo o Sul do Brasil cobriu-se com 
uma espessa calota de gelo, 
conforme demonstram as estrias e os tilitos que 
afetaram o arenito Furnas. Do 
atrito exercido pelas geleiras 
sobre as rochas, depositaram-se sedimentos em 
ambientes flvio-lacustres, dando 
origem, aps a sua 
consolidao, aos arenitos dos tipos que formam 
Vila Velha (Ponta Grossa) e a 
escarpa do Monge (Lapa).
  Ainda, no Carbonfero, comearam a se formar 
as jazidas de carvo mineral, 
atualmente encontradas numa 
faixa de direo norte-sul, do Segundo Planalto 
do Estado do Paran.

  Permiano

  No ltimo perodo paleozico, processou-se 
intensa sedimentao em ambientes 
prximos  linha de costa do 
mar interior, em ambientes lagunares, em 
ambientes de esturios e de plancies 
de inundao. Com isto, 
desapareceram os ltimos vestgios do mar 
interior, ficando as terras 
paranaenses totalmente emersas.
  O Permiano, alm de consolidar as jazidas 
carbonferas, formou o folhelho 
piro-betuminoso (xisto), onde se 
registra a presena de seu fssil 
caracterstico, Mesosaurus brasiliensis", que 
viveu naquela poca.

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  MESOZICA

  Os acontecimentos geolgicos mesozicos, no 
Sul do Brasil, caracterizam-se 
pela formao de vastos desertos, 
intercalados e superpostos por extensos 
derrames de lavas (perodos Jurssico e 
Cretceo)
  O clima rido dessa era formou um extenso 
deserto, cujos vestgios so os 
arenitos Botucatu e Caiu. O arenito 
Botucatu aparece exposto na escarpa (Serra da 
Esperana) que separa o segundo do 
terceiro planalto paranaense, 
e por afloramentos em vrios locais do Estado 
do Paran. Por sua vez, o arenito 
Caiu, de formao geolgica 
mais recente (perodo Cretceo) encontra-se 
assentado sobre os ltimos derrames 
vulcnicos mesozicos, 
particularmente na poro do noroeste 
paranaense.
  Intensos derrames de lavas (basaltos) 
ocorreram por vrias vezes no Sul do 
Brasil, atravs de fendas abertas na 
superfcie de uma vasta rea da regio. A 
decomposio posterior dessas lavas 
deu origem aos frteis solos 
conhecidos como nome de "terra roxa, muito 
comum no norte e oeste do nosso 
Estado.

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  Tambm so dessa era, os grandes 
acontecimentos geolgicos ligados a todo o 
continente sul-americano, como 
por exemplo:
  O rompimento do primitivo continente de 
Gondwana;
 a separao da Amrica do Sul da frica;
 a formao do oceano Atlntico.

  CENOZICA

  A era Cenozica no Sul do Brasil  marcada, 
em seu incio, por um perodo de 
movimentos tectnicos. O 
continente sul-americano procura seu 
equilbrio, abalado que foi pelas tenses 
provocadas pela orogenia andina, 
aps o que, inicia-se um longo processo de 
denudao, que chega at os nossos 
dias.
  Costuma-se dividir a era Cenozica em dois 
perodos: o Tercirio e o 
Quaternrio

  Tercirio

  Nesse perodo geolgico ocorreu o falhamento 
marginal da borda oriental do 
continente sul-americano, devido 
aos movimentos tectnicos j referidos. Em 
conseqncia desse fato submergiram 
no mar largos blocos da atual 
faixa litornea, formando-se ento a escapa da 
Serra do Mar. Na ocasio, o mar 
teria avanado at as faldas da 
serra para, em seguida, com a ascenso da 
costa, retirar- se, deixando atrs de 
si, intensa sedimentao.

  Quaternrio

  O perodo Quaternrio  marcado por 
sucessivas alternncias entre climas 
midos e semi-ridos, responsveis 
pelo modelado de muitas de nossas paisagens 
atuais.
  No Pleistoceno, poca mais antiga do 
Quaternrio, depositaram-se sobre 
terrenos pr-cambrianos, os 
sedimentos flviolacustres da bacia de 
Curitiba, bem como os depsitos arenosos 
e argilosos consolidados da 
plancie litornea.
  Os terrenos quaternrios mais recentes 
pertencem ao Holoceno sendo encontrados 
nas vrzeas fluviais, nas 
plancies de inundao dos rios, nas praias e 
nos manguezais. So depsitos de 
areia e argila ainda no 
consolidados.

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  ERAS

  60 A 70 milhes de anos
  CENOZICA (VIDA RECENTE
  PERODOS
  Quaternrio: Milhes de Anos:
  Holoceno  Pleistoceno: 2,5
  Tercirio: 65
  A CONTECIMENTOS CORRESPONDENTES S ERAS
  Sedimentos: vrzeas e plancies de inundao 
dos rios
  Sedimentos: litorneos e bacia de Curitiba
  Ascenso da Costa
  Formao da Serra do Mar
  Submerso da Faixa Litornea
  Falhamento da borda oriental sul-americana
  Orogenia andina
  Movimentos tectnicos

  120 a 140 milhes de anos
  MESOZICA (vida mdia)
  PERODOS
  Cretceo: 71
  Jurssico: 54
  Trissico: 35
  ACONTECIMENTOS CORRESPONDENTES S ERAS
  Formao do Atlntico
  Rompimento do Continente de Gondwana
   Derrame de basalto
  Intenso vulcanismo
  Arenitos: Botucatu e Caiu
  Desertos no Sul do Brasil
  Clima rido

  310 a 340 milhes de anos
  PALEOZICA (vida antiga)
  PERODOS
  Permiano: 55
  Carbonfero: 65
  Devoniano: 50
  Siluriano: 35
  Ordoviciano: 70
  Cambriano: 70
  ACONTECIMENTOS CORRESPONDENTES S ERAS
  Deposio de folhetos betuminosos
  Depsitos de carvo mineral
  Desaparece o mar interior
  Arenito de Vila Velha
  Geleiras no Sul do Pas
  Peneplancie pr-gondwnica
  Arenitos Furnas e Folhetos Ponta Grossa
  Transgresso do mar Devoniano
  Peneplancie pr-devoniana
  Rochas do Grupo Castro

  Trs quartos dos tempos geolgicos
  PR-CAMBRIANA (vestgios de vida)
  Proterozico
  Arqueozico
  ACONTECIMENTOS CORRESPONDENTES S ERAS
  Rochas do Grupo Aungui
  Guaisses e granitos
  Complexo cristalino brasileiro
  Primeiros tempos da Histria natural da Terra

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  ATIVIDADES

  I  RESPONDA:
  1) Quais so as eras geolgicas?
  2) Onde so encontrados os terrenos pr-
cambrianos paranaenses?
  3) Onde so encontradas as rochas do Grupo 
Aungui?
  4) Em que parte do Estado esto presentes os 
acontecimentos e as rochas 
paleozicas?
  5) Quais so os trs perodos marcantes da 
era Paleozica no Paran?

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  6) Faa um resumo sobre os acontecimentos 
geolgicos dos perodos Devoniano, 
Carbonfero e Permiano.
  7) Onde aparecem os vestgios geolgicos da 
era Mesozica no Estado do Paran?
  8) Faa um resumo sobre os acontecimentos 
mesozicos no Paran
  9) Como pode ser dividida era Cenozica?
  10) Qual o importante acontecimento 
geolgico, do perodo Tercirio,, ocorrido 
na costa oriental do continente 
sul-americano?
  11) Quais so os acontecimentos 
caractersticos da poca pleistocnica?
  12) Onde so encontrados os sedimentos 
holocnicos no Paran?

  II  Descreva o mapa geolgico do Estado do 
Paran

  LEITURA COMPLEMENTAR

  Atualmente, Paranaenses vindos de todas as 
regies do Estado acorrem a ver 
Vila Velha, aquele belo e de 
certo modo, mstico conjunto de rochas erodidas 
(...)e que ali, bem perto de 
Curitiba, espera os turistas com a 
pacincia milenar de esfinge de pedra. Sem 
alarde, contando to somente com sua 
beleza rude, sua aparncia 
grotesca com que a natureza prdiga lhe dotou, 
espalha pelo Brasil e pelo mundo 
o seu encanto e o seu mistrio.

  Tambm so assim antigos os terrenos em que 
se assentam as cidades de Ponta 
Grossa, Jaguariaiva, Tibagi e 
outros municpios. A maior parte dessa regio, 
foi ento fundo de mar e 
apresentou intensa vida vegetal e 
animal Os chamados folhelhos Ponta Grossa, 
so ricos em fsseis. Por toda 
parte encontram-se, depois de 
pesquisa paciente, animais fossilizados 
(trilobites, ostras, estrelas-do-mar, 
vermes arencolas).

  Mas no  apenas nessa regio que encontramos 
vestgios da vida primitiva. Os 
que habitam Teixeira Soares, 
necessariamente devero saber: sua cidade est 
assente sobre terreno que foi, h 
250 milhes de anos, tambm 
fundo de mar.

  Teixeira Soares est situada em terreno 
pertencente ao perodo Carbonfero. 
Foi nesse perodo que teve origem 
o carvo-de-pedra, o qual se acumula em vrios 
depsitos no Sul do Brasil. Mas, 
vamos adiante. Se voc mora 
em Irati,  bom que saiba: os terrenos que o 
cercam so to importantes para a 
Geologia, que do nome  
formao a que pertencem - Formao Irati. Os 
folhelhos que o constituem so 
ricos em fsseis do grande 
devorador de peixes que foio Mesosauro 
(Mesosaurus brasiliensis, Mc Gregor), 
rptil de porte avantajado, que 
apresenta as caractersticas de um retorno 
prematuro  vida marinha
  Posteriormente, Jos Alberto Barbosa cita em 
seu poema "Xisto", publicado pelo 
Trao de Unio" (da cidade 
de Unio da Vitria), baseando-se em Josu 
Camargo Mendes, que a garganta 
reduzida do Mesosauro sugere 
como seu alimento camares ou, quando muito, 
peixes minsculos.

  Condensado do texto: "Um Paran que voc no 
conheceu", de Jos Alberto 
Barbosa (Revista Panorama nmero 
167).

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  5. RELEVO DE PARAN

  CARACTERSTICAS. LITORAL. SERRA DO MAR
  PRIMEIRO PLANALTO. SEGUNDO PLANALTO.
  TERCEIRO PLANALTO. CUESTAS.

  Caractersticas
  O relevo paranaense, em sua maior parte, 
forma-se de um vasto planalto 
suavemente inclinado nas direes 
noroeste, oeste e sudoeste do Estado do Paran.
  Compreende os terrenos arentico-baslticos 
do Planalto Meridional Brasileiro 
e, os terrenos cristalinos, 
dispostos paralelamente ao oceano Atlntico.
  As altitudes do relevo paranaense apresentam-
se distribudas dentro das 
seguintes cotas hipsomtricas:
  At 100 metros de altitude  2.255 km2
  De 101 a 200 metros - 2.933 km
  De 201 a 300 metros - 15.373 km
  De 301 a 600 metros - 74.871 km
  De 601 a 900 metros - 81.268 km
  De 901 a 1.500 metros - 24.158 km
  Mais de 1.500 metros - 430 km
  Segundo o gegrafo Reinhard Maack, as terras 
paranaenses podem ser agrupadas 
em cinco unidades 
geomorfolgicas que se sucedem de leste para 
oeste:
  1 - Litoral
  2- Serra do Mar
  3 - Primeiro Planalto ou de Curitiba
  4 - Segundo Planalto ou de Ponta Grossa
  5 - Terceiro Planalto ou de Guarapuava

  LITORAL
  Apresenta-se como uma regio rebaixada por 
falhamento marginal de um antigo 
nvel do planalto paranaense. 
Este fenmeno geolgico ocorreu provavelmente 
na era Cenozica ou j no final da 
era Mesozica.
  Em tempos geolgicos mais recentes 
(Pleistoceno) comeou a elevao da costa 
submersa, comprovada pela 
areia de antigas praias, pelas colnias mortas 
de moluscos e pelos sambaquis.

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  Ao longo da costa, em plena plataforma 
continental, aparecem alguns blocos de 
rochas mais resistentes, como 
as ilhas dos Currais, Itacolomi, Sa, Palmas, 
Galheta e a parte de rochas 
cristalinas da Ilha do Mel.
  Duas regies distintas caracterizam o 
litoral: a montanhosa e a baixa 
costeira.

  Montanhosa

  Abrange morros isolados, algumas cadeias de 
morros e as encostas da Serra do 
Mar. Esta zona  constituda de 
rochas cristalinas onde predominam os gnaisses 
e os granitos.

  Baixada Costeira

  Forma uma pequena plancie constituda por 
depsitos sedimentares marinhos e 
terrgenos recentes. Suas 
espessuras podem chegar a 100 metros com 
predominncia de areias e argilas. Sua 
largura varia entre 10 a 20 
quilmetros, tornando-se um pouco mais larga 
nas proximidades da Baa de 
Paranagu. As altitudes, deste 
trecho de nosso relevo, situam-se entre O 
(zero) a 10 metros e, nos pontos mais 
distantes do mar, chegam a ter 
20 metros.
  As baas de Paranagu e Guaratuba dividem a 
costa paranaense trs setores:
  1 -Norte - a este setor pertencem as praias 
das ilhas das Peas e do 
Superagi. Nesta ltima, est a extensa 
Praia Deserta, que vai da ponta Incio Dias at 
a foz do Rio Ararapira;
  2 -Leste - faixa de praias que se estende do 
lado sul da Baia de Paranagu at 
o lado norte da entrada da Baa 
de Guaratuba. A Ilha do Mel faz parte deste 
setor;
  3 -Sul - abrange a faixa de praias situadas 
ao sul da Baia de Guaratuba at a 
Ilha do Sa, nos limites com o 
Estado de Santa Catarina.
  A Baa de Paranagu, uma das mais vastas do 
Brasil, penetra 50 quilmetros 
pelo interior do continente e 
possui uma largura mxima de 10 quilmetros. 
Subdivide-se em outras baas 
menores: de Antonina, das 
laranjeiras, dos Pinheiros e de Guaraqueaba. 
H em seu interior vrias ilhas, 
tais como Mel, Peas, Cotinga, 
Rasa da Cotinga, Cobras, Pedras, Teixeira, 
Gerer, Lamim, Guamiranga, Guararema, 
Guar, Gamelas e outras.
  A Baia de Guaratuba encontra-se mais ao sul, 
estendendo-se 15 quilmetros para 
dentro do continente e com 
uma largura mxima de 5 quilmetros. Suas 
principais ilhas so: Pescaria, 
Capinzal, Mato, Chapu, dos Ratos e 
outras.

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  Aparecem ainda, como acidentes geogrficos 
importantes de nosso litoral: a 
Ilha do Superagi separada do 
continente pela Baha dos Pinheiros e pelo 
Canal do Varadouro; a Restinga de 
Ararapira situada na parte norte 
da Praia Deserta.
  Encontra-se, no litoral, como parte do relevo 
paranaense a Plataforma 
Continental. Esta compreende o relevo 
encoberto pelas guas do Atlntico, estendendo-
se da linha da costa at o limite 
das guas territoriais brasileiras.

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  SERRA DO MAR

  Faz parte da vasta barreira que acompanha o 
litoral oriental e meridional do 
Pas. Pertence ao "Complexo 
Cristalino Brasileiro", sendo constituda em 
sua maior parte por gnaisses e 
granitos.
  As formas atuais da Serra do Mar derivam de 
vrios fatores; diferena de 
resistncia das rochas, falhamento do 
relevo e de sucessivas trocas climticas.
  Em alguns trechos a Serra do Mar se apresenta 
como escarpa (Graciosa e Farinha 
Seca). Em outros se 
apresenta como serra marginal que se eleva de 
500 a 1.000 metros sobre o 
planalto, formando blocos como: 
Capivari Grande, Virgem Maria, rgos, Marumbi 
e outros.
  Na Serra dos Orgos se encontram as maiores 
altitudes do Estado, destacando-se 
os seguintes picos: Paran, 
Caratuba, Ferraria, Taipabuu e Ciririca.
  Medies recentes, feitas por rastreamento de 
satlites artificiais, do ao 
Pico Paran 1.877,392 metros de 
altitude. Conquistado pela primeira vez em 13 
de janeiro de 1941,constitui-se no 
ponto mais alto, no s do 
relevo paranaense, como de todo o Sul do 
Brasil.
  Na Serra do Marumbi situam-se: o Pico dos 
Abrolhos, a Esfinge, a Ponta do 
Tigre, o Gigante e o Olimpo. Este 
ltimo, com 1.539,361 metros de altitude,  o 
ponto mais alto do conjunto, 
determinado  semelhana do Pico 
Paran, por rastreamento de satlites.
  Ao sul da Serra do Marumbi, aparecem as 
serras marginais dos Castelhanos, 
Araraquara, Araatuba, Iquiririm, 
etc.
  Alguns ramais da Serra do Mar se dirigem ao 
litoral, formando outras serras 
marginais, tais como: Igreja, 
Canavieiras e Prata. Esta ltima, aps 
contornar as praias, mergulha no 
Atlntico.

  PRIMEIRO PLANALTO

  Comea junto  Serra do Mar, estendendo-se 
para o oeste at a escarpa 
Devoniana (Serrinha, Serra So Luiz, 
Purun, etc.). O primeiro planalto paranaense 
resultou da eroso que o rebaixou 
de um antigo nvel e, seus 
terrenos, multo antigos, pertencem a era Pr-
Cambriana.
  O Primeiro Planalto compreende duas partes: 
zona norte e zona sul

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  Zona norte
  Apresenta relevo mais acidentado devido  
ao erosiva do Rio Ribeira e seus 
afluentes. Suas rochas 
predominantes: filitos, calcrios, dolomitos, 
mrmores e quartzitos.
  Esta zona, por seu aspecto montanhoso,  
chamada de "regio serrana do 
Aungui", onde se encontram elevaes como:
  Serra Ouro Fino - 1.025 a 1.050 metros
  Serra da Bocaina - 1.200 a 1.300 metros
  Serra do Canha ou Paranapiacaba - 1.200 a 
1.300 metros
  Serra do Pirai - 1.080 a 1.150 metros
  Entre Castro e Pira do Sul (Serra do Pira) 
existe um quartzito mais 
resistente denominado, segundo o 
gegrafo R. Maack, de "Planalto de Maracan".

  Zona Sul
  Corresponde ao denominado Planalto de 
Curitiba. Suas formas topogrficas so 
mais suaves e uniformes, 
oscilando entre 850 a 950 metros de altitude, e 
com largura entre 70 a 80 
quilmetros. A base do relevo  de 
origem cristalina e, na superfcie, se 
encontram argilas e areias depositadas ao 
longo do Rio Iguau, seus 
afluentes e ao redor da cidade de Curitiba.

  SEGUNDO PLANALTO

  O segundo planalto paranaense, denomina-se 
Planalto de Ponta Grossa ou Planalto 
dos Campos Gerais. Seus 
limites naturais so dados, a leste, pela 
escarpa Devoniana e, a oeste, pela 
escarpa da Esperana (Serra Geral).
  As maiores altitudes do Segundo Planalto 
esto na escarpa Devoniana (1.100 a 
1.200 metros), declinando para 
sudoeste, oeste e noroeste. Os pontos mais 
baixos (350 a 560 metros), esto 
situados na parte norte, no encontro 
do segundo com o terceiro planalto.
  Em sua formao geolgica, predominam os 
terrenos sedimentares antigos da era 
Paleozica, reunidos nos 
grupos: Paran ou Campos Gerais (Devoniano); 
Itarar (Carbonfero) e Passa Dois 
(Permiano).
  Quanto s rochas mais comuns temos: arenitos 
(Vila Velha e Furnas), folhelhos 
(Ponta Grossa e os 
betuminosos), carvo mineral, varvitos, 
siltitos e tilitos. Em pequenas regies, 
aparecem rochas Igneas 
intrusivas.

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  TERCEIRO PLANALTO

  As terras situadas a oeste da escarpa da 
Esperana formam o terceiro planalto 
paranaense, denominado 
Planalto de Guarapuava, que ocupa 2/3 da rea 
do Estado.
  Geologicamente corresponde ao vasto derrame 
de rochas eruptivas como: 
basaltos, diabsios, melfiros e aos 
depsitos de arenitos (Botucatu e Caiu), da 
era Mesozica.
  Tomando-se por base os rios Tibagi, Iva, 
Piquiri e Iguau, o Terceiro 
Planalto pode ser dividido nos seguintes 
blocos:

  1 - Planalto de Cambar e So Jernimo da 
Serra
  Ocupa a parte nordeste do Estado, entre os 
rios Tibagi, Paranapanema e 
Itarar. Suas altitudes variam entre 
1.150 metros na escarpa da Esperana, e 300 
metros, no Rio Paranapanema.

  2- Planalto de Apucarana
  Situa-se entre os rios Tibagi, Paranapanema, 
Ivai e Paran.
Atinge altitudes de 1.125 metros na escarpa 
(serras do Cadeado e
Bufadeira), declinando para 290 metros ao 
atingir o RioParanapanema. O mesmo 
acontece em direo oeste, 
quando atinge altitudes de 235 metros no Rio 
Paran.

  3 - Planalto de Campo Mouro
  Compreende as terras situadas entre os rios 
Ivai, Piquiri e Paran. Atinge 
altitudes de 1.150 metros na escarpa 
da Esperana, declinando para 225 metros no Rio 
Paran.

  4- Planalto de Guarapuava
Abrange as terras situadas entre os rios Piqui 
ri, lguau e Paran. Constitudo 
de uma zona de mesetas, tem 
altitudes de 1.250 metros na escarpa da 
Esperana, declinando em direo oeste 
para 550 metros (serras do Boi 
Preto e de So Francisco) e 197 metros no Rio 
Paran.

  5- Planalto de Palmas
  Este trecho do Terceiro Planalto compreende 
as terras que ficam na parte norte 
do divisor de guas dos rios 
Iguau e Uruguai. Suas altitudes chegam a 1.150 
metros, diminuindo para 300 
metros  medida que se 
aproximam do vale do Rio Iguau.

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  Em vrios locais do Terceiro Planalto 
aparecem muitas denominaes de serras: 
Dourados, Palmital, 
Cantagalo, Chagu, Pitanga, Lagarto, Apucarana, 
Fartura e muitas outras. Na 
realidade estas serras no passam 
de espiges, mesetas, ou de pequenos morros. 
Outras so degraus estruturais que 
ocupam bordas de lenis de 
lavas, como as escarpas So Francisco e Boi 
Preto localizadas no oeste do Estado 
do Paran.

  CUESTAS

  As cuestas so formas de relevo resultantes 
da eroso regressiva e que 
apresentam um lado escarpado e o outro 
em declive suave. Os planaltos paranaenses 
separam-se por dois conjuntos de 
cuestas: a escarpa Devoniana e a 
escarpa da Esperana.
  As duas escarpas vem do Estado de So Paulo, 
penetrando pelo norte e nordeste 
do Paran e, aps descrever 
um arco, seguem a direo sul.

  Escarpa Devoniana

  Aparece nos mapas com diversas denominaes 
de serras, tais como: Serrinha, 
So Luiz, Purun, Santa Ana, 
Itaiacoca, So Joaquim, Taquara, Furnas e 
outras.

  Escarpa da Esperana

  Aparece igualmente nos mapas com nomes de 
serras, entre as quais podemos 
citar: Cadeado, Macacos, Leo, 
Bufadeira, Fria e outras.

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  ATIVIDADES

  I  RESPONDA
  1) Como  formado o relevo paranaense?
  2) Como pode ser dividido o relevo 
paranaense?
  3) Descreva as duas regies que formam o 
litoral de nosso Estado.
  4) Como pode ser dividida a costa paranaense?
  5) O que compreende a Plataforma Continental?
  6) Quais so as rochas formadoras do Complexo 
Cristalino?

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  7) Faa um resumo sobre a Serra do Mar.
  8) Qual a origem geolgica do Primeiro 
Planalto paranaense?
  9) Descreva as duas zonas que formam o 
Primeiro Planalto do Estado.
  10) Faa um resumo sobre o Segundo Planalto 
do Paran.
  11) Qual a origem geolgica do Terceiro 
Planalto paranaense?
  12) Como pode ser dividido o Terceiro 
Planalto?
  13) Quais so as cuestas encontradas no 
Paran?

  LEITURA COMPLEMENTAR

  A Ilha dos Currais ou, antes, o Paraso 
Selvagem,  aquela ilha conhecida de 
muitos, que fica l fora da barra, 
solitria, perdida na imensido infinita do 
oceano, a desafiar, na sua 
distncia, os perigos do mar, o pescador 
ousado, o excursionista amante de nossas 
belezas naturais e sempre vido de 
novas sensaes para o seu esprito 
aventureiro.

  Do farol da ilha do Mel, o visitante, 
extasiado pelas maravilhosas paisagens 
da grandiosa e imponente baa de 
Paranagu divisa ao longe, na linha do 
horizonte um ponto preto , imvel, em 
pleno oceano...  a ilha dos 
Currais!

  O espetculo da chegada  ilha dos Currais  
to comovente, deslumbrante e 
maravilhoso, que o excursionista 
fica vrios minutos extasiado, boquiaberto, 
ante aquele desperdcio de belezas 
bizarras, de coloridos 
estonteantes, que inundam a alma do ser humano 
de uma alegria espontnea.

  Voando e revoando em torno da ilha, para mais 
de 2.000 pssaros marinhos 
sadam, numa prece divina, o 
nascer e o por do astro-rei.

  Numa distncia de 200 metros, o excursionista 
no distingue, com facilidade, 
as folhas verdes da luxuriante 
vegetao, em virtude de mais de 15.000 aves 
selvagens de todas as cores e 
tamanhos estarem pousando nos 
galhos dos arvoredos.

  A particularidade mais interessante dessa 
ilha  que esses pssaros no 
conhecem a maldade do homem; so 
to mansos que os excursionistas podem, com 
facilidade, peg-los na mo.

  No cho, na poca da postura, encontram-se 
milhares de ninhos, uns com ovos e 
outros com filhotes de todos 
os tamanhos.

  Outra particularidade curiosa  que a gua do 
mar nas adjacncias  to verde 
e to clara, que, em certos 
lugares baixos, o pescador prtico chega a ver 
o peixe arisco furtar a isca do 
anzol traioeiro. D a impresso 
exata de que algum momentos antes, derramou um 
grande barril de tinta verde, 
para melhor impressionar o visitante.

  E naquele cenrio virgem da mais extravagante 
beleza e emoo, talvez nunca 
imaginado pelo mais inspirado 
paisagista, o cu, a gua e a terra distante, 
formam a mais perfeita trilogia 
mstica, num verdadeiro hino de 
belezas naturais ao litoral de minha querida 
terra".

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  Professor Benedito Nicolau dos Santos Filho.

  6. COMPOSIO DA LITOSFERA

  ROCHAS. MINERAO

  ROCHAS

  So agregados minerais ou mineralizados que 
entram na formao da crosta 
terrestre. Classificam-se conforme 
a sua origem, em trs tipos: gneas ou 
magmticas, sedimentares e metamrficas.

  Rochas gneas

  Resultam da consolidao do magma. Quando se 
consolidam profundamente, isto , 
debaixo da camada 
superficial do solo, recebem o nome de 
plutnicas ou intrusivas. Assim, so: 
granitos, sienitos, dioritos, gabros e 
outras. Quando h extravasamento de lavas e sua 
consolidao se faz na 
superfcie do solo, passam a ser 
chamadas vulcnicas ou efusivas. Exemplos: 
basaltos, diabsios, traquitos e 
fonlitos.

  Rochas sedimentares

  So depsitos resultantes da decomposio de 
outras rochas. Por sua disposio 
em camadas superpostas, 
tambm recebem o nome de estratificadas. As 
rochas sedimentares podem ser 
divididas em: detrticas, qumicas 
e orgnicas. As detrticas resultam da 
decomposio de outras rochas, como 
areia, arenito, cascalho, argila e 
saibro. As qumicas so originadas pela 
precipitao de sais dissolvidos nas 
guas fluviais, lacustres e 
martimas, ou ainda, pela ao das guas de 
infiltrao. Como exemplos temos: 
calcrio, gesso, sal-gema, etc. 
As orgnicas resultam da mineralizao ou 
deposio de restos de antigos seres 
vivos, tanto animais como 
vegetais. Exemplos: carvo mineral, folhelho 
betuminoso e o petrleo.

  Rochas metamrficas

  So rochas que sofreram transformaes 
derivadas de aes qumicas, de altas 
presses ou de elevadas 
temperaturas. Seus tipos mais comuns so: 
gnaisses, mrmores, quartzitos, 
filitos e micaxistos.

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  MINERAO

  A minerao  uma importante atividade da 
economia moderna, pois constitui a 
base da indstria de 
transformao.

  A ocorrncia de riquezas minerais em uma 
regio, depende das condies 
geolgicas de seu passado. Por isso, 
algumas reas destacam-se pelos seus recursos 
minerais, ao passo que outras 
carecem dos mesmos. O 
aproveitamento econmico das rochas e dos 
minerais depende de fatores como 
energia, existncia de gua no 
local, transporte adequado, tcnicas evoludas 
e grandes capitais.
O aproveitamento econmico de uma jazida 
mineral pode ser feito de duas 
maneiras:
  1- a cu aberto - quando se extraem as 
riquezas da prpria superfcie;
  2- em minas de profundidade (galerias) - 
quando so necessrias escavaes de 
poos e tneis,  procura do 
minrio.
  As minas a cu aberto so as mais indicadas 
por no apresentarem os 
inconvenientes das exploses de gases e 
apresentarem menos riscos aos trabalhadores.

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  ATIVIDADES

  I - Responda:
  1) Explique o que so rochas.
  2) Como se classificam as rochas quanto a sua 
origem?
  3) Como se dividem as rochas gneas ? Cite 
exemplos.
  4) Qual a origem das rochas gneas?
  5) Do que resultam as rochas sedimentares?
  6) Como se dividem as rochas sedimentares? D 
exemplos.
  7) O que so rochas metamrficas? Cite 
exemplos.
  8) Qual o valor da minerao?
  9) De que fatores depende a minerao?
  10) Quais so os dois tipos de minerao?

  LEITURA COMPLEMENTAR

  "A existncia dos recursos minerais num certo 
territrio  uma decorrncia dos 
fenmenos geolgicos que 
ocorreram ali num passado remoto.
  Os minerais, via de regra, se acham 
largamente disseminados nas rochas, mas 
poucas vezes formam 
concentraes passveis de extrao em 
condies econmicas.
  As jazidas minerais so essas concentraes 
naturais de minrios e minerais 
teis, que existem como 
conseqncia de fenmenos ocorridos nos 
diversos perodos geolgicos anteriores 
ao homem; muitos deles 
ainda continuam a se processar porm numa 
velocidade imperceptvel no perodo 
duma vida humana.
  A formao das jazidas no se realizou de 
maneira uniforme e constante, mas, 
ao contrrio, em perodos de 
maior atividade, separados por pocas de 
relativa tranqilidade no seio da 
terra.
  Para a explorao das jazidas minerais so 
necessrias condies naturais 
independentes da ao do homem e 
condies sociais e econmicas dependentes do 
desenvolvimento cultural.
  Satisfeitas as primeiras, a utilizao dos 
minerais fica na dependncia de 
fatores humanos diretamente ligados 
 capacidade tecnolgica e ao desenvolvimento 
poltico e econmico.
  At pouco tempo, somente as naes mais 
evoludas da Europa e da Amrica do 
Norte dispunham de 
capacidade para utilizar os minerais teis e 
extrair os metais de seus minrios.
  A expanso dos conhecimentos tecnolgicos nos 
ltimos anos permitiu estender a 
maior nmero de pases a 
possibilidade de utilizar os recursos minerais; 
da presenciarmos ultimamente um 
surto de progresso material 
que se amplia cada vez mais em todos os 
continentes".

  Fonte: Recursos Minerais do Brasil (Sylvio 
Froes de Abreu).

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  7. ROCHAS E MINERAIS DO PARAN

  REGIES MINERADORAS. COMBUSTVEIS. MINERAIS 
METLICOS.
  MINERAIS NO METLICOS. HIDROMINERAIS.
  MINERAIS ATMICOS. PEDRAS PRECIOSAS E SEMI-
PRECIOSAS.

  REGIES MINERADORAS

  O Primeiro Planalto paranaense, grande parte 
da Serra do Mar e alguns trechos 
do Litoral, constituem as 
principais reas metalferas do Paran. Ao 
norte do Planalto de Curitiba 
ocorreram fenmenos geolgicos 
responsveis pelo aparecimento de alguns metais 
de importncia, intercalados com 
as rochas do "Grupo 
Aungui". Este grupo, formado nos longnquos 
tempos pr-cambrianos,  correlato 
ao riqussimo Grupo de 
Minas, considerado o mais rico em minerais do 
Brasil.
  Outra regio importante em recursos minerais 
 o Segundo Planalto paranaense. 
A sedimentao paleozica 
que a ocorreu foi a responsvel pela formao 
dos depsitos de carvo mineral e 
dos folhelhos piro-
betuminosos.

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  Com a criao de uma sociedade de economia 
mista, denominada Minerais do 
Paran S.A. (MINEROPAR), 
intensificaram-se as pesquisas minerais em 
nosso Estado. Com isto, houve um 
aproveitamento mais racional, 
bem como foram descobertas novas reas 
produtoras.

  COMBUSTVEIS

  Carvo mineral
  Embora no seja muito usado em siderurgia, 
pois os elevados teores de enxofre, 
cinza e umidade dificultam 
seu preparo para tal fim, o carvo paranaense 
tem grande utilidade para energia 
termeltrica. So bons exemplos 
as usinas de Figueira e das Indstrias Klabin 
(Telmaco Borba).
  Nossas reservas deste importante combustvel, 
so estimadas em 110 milhes de 
toneladas (segundo dados do 
Departamento Nacional da Produo Mineral), 
situando-se o Paran como terceiro 
produtor brasileiro.
  A distribuio geogrfica do carvo em nosso 
Estado estende-se pelos 
Municpios de Curiva, Figueira, 
Sapopema, Tomazina, Telmaco Borba, Tibagi, 
Reserva, Prudentpolis, Imbituva, 
Irati, Teixeira Soares, 
Palmeira, So Joo do Triunfo e Antnio Olinto. 
A maior produo paranaense vem 
dos municpios cujas 
jazidas esto situadas ao longo das bacias dos 
rios do Peixe e das Cinzas, no 
Norte Velho do Estado.

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  Folhelho piro-betuminoso

  Os maiores depsitos de folhelhos piro-
betuminosos (xisto) do Brasil pertencem 
 "formao Irati", que se 
estende do sul do Estado de So Paulo at o Rio 
Grande do Sul.
  O Paran apresenta as melhores condies para 
o aproveitamento do xisto, quer 
pelo maior teor em leo, quer 
pela facilidade de extra-lo a cu aberto. Por 
estas razes a PETROBRS instalou 
em So Mateus do Sul uma 
usina, visando extrair as grandes quantidades 
de leo, gs e enxofre que as 
jazidas locais encerram. A obteno 
do leo e do enxofre, a partir do xisto,  
feita pelo processo Petrosix, criado 
pela tecnologia nacional e 
patenteado pela Petrobrs.
  A faixa de folhelhos piro-betuminosos no 
Paran  de 4 a 25 km de largura por 
420 km de extenso e, em 
alguns lugares, chega a ter 100 metros de 
profundidade. Estudos feitos pela 
Petrobrs em uma rea de apenas 
82km revelaram a existncia de 650 milhes de 
barris de leo, cujo tempo de 
exausto, para 100 mil barris 
dirios levaria 25 anos.
  As principais jazidas paranaenses estendem-se 
pelos Municpios de So Mateus 
do Sul, So Joo do Triunfo, 
Rebouas, Irati, Imbituva, Ipiranga, Tibagi, 
Ivai, Ortigueira, Cunva, Sapopema, 
Ibaiti, Conselheiro Mairinck, 
Guapirama, Joaquim Tvora, Carlpolis e 
Siqueira Campos.

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  Turfa

  Os depsitos de turfa provm de restos 
vegetais acumulados em ambientes 
pantanosos. Usada como 
fertilizante orgnico e como fonte energtica, 
a turfa constitui, ao que tudo 
indica, o primeiro estgio da 
formao das jazidas de carvo mineral.
  O Paran possui importantes turfeiras, como 
as que se encontram nos Municpios 
situados na rea 
metropolitana da cidade de Curitiba e no 
litoral.

  MINERAIS METLICOS

  Chumbo

  O principal minrio de chumbo encontrado no 
Paran  a galena argentfera. As 
principais jazidas esto nos 
Municpios de Marianpolis, Cerro Azul e 
Bocaiva do Sul.
  O tratamento industrial da galena para 
extrao do chumbo  feito pela Plumbum 
S.A., firma instalada  
margem direita do Rio Ribeira, em Adrianpolis.

  Ferro

  O Paran possui importantes reservas de 
minrio de ferro (cerca de 20 milhes 
de toneladas), concentradas em 
vrios Municpios do leste e nordeste do 
Estado.
  As maiores jazidas (hematita) se encontram 
nos Municpios de Antonina, 
Colombo, Almirante Tamandar, 
Cerro Azul, Bocaiva do Sul, Rio Branco do Sul, 
Castro e So Jos dos Pinhais. 
Outros minrios como limonita 
e magnetita, embora em menor quantidade, tambm 
so encontrados na mesma regio.

  Cobre
  Durante a Segunda Guerra Mundial o cobre foi 
extrado em pequena escala, no 
Paran, na regio da Serra do 
Cadeado (Serra do Mar). Jazidas de cobre 
aparecem nos Municpios de Cerro Azul, 
Bocaiva do Sul e 
Adrianpolis.
  Estudos mais recentes mostraram vestgios do 
mineral em Maring, Guarapuava e 
em larga poro do sudoeste 
paranaense.


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  Ouro e Prata
  A maior parte destes dois valiosos minerais, 
extrai-se da galena argentfera, 
como um subproduto da mesma. O 
Estado do Paran  importante produtor de 
prata, extrada em Adrianpolis.
  Municpios que apresentam jazidas aurferas: 
Campo Largo, Bocaiva do Sul, 
Morretes, Cerro Azul e 
Adrianpolis.
  Pesquisas recentes, feitas no centro-leste do 
Estado, demonstraram a presena 
de outros minerais metlicos 
como Zircnio e Nibio.t

  MINERAIS O METLICOS

  Calcrios
  Com cerca de 2,5 bilhes de toneladas, 
constituem os maiores depsitos de 
rochas industriais do Estado do 
Paran. Muito comum no Primeiro Planalto, onde 
os Municpios de Campo Largo, 
Almirante Tamandar, 
Colombo, Rio Branco do Sul, Curitiba, Cerro 
Azul e Adrianpolis possuem grandes 
jazidas.
  Os calcrios apresentam inmeras aplicaes, 
entre as quais: fabricao de 
cimento, cal, 
corretivos para a acidez do solo, fundentes 
para siderurgia, produtos qumicos e 
materiais de 
construo.

  Talco
  Nossas jazidas de talco, com cerca de 9,5 
bilhes de toneladas, ocupam extensa 
faixa dos Municpios de Ponta 
Grossa (Itaiacoca), Castro (Abap e Socavo), 
Jaguariaiva, Sengs, Cerro Azul e 
Bocaiva do Sul.
  O Estado do Paran possui um dos talcos mais 
puros do mundo, sendo muito 
empregado em 
perfumaria, produtos qumicos, farmacuticos, 
cermica, indstria txtil e na 
fabricao de papel.

  Mrmore
  Rocha ornamental, resultante do metamorfismo 
do calcrio, apresenta-se em 
diversas cores. O mrmore branco 
conhecido como "tipo Paran", destaca-se pela 
sua resistncia, sendo por isto 
muito usado em construes e 
monumentos.
O Paran  grande produtor nacional de mrmore, 
destacando-se os Municpios de 
Cerro Azul, Rio 
Branco do Sul e Bocaiva do Sul.

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  Areia
  Importante matria-prima para a construo 
civil. Sua extrao  mais comum nas 
reas prximas aos grandes 
centros urbanos.

  Argila
  Constitui a matria-prima para a fabricao 
da cermica vermelha (tijolos, 
telhas e vasos). Sua presena  
comum nos aluvies das baixadas fluviais, como 
nos Municpios de Curitiba, Campo 
Largo, So Jos dos 
Pinhais, Mandirituba, Araucria e Balsa Nova.

  Caulim
  Argila que serve para a fabricao dos 
produtos da cermica branca (louas, 
azulejos e pisos). A cidade de 
Campo Largo, pelas inmeras fbricas que 
possui, denomina-se "Capital da Loua".
  O caulim tambm tem utilidade para a 
indstria de papel, da borracha e de 
inseticidas.
  As principais jazidas localizam-se nos 
Municpios de Campo Largo, Palmeira, 
Contenda, Rio Branco do Sul, 
Bocaiva do Sul e Cerro Azul.

  Barita
  Principal minrio de brio. Tem importantes 
aplicaes industriais, tais como 
na fabricao de televisores, 
plsticos, borrachas e no preparo de densas 
lamas para perfuraes petrolferas.

  Fluorita
  A fluorita tem aplicao na indstria 
qumica, como fundente metalrgico e na 
cermica. As principais 
concentraes econmicas deste mineral esto no 
vale do Rio Ribeira, 
principalmente no Municpio de Cerro 
Azul. As reservas do Paran, com 2,5 bilhes de 
toneladas, so as maiores do 
Brasil.

  Ilminita
  A ilminita pode ser encontrada nas ilhas do 
litoral (Superagi, Peas e Mel), 
bem como nas margens das baas 
de Paranagu e Guaratuba. Tem aplicao na 
produo de pigmentos para fabricar 
tintas, papis e plsticos.
  Ainda, como recursos minerais no metlicos 
podemos incluir: dolomito, 
quartzito, arenito, gnaisse, granito e 
basalto. Todos eles muito usados para 
revestimentos de paredes, nos calamentos 
e em monumentos.

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  HIDROMINERAIS
  Existem, no Paran, fontes de guas minerais 
e trmicas de origem alcalina, 
magnesiana e sulfurosa. Algumas 
possuem instalaes para fins teraputicos, 
como em Dorizon (Mallet), Condi, 
Iretama, Cornlio Procpio, 
Bandeirantes, Ver, Coronel Vivida e Maring. 
Outras fontes, industrializam suas 
guas para consumo da 
populao, como em Campo Largo, Almirante 
Tamandar, Londrina e Tibagi.

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  MINERAIS ATMICOS
  As reservas paranaenses de urnio esto entre 
as maiores do Pas. Encontram-se 
numa faixa situada entre os 
Municpios de Teixeira Soares e Figueira.

  PEDRAS PRECIOSAS E SEMI-PRECIOSAS
  O diamante e as gatas podem ser encontradas 
no Rio Tibagi e seus afluentes, 
nos rios das Cinzas e do Peixe 
(Norte Velho). Opalas, malaquitas e azuritas 
(semi-preciosas), encontram-se em 
Cerro Azul. No Municpio de 
Guarapuava, no oeste e no sudoeste paranaense, 
registra-se a presena de 
ametistas.

  ATIVIDADES

  I- Responda:
  1) Quais so as reas metalferas do Estado 
do Paran?
  2) Qual a importncia das rochas do Grupo 
Aungui?
  3) Cite os minerais importantes encontrados 
no Segundo Planalto paranaense.
  4) Qual a utilidade do carvo mineral 
encontrado no Paran?
  5) Faa um resumo sobre a importncia do 
xisto.
  6) Onde  feita a minerao do chumbo em 
nosso Estado?
  7) Como se apresentam as reservas paranaenses 
de minrio de ferro?
  8) Quais so os Municpios do Paran que 
possuem jazidas aurferas?
  9) Onde se encontram as reservas paranaenses 
de calcrio?
  10) Onde se encontram as jazidas paranaenses 
de talco?
  11) Qual a importncia que tem o mrmore?
  12) Para que servem a argila e o caulim?
  13) Em que atividade se destaca a cidade de 
Campo Largo?
  14) Onde podem ser encontradas a barita e a 
fluorita?
  15) Quais so as rochas mais usadas em 
revestimentos, calamentos e 
monumentos?
  16) Onde so encontradas as guas com 
finalidades teraputicas em nosso 
Estado?
  17) Onde existem jazidas de urnio no Paran?
  18) Quais as pedras preciosas e semi-
preciosas encontradas no Paran?

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  LEITURA COMPLEMENTAR

  ANLISE MDIA DO CARVO - CURIVA

  Carbono fixo  30 a 35 por cento
  Materiais volteis  26 a 30 por cento
  Umidade  5 a 9 por cento
  Cinzas  25 a 40 por cento
  Poder calorfero  4.500 a 6.00 kcal/kg

  COMPOSIO MEDIA DO XISTO
  Teor de leo  7 por cento
  Teor de enxofre - 4,6 por cento
  Teor de gua  7 por cento
  Uma tonelada de xisto - 2 barris de leo

  Por volta de 1932, instalou-se em Timbutuva, 
Municpio de Campo Largo, uma 
importante minerao de ouro. 
Suas galerias principais, centralizavam-se no 
chamado "poo um". Este com 50 
metros de profundidade, possua 
um elevador pelo qual atingiam-se os tneis que 
partiam em todas as direes. Ao 
seu redor, existiam 
importantes instalaes: o britador, o engenho, 
a fundio, etc. O maquinrio 
empregado por esta companhia, 
foi fabricado pelas famosas Indstrias Krupp, 
da Alemanha. O minrio a princpio 
estocado em grande 
quantidade, chegou a produzir 40 a 50 
quilogramas de ouro por ms. Como 
atividade subsidiria havia um 
pequeno aproveitamento de prata.
  A decadncia da produo comeou com a 
Segunda Guerra Mundial. As dificuldades 
na obteno de matria-
prima importada (p de zinco, cianureto, cido 
sulfrico, cadinhos de grafite e 
dinamite) diminuram 
sensivelmente a produo.
  Em 1943, esta importante indstria do Paran, 
encerrou definitivamente suas 
atividades. No local, distante 21 
quilmetros de Curitiba, pela estrada velha de 
Campo Largo, restam runas das 
instalaes da empresa, que 
chegou a possuir, em muitas ocasies, mais de 
quinhentos empregados.

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  8. RIOS

  APROVEITAMENTOS: BACIAS FLUVIAIS DO PARANA.
  NAVEGAO: USINAS HIDRELTRICAS.

  APROVEITAMENTO

  Rios so cursos de guas naturais, mais ou 
menos caudalosos que desguam em um 
outro rio, no mar ou num 
lago. Em funo de seu tamanho e quantidade de 
gua, recebem denominaes 
diversas:
regatos, crregos, ribeires e rios.
  Os rios sempre despertaram o interesse da 
humanidade. Desde a mais remota 
antigidade, grandes civilizaes 
desenvolveram-se s suas margens, aproveitando-
os dos mais variados modos.
  Os rios de planaltos tm importncia para a 
produo de energia eltrica. 
Devido ao declive acentuado de seus 
cursos possuem grande fora hidrulica, 
fundamental para o desenvolvimento 
industrial.
  Os rios de plancies, apresentam menor 
declive em seus cursos. Tm maior 
importncia para o transporte, 
conseqentemente de maior interesse para o 
comrcio.
  Ainda, os rios so aproveitados, no 
abastecimento de guas s cidades, na 
irrigao para a 
agricultura, na pesca comercial ou de lazer, no 
turismo, na prtica de esportes, 
etc.

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  BACIAS FLUVIAS DO PARAN
  A declividade do relevo paranaense nas 
direes noroeste, oeste e sudoeste, 
faz com que 92 por cento de suas guas 
fluvias se dirijam  bacia do Rio Paran e, as 
demais,  bacia Litornea.

  Bacia do Rio Paran
  O Rio Paran, que nasce da confluncia dos 
rios Paranaba e Grande, em pleno 
Tringulo Mineiro, percorre em 
nosso Estado, cerca de 400 quilmetros, desde a 
foz do Rio Paranapanema at a 
foz do Rio Iguau. Alm de 
formar a principal bacia fluvial paranaense, 
destaca-se pelo seu grande 
potencial hidrulico, um dos maiores do 
Pas.
  O Rio Paran forma inmeras ilhas na divisa 
com o Estado de Mato Grosso do 
Sul, sobressaindo-se a Ilha 
Grande ou Sete Quedas (80 km de comprimento) e 
a Ilha Bandeirantes.
  Seus afluentes so de grande porte, 
destacando-se em nosso Estado, os rios 
Paranapanema, Iva, Piquiri e 
Iguau.

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  1) 0 Rio Paranapanema, nasce no Estado de So 
Paulo, percorrendo 392 
quilmetros dos
limites com o Estado do Paran. Possui 
afluentes de importncia em territrio 
paranaense, 
merecendo destaque os rios Itarar, das Cinzas, 
Tibagi e Pirap.
  - Rio Itarar, faz fronteira entre os Estados 
do Paran e So Paulo, tendo 
grande parte de seu 
curso represado pelas guas da usina paulista 
de Chavantes;
  - Rio das Cinzas, nasce na Serra de Furnas a 
oeste da escarpa Devoniana. 
Recebe dois 
importantes afluentes: o Rio Jacarezinho pela 
margem direita e o laranjinha pela 
margem 
esquerda;
  - Rio Tibagi, com suas nascentes localizadas 
nos Campos Gerais e um percurso 
de 550 
quilmetros, constitui-se no maior afluente do 
Rio Paranapanema. O curso 
inferior do Rio 
Tibagi foi represado pela usina paulista de 
Capivara, construda no Rio 
Paranapanema. O 
Rio Tibagi recebe pela margem direita o Rio 
Pitangui, velho conhecido dos 
pontagrossenses, e o Rio Iap, muito conhecido 
pelos habitantes de Castro e 
formador do 
extenso cnion do Guartel. s margens do Rio 
Tibagi encontram-se as cidades de 
Tibagi, 
Telmaco Borba e Jataizinho.
  - Rio Pirap, localiza-se no Norte Novo e tem 
suas nascentes nas proximidades 
da cidade de 
Apucarana.. Recebe pela margem direita o Rio 
Bandeirantes do Norte.

  2) O Rio Iva tem um percurso de 685 
quilmetros, sendo por isto o mais 
extenso rio 
genuinamente paranaense. Seu principal 
formador, o Rio dos Patos, nasce no 
Municpio de 
Prudentpolis e bem prximo da cidade de Incio 
Martins. O Rio dos Patos ao 
encontrar-se 
com o Rio So Joo passa a ser chamado de Iva, 
o qual dirige suas guas para 
noroeste at 
desaguar no Rio Paran. Seus principais 
afluentes so Corumbata e Mouro pela 
margem 
esquerda e Alonzo pela margem direita.
  3) O Rio Piquiri nasce na escarpa da 
Esperana (Serra Geral). Tem uma extenso 
aproximada de 485 quilmetros e seus principais 
afluentes so: Canfu, Goio-Bang 
e Goioer 
pela margem direita e o Rio do Cobre pela 
margem esquerda.
  4) O Rio Iguau (termo indgena que significa 
gua grande")  o mais 
conhecido rio 
paranaense. Nasce no Planalto de Curitiba, bem 
prximo  Serra do Mar. Segue 
para oeste 
at desaguar no Rio Paran aps 1.200 
quilmetros de percurso, servindo, em 
parte, de divisa 
entre o nosso Estado e Santa Catarina, bem como 
entre o Brasil e a Argentina.

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  Este importante rio recebe guas de uma vasta 
rea, representando para a 
Regio Sul do 
Brasil grande fonte de energia hidreltrica 
(12,9 milhes de kW) concentrada em 
seus saltos, 
dos quais se destacam: Santiago, Osrio, 
Segredo, Caxias, Sampaio, Capanema, 
Faraday e as 
Cataratas do Iguau.
  As Cataratas do Iguau, inicialmente 
conhecidas como Saltos de Santa Maria, 
esto situadas 
na fronteira com a Argentina. Elas foram 
descobertas em 1541, pela expedio de 
Don 
Alvaro Nunes es Cabeza de Vaca, quando se 
dirigia para Assuno a fim de tomar 
posse 
como governador das colnias espanholas do 
Prata.
  O fascinante espetculo que a natureza a 
criou constitui um dos pontos 
tursticos mais 
importantes do Brasil. Suas quedas so 
consideradas as mais belas do mundo, como 
disse 
Eleonora Roosevelt, "Pobre Nigara", ao visit-
las.
  As cataratas ficam a 27 quilmetros da cidade 
de Foz do Iguau. Apresentam 
quedas de 
gua de 70 metros de altura, dispostas numa 
frente de 2.700 metros de largura, 
que propicia 
uma viso panormica belssima.
  Como afluentes importantes do Rio Iguau 
temos, pela margem direita, os rios 
Potinga, 
Claro, Areia, Jordo, Cavernoso, Guarani, 
Adelaide, Andrada, Gonalves Dias e 
Floriano; 
pela margem esquerda, os rios Negro, Jangada, 
Iratim, Chopim, Capanema e Santo 
Antnio.
  As margens do Rio Iguau encontram-se as 
cidades de Porto Amazonas, So Mateus 
do Sul, 
Unio da Vitria, Porto Vitria e Foz do 
Iguau, esta ltima na confluncia com 
o Rio 
Paran.
  Ainda, em nosso Estado, correm diretamente 
para o Rio Paran alguns afluentes 
menores, 
como o Arroio Guau, o So Francisco, o So 
Francisco Falso e o Oco, todos 
desaguando 
diretamente na Represa de Itaipu.

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  Bacia Litornea
  Seus rios pertencem  bacia hidrogrfica 
Atlntica do Sudeste brasileiro, que 
em nosso 
Estado compreende as terras drenadas pelo Rio 
Ribeira e pelos rios do nosso 
Litoral.

  O Rio Ribeira resulta dos rios Ribeirinha e 
Aungui, cujas nascentes se 
encontram na zona 
Norte do Primeiro Planalto paranaense. Seu 
curso dirige-se para leste at 
penetrar em terras 
paulistas, onde  conhecido em seu trecho 
inferior com o nome de Ribeira de 
Iguape.
  Principais afluentes: Santa Ana, Ponta Grossa 
e o Pardo com seu brao 
Capivari, todos pela 
margem direita; Turvo e Itapirapu pela margem 
esquerda.
  O Rio Capivari teve suas guas represadas, 
passando a correr tambm para o 
Litoral atravs 
do Rio Cachoeira. Aps atravessar, por um tnel 
de 22 quilmetros, a regio do 
pico 
Caratuba, o Rio Capivari forma no sop da Serra 
do Mar a usina Parigot de Souza, 
depois de 
um desnvel de 754 metros.
  Os rios que correm diretamente para o oceano 
Atlntico tm percursos curtos. 
Os nascidos 
na Serra do Mar so importantes para o 
fornecimento de energia hidreltrica, 
devido a seus 
declives acentuados e dbitos anuais de suas 
guas normalmente estveis. Servem 
como 
exemplos: a usina Marumbi, com desnvel de 468 
metros em relao  represa Vu 
de Noiva, 
formada pelo Rio Ipiranga; a usina Chamin 
alimentada pela represa Vossoroca, 
formada 
pelo Rio So Joo; a usina Guaricana suprida 
pela represa do Rio Arraial.

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  Alguns rios da bacia Litorrnea so 
tributrios da Baa de Paranagu, entre os 
quais: 
Guaraqueaba, Tagaaba, Serra Negra, 
Faisqueira, Cacatu, Cachoeira, 
Nhundiaquara, Itibir 
e Guaraguau. Outros rios so  tributrios da 
Bas de Guaratuba, como So Joo, 
Cubato e 
seu afluente Cubatozinho.

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  NAVEGAO
  A natureza do relevo paranaense no favorece 
muito a navegao fluvial, pois, 
cachoeiras e 
corredeiras interrompem constantemente os 
cursos normais dos rios.
  O Rio Paran  o que apresenta as melhores 
condies para a navegao. O 
trecho de 440 
quilmetros entre Guara (PR) e Porto Epitcio 
(SP)  percorrido por barcos que 
levam em 
mdia 20 horas na descida do rio e 36 horas na 
subida. O Rio Paran situado 
abaixo da 
Represa de Itaipu, torna-se navegvel at sua 
foz na Argentina, onde  conhecido 
como 
Esturio do Rio da Prata. Possui, em territrio 
paranaense, alguns portos 
fluviais importantes, 
entre os quais destacam-se: Foz do Iguau, 
Guara, Porto Camargo, Porto Rico, 
Porto 
Figueira e Porto So Jos.
  No dia 17 de dezembro de 1882, foi inaugurada 
a navegao a vapor no Rio 
Iguau por 
iniciativa de Amazonas Arajo Marcondes. Este 
rio teve grande importncia no 
transporte da 
erva-mate e da madeira. Embarcaes regulares 
percorriam o trecho entre Porto 
Amazonas e 
Porto Vitria, numa extenso aproximada de 360 
quilmetros, onde So Mateus do 
Sul e 
Unio da Vitria sobressaam-se como portos de 
embarque. A superao do 
transporte fluvial 
pelo Rio Iguau aconteceu a partir dos anos de 
1950, com o surto do transporte 
rodovirio. 
Em 1953, foi fechado o Lloid Paranaense, 
empresa que atuava neste importante 
rio.
  O Rio Ivai  navegvel de sua foz at as 
corredeiras do Ferro, numa extenso 
aproximada de 
140 quilmetros. Os rios Piquiri e Paranapanema 
tambm possuem alguns trechos 
navegveis.
  No Litoral tem alguma importncia a navegao 
nos rios Tagaaba, Itiber, 
Guaraguau e o 
trecho inferior do Rio Nhundia-quara.

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  USINAS HIDRELTRICAS

  Possuidor de imensa rede fluvial, volta-se o 
Paran para o devido 
aproveitamento de suas 
guas, pois, entre os Estados brasileiros,  um 
dos que tem maior potencial 
hidrulico ( 26 
milhes de kW ). Haja visto que, em uma rea de 
150 quilmetros de raio, 
compreendida 
pelos rios Paran e Iguau, encontra-se o maior 
complexo de usinas hidreltricas 
do Pas.
  A Companhia Paranaense de Energia Eltrica 
(COPEL), responsvel pelo 
aproveitamento 
hidreltrico do Estado, situa-se entre as 
maiores empresas nacionais do gnero.
  No Rio Paranapanema, encontram-se as 
importantes usinas paulistas de 
Chavantes, Canoas, 
Salto Capivara, Taquaruu e Rosana, algumas 
integradas ao sistema energtico 
paranaense. A 
usina de
  Itaipu, construda no Rio Paran no Municpio 
de Foz do Iguau,  na maior do 
mundo. 
Constitui um empreendimento binacional (Brasil-
Paraguai) para dinamizar a 
economia dos dois pases. A usina Governador 
Munhoz da Rocha (Foz do Areia), 
construda no Rio Iguau,
  possui a barragem mais alta do Brasil, com 
altura superior a 150 metros. As 
importantes usinas de Segredo, Salto Santiago, 
Salto Osrio e Salto Caxias, 
tambm se encontram no Rio Iguau.

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  USINA  MW  RIO  MUNICPIO
  Itaipu  12.600  Paran  Foz do Iguau
  Gov. Munhoz da Rocha  2.511  Iguau  
Pinho
  Salto Santiago  2.00  Iguau  Rio Bonito 
do Iguau
  Ilha Grande  2.00  Paran  Guara
  Salto Caxias  1.500  Iguau  Capito 
Leonidas Marques
  Segredo  1.200  Iguau  Pinho
  Capanema  1.200  Iguau  Capanema
  Salto Osrio  1.050  Iguau  Quedas do 
Iguau
  Gov.Parigot de Souza  247  Capivari  
Antonina
  Jlio de Mesquita Filho  44  Chopim  Dois 
  Guaricana  39  Arraial  So Jos dos 
Pinhais
  Presidente Vargas  22  Tibagi  Telmaco 
Borba
  Chamin  16  So Joo  So Jos dos 
Pinhais
  Marumbi  9  Ipiranga  Morretes 
  Mouro  8  Mouro  Campo Mouro

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  ATIVIDADES

  I - Responda:
  1) Qual a importncia dos rios de planalto e 
de plancie, respectivamente?
  2) Por que a maioria dos rios paranaenses 
correm para o Rio Paran
  3) Quais so as principais caractersticas do 
Rio Paran em nosso Estado?
  4) Faca um resumo sobre o Rio Paranapanema.
  5) Quais so os principais afluentes do Rio 
Paranapanema em nosso Estado
  6) De as principais caractersticas do Rio 
Iva.
  7) Onde nasce o Rio Piquiri?
  8) Qual o percurso do Rio Iguau
  9) Descreva as cataratas formadas pelo Rio 
Iguau.
  10) Cite o nome dos principais afluentes do 
Rio Iguau.
  11) Quais so as cidades que se encontram ao 
longo do Rio Iguau?
  12) Como  formada a bacia litornea em nosso 
Estado?
  13) Quais so as principais caractersticas 
do Rio Ribeira no Estado do 
Paran?
  14) Qual a importncia do Rio Capivari?
  15) Quais so as caractersticas apresentadas 
pelos rios paranaenses que corre 
diretamente 
para o litoral?
  16) Quais so os rios que correm diretamente 
para as baas de Paranagu e 
Guaratuba?
  17) Faa um resumo sobre a navegao fluvial 
no Estado do Paran.
  18) Quais So as principais usinas 
hidreltricas do Estado do Paran?

  II  Escreva os principais rios do Estado do 
Paran.

  III - Faa uma pesquisa, escolhendo um dos 
seguintes temas:
  1) Civilizaes que se desenvolveram s 
margens de grandes rios.
  2) Coletnea de figuras com os diversos 
aproveitamentos dos rios.
  3)  Visita e descrio de uma estao de 
tratamento de gua.

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  LEITURA COMPLEMENTAR

  RECURSOS HIDRELTRICOS - ESTADO DO PARAN
  Bacias Paranaenses  Potncia  MW
  Iguau  12.983
  Piquiri - 1.180
  Iva - 1.328
  Tibagi - 1.731
  Bacia Litornea - 768

  Rios limtrofes
  Paran - 7.400
  Paranapanema - 948
  Outros - 22
  Total - 26.360
  50 por cento da Potncia - Fonte: COPEL.

  PROCESSO DE TRATAMENTO DE GUA

  Captada em guas superficiais, a gua antes 
de chegar ao reservatrio 
domiciliar, passa por 
uma srie de etapas de tratamento, visando 
adapt-la para uso domstico. Da 
mesma forma, 
as guas subterrneas, captadas em fontes ou 
poos, antes de serem levadas at o 
consumidor 
sofrem o processo de clorao.
  Em Curitiba, o tratamento de gua  efetuado 
em duas Estaes: a do Tarum e a 
do Iguau.
  Fonte: SANEPAR.

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  9 - CLIMA

  TEMPO E CLIMA. ELEMENTOS DO CLIMA.
  FATORES MODIFICADORES. CLASSIFICAO DE 
KPPEN. MASSAS DE AR. 
CLIMAS DO PARAN

  TEMPO E CLIMA

  Tempo  o estado que o ar atmosfrico 
apresenta em determinado momento O tempo 
resulta dos deslocamentos das massas de ar, 
podendo ser quente, frio, chuvoso, 
nublado, instvel, etc. As previses do tempo 
so feitas pelas estaes 
meteorolgicas e tm grande valor para a 
agricultura, para os transportes e muitas 
outras atividades.
  Clima  o conjunto de fenmenos 
meteorolgicos (temperatura, umidade do ar e 
presso atmosfrica) que caracterizam, durante 
um longo perodo, o estado mdio 
da atmosfera e sua evoluo em determinado 
lugar. Assim, temos: clima Tropical, 
Subtropical, Temperado, Frio, etc. O 
conhecimento do clima reveste-se de grande 
importncia, pois o mesmo tem influncia 
direta e indireta sobre a vida e os modos dos 
povos. Como influncias diretas 
temos diferenas na alimentao, tipos de 
vesturios, tipos de habitao, 
modificaes somticas e psicolgicas. Como 
influncias indiretas, importantes 
para a vida humana, podemos citar: formao das 
chuvas, formao dos solos, 
regime dos rios, distribuio dos vegetais e 
dos animais pela superfcie da 
Terra..

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  ELEMENTOS DO CLIMA

  Trs so os elementos formadores do clima: 
temperatura, umidade do ar e 
presso atmosfrica.

  Temperatura

  Constitui o principal elemento formador do 
clima, e sua medida se faz com o 
termmetro. 
Quando registramos diferenas entre duas 
temperaturas extremas, obtemos a 
amplitude 
trmica, que pode ser diria, mensal ou anual, 
todas importantes para 
caracterizar os 
diferentes tipos de climas. As linhas que unem, 
num mapa, os pontos da Terra com 
a mesma 
temperatura, chamam-se isotermas.

  Umidade do ar

  O vapor de gua vai para a atmosfera devido  
evaporao das superfcies 
lquidas 
terrestres. A maior ou menor quantidade de 
vapor existente na atmosfera depende 
da 
intensidade do calor solar e dos ventos. 
Podemos observar que, em regra, as 
regies mais 
midas so as equatoriais e as litorneas. A 
medida da umidade do ar se faz como 
higrmetro. As linhas que unem, num mapa, os 
pontos da Terra de mesma umidade, 
chamam-se isohigras.
  Quando determinada quantidade de ar se 
encontra saturada de vapor de gua, 
condensa 
formando nuvens e nevoeiros. As nuvens so 
responsveis pelas precipitaes 
atmosfricas, 
das quais a chuva  a principal delas.
  As chuvas resultam do encontro de nuvens 
muito carregadas de umidade, com 
temperaturas 
mais baixas do que as suas. Mede-se a 
quantidade de chuva com o pluvimetro. As 
linhas 
que unem, num mapa, os pontos da Terra com as 
mesmas quantidades de chuvas 
cadas 
durante o ano, chamam-se isoietas.

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  Outras formas de precipitaes vindas das 
nuvens so: neve e granizo. A geada 
resulta do 
resfriamento noturno do ar que congela o 
orvalho depositado na superfcie do 
solo e sobre os 
objetos expostos ao tempo.

  Presso atmosfrica
  A presso atmosfrica nada mais  do que o 
peso do ar. Duas regies com 
presses 
atmosfricas diferentes, movimentam o ar e 
ocasionam os ventos. O vento sempre 
sopra das 
regies mais frias para as regies mais quentes 
e sua velocidade ser tanto 
maior, quanto 
maior for a diferena de temperatura entre 
ambas. As regies frias tornam o ar 
mais denso, 
formando as chamadas zonas de alta presso ou 
anticiclone. As regies quentes 
tornam o ar 
menos denso, formando as zonas de baixa presso 
ou ciclone.
  Mede-se a presso atmosfrica com o barmetro 
e a velocidade do vento com o 
anemmetro. As linhas que unem, num mapa, os 
pontos da Terra com a mesma 
presso, 
chamam-se isbaras.

  FATORES MODIFICADORES

  Muitos fatores modificam o clima. Uns, como a 
latitude e a altitude, so 
universais, pois se 
encontram em toda a Terra. Outros, como a 
proximidade do mar, a natureza das 
rochas, os 
ventos, a vegetao e as correntes martimas, 
so fatores regionais ou locais.

  Latitude
  A temperatura da Terra diminui  medida que a 
latitude se afasta da linha do 
Equador em 
direo aos plos terrestres. Os raios solares 
que incidem de forma 
perpendicular na faixa 
equatorial, vo se inclinando, cada vez mais, 
na medida em que se aproximam das 
regies 
polares, perdendo gradativamente o seu calor.

  Altitude
  As regies baixas, devido  maior quantidade 
de ar que possuem, retm mais 
facilmente o 
calor junto ao solo, enquanto que as regies 
altas, onde o ar  rarefeito, 
perdem calor para o 
espao com maior facilidade. Em regra a 
temperatura diminui cerca de 0,6 C para 
cada 100 
metros de altitude.

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  Proximidade do mar
  A gua do mar regulariza o clima das regies 
que lhes esto prximas, 
tornando-o mais 
uniforme durante o ano. Por isto as amplitudes 
trmicas costeiras so pequenas, 
ao contrrio 
das continentais, que so bem maiores.

  Natureza das rochas
  Algumas rochas, dependendo de sua natureza, 
absorvem mais calor do que outras, 
influindo 
sensivelmente no clima de uma determinada 
regio.

  Ventos
  Os ventos, ao carregarem as nuvens de um 
lugar para outro, influem no clima, 
particularmente no que diz respeito  
distribuio das chuvas.

  Vegetao
  A vegetao mais densa, como as florestas, 
tornam o clima mais mido, ao 
contrrio dos 
campos onde ele  mais seco.

  Correntes martimas
  Existem dois tipos de correntes martimas: 
quentes e frias. As quentes 
amenizam os climas 
frios, ao passo que. as correntes frias tornam 
o clima mais rigoroso.

  CLASSIFICAO DE KPPEN

  De todas as classificaes climticas, a mais 
conhecida universalmente  a de 
Wladimir 
Kppen. Este notvel climatologista alemo 
levou em considerao para a sua 
classificao, 
as temperaturas e as precipitaes mensais de 
chuvas, bem como os tipos de 
paisagens 
vegetais resultantes.
Assim, reconheceu cinco tipos principais de 
climas, identificando-os pelas cinco 
primeiras letras maisculas do alfabeto.
  A - Climas tropicais chuvosos - so os climas 
quentes com temperaturas mdias 
anuais do 
ms mais frio superiores a 18 C. So os climas 
das florestas quentes e de 
chuvas 
abundantes.

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  B - Climas secos - apresentam uma evaporao 
maior do que as precipitaes 
pluviomtricas. Desdobram-se em: BS (clima 
semi-rido) e BW (clima rido). A 
esses 
smbolos juntam-se as letras minsculas: k 
(seco frio) e h (seco quente).
  C - Climas mesotrmicos - so os climas que 
possuem temperaturas mdias anuais 
do ms 
mais frio inferiores a 18 C, porm, sempre 
superiores a 3C. Possuem nevadas 
durante 
um ms ou mais.
  D - Climas microtrmicos midos - as 
temperaturas mdias do ms mais frio so 
inferiores a 
- C; e as mdias do ms mais quente, superiores 
a 10 C. So climas que possuem 
invernos 
rigorosos e correspondem s florestas frias, 
que se vem encobertas pela neve, 
durante 
grande parte do ano.
  E - Climas polares - nestes climas a mdia do 
ms mais quente  sempre 
inferior a 10 C. 
Desdobram-se em : ET (clima das tundras) e EF 
(clima dos gelos eternos).
  A classificao de Kppen  complementada com 
letras minsculas, para designar 
modalidades trmicas ou pluviomtricas:
  a - vero quente;
  b - vero brando;
  f - chuva bem distribuda durante o ano;
  m - pequena estao seca durante o ano;
  w - estao seca no inverno;
  s - estao seca no vero.

  MASSAS DE AR

  As massas de ar originrias do continente 
sul-americano, que por suas frentes 
frias e quentes 
atuam no clima do Sul do Brasil, so: Polar, 
Tropical Continental, Tropical 
Martima e 
Equatorial Continental.

  Polar
  Tem sua origem nas guas subantrticas, 
avanando para o continente sul-
americano atravs 
do Chile e da Argentina. Divide-se em dois 
tipos: Polar continental e Polar 
martima.
  A Polar continental (mais seca) penetra pelos 
Estados do Sul do Pas, 
principalmente no 
perodo outono-inverno.  responsvel pela 
ocorrncia de geadas e pelos dias 
ensolarados 
que caracterizam este perodo do ano.

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  A Polar martima (mais mida) atinge o Sul do 
Brasil pela costa, influindo 
sobre o litoral, as 
serras e os planaltos prximos. Esta massa 
provoca bruscas quedas de 
temperatura, mau 
tempo, frio mido e chuvas abundantes, como  o 
caso da regio de Curitiba.
  As massas de ar frio acentuam-se no inverno, 
provocando ondas de frio, 
responsveis pela 
formao de fortes geadas e quedas de neve.

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  Tropical Continental

  Sua origem est no Chaco Paraguaio, 
penetrando no Paran pelo lado sul-
ocidental do 
Brasil. Expande-se principalmente no vero, 
sendo responsvel pelas tormentas", 
muitas 
vezes acompanhadas de granizo.

  Tropical Martima

  Forma-se sobre o oceano Atlntico, soprando 
para o continente. Ao encontrar a 
barreira da 
Serra do Mar, causa chuvas orogrficas cujos 
ndices pluviomtricos mximos 
ocorrem no 
vero.

  Equatorial Continental

  Forma-se no interior do continente sul-
americano, em plena Plancie Amaznica. 
Desloca-
se pelo Planalto Central Brasileiro, chegando a 
atingir, no vero, o oeste e o 
norte do Estado 
do Paran.

  CLIMAS DO PARAN

  A maior parte da rea territorial do Estado 
do Paran, localiza-se na regio 
de clima 
Subtropical, onde dominam temperaturas amenas 
e, uma pequena parte, encontra-se 
na regio 
de clima Tropical.
  Apesar de nossas isotermas se enquadrarem 
entre as mais baixas do Pas, muitas 
vezes as 
temperaturas absolutas apresentam grandes 
contrastes. As mximas dirias podem 
chegar a 
40 C (Norte, Oeste, Vale do Rio Ribeira e 
Litoral) e as mnimas, nas terras 
planlticas e nas 
reas serranas, freqentemente registram 
temperaturas abaixo de zero grau 
(Palmas 11,5 C 
em 1975 ).
  Na maior parte do territrio paranaense, a 
amplitude trmica anual varia entre 
12 C e 13 
C, com exceo do litoral, onde as amplitudes 
giram em torno de 8 C e 9 C.
  O Estado do Paran no possui uma estao 
seca bem definida. As isoietas 
registram ndices 
pluviomtricos mdios entre 1.200 mm a 1.900 mm 
de chuvas anuais. As menores 
quantidades de chuva caem nos extremos 
noroeste, norte e nordeste do Estado. As 
maiores 
quantidades ocorrem no litoral, junto s 
serras, nos planaltos do centro- sul e 
do leste 
paranaense.
  No litoral as chuvas podem atingir ndices 
entre 2000 mm a 3.000mm. Alguns 
trechos da 
Serra do Mar constituem verdadeiras excees, 
apresentando ndices 
pluviomtricos por volta 
de 4.000 mm de chuvas anuais, como o que j foi 
registrado na estao 
ferroviria de Vu de Noiva.

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  As isohigras mostram que a umidade relativa 
do ar, normalmente apresenta-se 
elevada no 
Estado do Paran. Na faixa litornea devido a 
influncia ocenica, os ndices 
mdios superam 
85%. Nos planaltos do interior as mdias 
situam-se entre 80 a 85%, declinando 
estes valores 
 medida que se avana para o norte e o oeste, 
com exceo do vale do Rio Paran 
abaixo de 
Guara, que apresenta valores superiores a 80 
por cento.
  De acordo com a classificao de Kppen, no 
Estado do Paran domina o clima do 
tipo C 
(Mesotnnico) e, em segundo plano, o clima do 
tipo A (Tropical Chuvoso), 
subdivididos da 
seguinte maneira:
  Af - Clima Tropical Supermido, com mdia do 
ms mais quente superior a 22 C 
e do ms 
mais frio superior a 18 C, sem estao seca e 
isento de geadas. Aparece em todo 
o Litoral 
paranaense e no sop oriental da Serra do Mar.
  Cfb - Clima Subtropical mido (Mesotrmico), 
com mdia do ms mais quente 
inferior a 
22 C e do ms  mais frio inferior a 18 C, sem 
estao seca, vero brando e 
geadas severas 
demasiadamente freqentes. Distribui-se pelas 
terras mais altas dos planaltos e 
das reas 
serranas (Planalto de Curitiba, Planalto dos 
Campos Gerais, Planalto de 
Guarapuava, Planalto 
de Palmas, etc.).

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  Cfa - Clima Subtropical mido (Mesotrmico), 
com mdia do ms mais quente 
superior a 
22 C e a do ms mais frio inferior a 18 C, 
sem estao seca definida, vero 
quente e geadas 
menos freqentes. Distribui-se por todo o 
Norte, Centro, Oeste e Sudoeste do 
Estado, pelo 
vale do Rio Ribeira e pela vertente litornea 
da Serra do Mar.

  ATIVIDADES

  I - Responda:
  1) Explique a diferena entre tempo e clima.
  2) Como podem ser as influncias do clima? 
Cite exemplos.
  3) Cite os elementos formadores do clima.
  4) Explique o que so isotermas, isohigras e 
isoitas.
  5) Quais so os aparelhos usados para medir 
chuvas, umidade do ar e presso
atmosfrica?
  6) Como a latitude e a altitude modificam o 
clima?
  7) Quais so os outros fatores modificadores 
do clima?
  8) Quais so os cinco tipos climticos 
segundo Kppen?
  9) Faa um resumo sobre as massas de ar que 
atuam sobre o clima do Paran.
  10) Como se apresenta o Paran em relao ao 
clima?
  11) Com se distribuem as isotermas, as 
isoitas e as isohigras pelo Estado do 
Paran?
  12) Pela classificao de Kppen quais os 
climas que o Paran possui?

  II - Pesquise sobre a formao da neve, da 
geada e do granizo.

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  LEITURA COMPLEMENTAR

  ISOTERMAS DO ESTADO DO PARAN -  c

  Cidade  Mdia anual  Mdia mxima do ms 
mais quente  Mdia mnima do ms 
mais 
frio
  Cianorte - - 21,5  25,8  16,2
  Jacarezinho  21,5  24,7  17,4
  Guara  21,3  26,2  16,0
  Paranagu  21,1  24,9  17,0
  Maring  20,8  23,9  17,2
  Foz do Iguau  20,7  25,6  14,8
  Londrina - -20,6  23,8  16,8
  Umuarama  20,6  25,1  16,6
  Ponta Grossa  17,6  21,2  13,3
  Guarapuava  16,8  20,6  12,9
  Curitiba  16,4  20,4  12,7 
  Rio Negro  16,4  20,3  12,1
  Palmas  15,1  19,6  9,5

  INFLUNCIA DA VEGETAO SOBRE O CLIMA
  Fator  Em campo aberto  Sob floresta  
diferena
  Temperatura do ar -  C -  C -  C
  Mdia anual das mximas  32,1  28,4  3,7
  Mdia anual das mnimas  21,4  22,5  1,1
  Diferenas  10,7  5,9  4,8
  Mxima diferena diria  18,5  13,5  5,0
  Mnima diferena diria  11,0  0,3  0,7
  Diferena entre mximas e mnimas para todo o 
perodo  27,7  24,0  3,7

  Unidade relativa (por cento)
  Mdia anual s 6 horas  97,9  96,7  1,2
  Mdia anual s 14 horas  67,1  82,3  15,2
  Diferena  30,8  14,4  16,4
  Mxima diferena entre mdia mensal s 6 e as 
14 horas  10,7  2,7  8,9
  Diferena entre mximas e mnimas s 14 
horas, para todo o perodo.  77,0  
72,0  5,0
 
  Evaporao  mm  mm  mm
  Total por ano  702,2  297,5  404,7
  Mxima total por ms  126,4  67,1  59,3
  Mnima total por dia  26,2  6,6  19,6
  Mdia total por dia  1,9  0,8  1,1
  Fonte: Escola de Florestas

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  10.- VEGETAO

  PAISAGENS VEGETAIS  VEGETAIS DO PARAN

  PAISAGENS VEGETAIS

  D- se o nome de fora ao conjunto de vegetais 
caractersticos de uma regio. A 
distribuio 
geogrfica dos grandes conjuntos vegetais  
estudada pela Fitogeografia, ramo da 
Biogeografia.
As diferenas fisionmicas entre as paisagens 
vegetais terrestres so explicadas 
pela 
interferncia dos seguintes fatores: clima, 
natureza do solo, altitude, fauna e 
o prprio 
homem.
  O clima  o principal fator responsvel pelas 
diferenas observadas na 
vegetao. Atua 
sobre a mesma, atravs da temperatura, da 
umidade, da luminosidade e do vento
  O solo diferencia as paisagens vegetais, pela 
natureza de sua composio, que 
pode ser 
argilosa, arenosa, calcria, etc.
  A altitude interfere nas paisagens vegetais, 
porque nos lugares altos mudam as 
condies do 
clima.
  Os animais tambm podem difundir muitas 
espcies de plantas, levando consigo 
as 
sementes e espalhando-as em outros locais.
  A ao do homem sobre a vegetao aparece de 
vrias maneiras: pela devastao 
das 
florestas, pelo desenvolvimento agrcola e 
pecurio, ou quando ele muda espcies 
vegetais de 
um lugar para outro.
  Dos fatores acima citados resultam as 
paisagens vegetais da Terra, 
classificadas em 
florestas, savanas, estepes, tundras e 
desertos.

  Florestas
  So associaes de extrema variedade de 
vegetais (rvores, arbustos, epfitas 
e lianas). De 
acordo como clima as florestas podem ser: 
equatoriais, tropicais, subtropicais, 
temperados e 
frias.

  Savanas
  As savanas so associaes vegetais das 
regies tropicais. Os campos cerrados, 
to comuns 
no Brasil central, incluem-se entre as savanas.

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  Estepes
  Constituem o domnio das formaes herbceas 
onde predominam as ervas 
rasteiras. No 
Brasil, os campos limpos so os que mais se 
aproximam das estepes.

  Tundra
  Vegetao pobre, formada por Lquens e 
musgos, que se encontra junto s 
regies polares e 
subpolares.

  Desertos
  So as reas onde a vegetao se torna muito 
difcil devido ao baixo ndice de 
chuvas.

  VEGETAO DO PARAN
  O Estado do Paran sempre foi conhecido no 
cenrio nacional pela exuberncia e 
riqueza de 
suas matas, particularmente pelo pinheiro, seu 
tradicional smbolo. Porm, a 
devastao 
desenfreada, ora devida  extrao madeireira, 
ora devida s atividades 
agrcolas, trouxe 
prejuzos irreparveis ao nosso Estado, como 
mostra o quadro -abaixo exposto em 
1965, por 
Reinhard Maack.

  MATAS EXISTENTES EM 1965- km quadrado
  Tipo de mata  rea primitiva - rea 
devastada  Areal/1965
  Mata pluvial tropical e sub-tropical  94.044 
 61.840  32204
  Mata de araucria - 73.780 - 57.848 - 15.932
  TOTAL - 167.824 - 119.688 -  48.136

  Com base na vegetao originai, as matas 
paranaenses podem ser agrupadas em: 
Mata de 
Araucria, Mata Atlntica, Mata Tropical do 
Norte e Noroeste e a Mata Pluvial 
Subtropical.

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  Mata de Araucria
  Compreende a mata subtropical de conferas, 
tambm conhecida como mata dos 
pinhais, 
onde o "pinheiro do Paran" (Araucria 
angustiflia) aparece como principal 
vegetal, 
associado freqentemente  imbuia e  erva-
mate.
  O domnio geogrfico da Mata de Araucria 
coincide com as regies de altitudes 
superiores 
a 500 metros e de temperaturas mdias anuais 
entre 15 C a 18 C.
  Segundo o gegrafo Orlando Valverde, 
distinguem-se dois tipos de mata de 
araucria. No 
primeiro, sobressai nitidamente o pinheiro, 
formando um andar de 25 a 30 metros 
de altura, 
ao mesmo tempo em que se forma um andar 
inferior de rvores e arbustos 
latifoliados com 
12 a 15 metros de altura. No segundo tipo, 
forma-se uma floresta mista de 
pinheiros e rvores 
latifoliadas, num s nvel, por volta de 25 a 
30 metros de altura.
  Os ltimos vestgios importantes da Mata de 
Araucria se encontram no sudoeste 
paranaense.

  Mata At1ntica
  Tambm conhecida como mata tropical de 
encosta, pois localiza-se junto  Serra 
do Mar e 
no Litoral. Pertence ao tipo de mata higrfila 
latifoliada, que se estende ao 
longo da fachada 
leste do Planalto Oriental Brasileiro, onde a 
alta precipitao pluviomtrica a 
torna mais 
mida.
  A Mata Atlntica possui muitas espcies de 
madeiras como cedro, ip, figueira, 
peroba, 
alm de outros vegetais como palmito, embaba, 
aleluia, epfitas, lianas e 
musgos. Ao 
penetrar no primeiro planalto paranaense, a 
mata confunde-se com a vegetao 
subtropical, 
formando uma verdadeira zona de transio.

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  A criao do Parque do Marumbi, na regio da 
Serra do Mar, tem por finalidade 
preservar a 
vegetao local e os importantes mananciais ali 
encontrados.

  Mata Tropical do Norte e Noroeste
  O quadro original da Mata Tropical do Norte e 
Noroeste foi substitudo, em sua 
maior parte, 
pela cultura cafeeira e pelos pastos. Alguns 
poucos vestgios de sua existncia 
podem ser 
assinalados em reas de preservao. O Parque 
do Ing e o Horto Florestal na 
cidade de 
Maring, a reserva conhecida como Mata do Godoy 
a 20 quilmetros da cidade de 
Londrina, 
servem como bons exemplos.
  Esta mata apresentava dois aspectos 
distintos. O primeiro, mais rico em 
espcies vegetais 
(peroba, pau d'alho, figueira branca e 
palmito), ocupava a regio de "terra 
roxa", situada entre 
os rios Itarar, Paranapanema, Pirap e Iva. O 
segundo, mais pobre em espcies 
vegetais, 
ocupava a regio arenosa do arenito Caiu, 
entre os rios Pirap, Paranapanema, 
baixo Iva e 
foz do Piquiri.

  Mata Pluvial Subtropical
  Diferencia-se da Mata de Araucria por ocupar 
terras inferiores a 500 metros 
de altitude e 
pela ausncia do pinheiro. Encontrava-se ao 
longo do Rio Paran desde a foz do 
Rio Piquiri 
at a foz do Rio Iguau, penetrando pelos seus 
vales.
  O Parque Nacional do Iguau  a principal 
rea preservada deste tipo de mata, 
onde se 
encontram protegidos vegetais e animais da 
fauna local.
  Das formaes herbceas e arbustivas que se 
encontram no Estado do Paran 
destacamos: 
os campos limpos e os campos cerrados.

  Campos limpos
  Nos campos limpos predominam as gramneas, 
freqentemente entremeadas com 
matas 
ciliares e capes de matos isolados. Os campos 
limpos refletem solos mais pobres 
e aparecem 
em vrios pontos do Estado, tais como: Campos 
Gerais, Campos de Guarapuava, 
Campos de 
Palmas, Campos de Curitiba, Campos de Castro, 
etc.

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  REAS OCUPADAS PELOS CAMPOS LIMPOS  km 
(quadrado)
  Campos Gerais - 19.060
  Campos de Guarapuava - 4.135
  Campos de Palmas - 2.350
  Campos de Curitiba - 1.740
  Campos de Castro - 1.290
  Campos de Laranjeiras do Sul - 50
  Campos Er - 25
  TOTAL - 28.650

  Campos cerrados
  So os prprios campos limpos, porm 
entremeados com vegetao arbustiva mais 
densa. 
Ocupam locais onde existiram primitivas matas, 
como no Alto Rio das Cinzas, 
Jaguariava, 
Sengs, e So Jernimo da Serra.

  REAS OCUPADAS PRIMITIVAMENTE PELOS CAMPOS 
CERRADOS  km (quadrado)

  Alto Rio das Cinzas (Jaguariaiva), Sengs, 
reas a sudeste de Monte Alegre 
(Telmaco 
Borba) e oeste de Tibagi - 1.740
  Campo Mouro - 102
  Regio entre Sabudia e Astorga - 40
  TOTAL - 1.882

  Vegetao litornea 
  Ocupa uma rea aproximada de 729 km 
(quadrado) da costa paranaense, sendo 
representada 
pelos 
vegetais dos mangues, pela vegetao das praias 
e pela vegetao das restingas.
  A vegetao dos mangues sofre as influncias 
das mars, podendo ser encontrada 
nas baas 
de Paranagu e Guaratuba.
  A vegetao das praias  muito pobre, sendo 
caracterstica das reas arenosas.
  A vegetao das restingas ocupa os solos 
consolidados de antigas praias. 
Apresenta 
agrupamentos densos de vegetais, muitas vezes 
com rvores de 6 a 8 metros de 
altura.

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  Vegetao pantanosa
  Desenvolve-se junto s regies pantanosas das 
restingas, nos campos de 
inundao do Rio 
Paran e nas vrzeas dos rios de planalto.

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  ATIVIDADES
  I- Responda:
  1) O que  flora?
  2) Como se explicam as diferenas 
fisionmicas entre as paisagens vegetais 
terrestres?
  3) Como so classificadas as paisagens 
vegetais?
  4) Quais eram as matas originais paranaenses?
  5) Descreva a Mata de Araucria.
  6) O que  a Mata Atlntica?
  7) Quais as caractersticas da Mata Tropical 
do Norte e Noroeste?
  8) O que diferencia a Mata Pluvial 
Subtropical da Mata de Araucria?
  9) Onde aparecem os campos limpos em nosso 
Estado?
  10) Onde aparecem os campos cerrados no 
Paran?
  11) Descreva a vegetao litornea.
  12) Onde se encontra a vegetao pantanosa?

  II- Pesquise sobre o Pinheiro do Paran.

  LEITURA COMPLEMENTAR

  PARQUE NACIONAL DO IGUAU

  O Parque Nacional do Iguau foi criado em 
1939, pelo Decreto Federal nmero 1.035. 
Abrange 
cerca de 170.000 hectares, sendo que a sua rea 
incorpora parte dos Municpios 
de Foz do 
Iguau, Santa Terezinha do Itaipu, So Miguel 
do Iguau, Medianeira, Matelndia, 
Cu Azul, 
Cascavel, Capito Lenidas Marques e Capanema.
  Representa a maior reserva florestal do Sul 
do Brasil e, tambm, um dos 
ltimos refgios para a flora e a fauna. Por 
tombamento da UNESCO, o Parque 
tornou-se "Patrimnio da Humanidade".

  REA DE PROTEO AMBIENTAL DE GUARAQUEABA
  A rea de Proteo Ambiental de Guaraqueaba, 
est localizada nos Municpios 
de 
Guaraqueaba, Antonina e Paranagu.
  Tem como objetivo, assegurar a proteo: da 
Floresta Pluvial Atlntica, onde 
se encontram 
espcies raras e ameaadas de extino; do 
complexo estuariano da baa de 
Paranagu; dos 
stios arqueolgicos (sambaquis) da regio; das 
comunidades caaras integradas 
no ecossistema regional; do uso de agrotxicos 
e demais substncias qumicas; de 
estabelecer critrios racionais de uso e 
ocupao do solo na regio.

  Pgina 84

  II. .ANIMAIS
  FAUNA. FAUNA DO PARAN.

  FAUNA
  D-se o nome de fauna ao conjunto de animais 
caractersticos de uma regio. A 
distribuio 
geogrfica dos grandes conjuntos animais  
estudada pela Zoogeografia, ramo da 
Biogeografia.
  A conservao da fauna  indispensvel para 
manter o equilbrio biolgico da 
natureza. A 
penetrao do homem pelas matas e pelos campos, 
vem contribuindo para a rpida 
extino 
de rias espcies de animais.

  FAUNA DO PARAN
  De acordo com o ambiente geogrfico 
distinguimos, em nossa fauna, animais de 
vida 
terrestre, anfbia e aqutica.

  Vida terrestre

  Dos animais que vivem nas matas e nos campos 
destacam-se:anta ou tapir, guar, 
guaraxaim, caititu, bugiu, ona, gato-do-mato, 
jaguatirica, tatu, paca, veado, 
quati, 
cobras jararaca, cascavel, jararacuu e urutu), 
etc.
  Das aves, umas destacam-se pela beleza de 
suas plumagens:
papagaio, tucano, gralha, pica-pau, bem-te-vi, 
etc. Outras so conhecidas pelo 
canto: canrio-da-terra, pintassilgo e sabi. 
Outras, ainda, destacam-se pelo 
porte: 
jacu, jacutinga, pomba silvestre, perdiz, 
codorna, inhambu, curucaca, soc, 
gara e 
tantas mais.
  A gralha azul, desconhecida por muitos 
paranaenses, foi declarada ave-smbolo 
do 
Paran, pela Lei Estadual nmero: 7.957, de 21 
de novembro de 1984.

  Vida anfbia
  Muitos dos animais vivem tanto na terra como 
na gua, entre os quais temos: 
capivara, cgado, tartaruga marinha, lontra, 
ariranha e o prprio jacar, este 
encontrado no Rio Paran e alguns rios do 
litoral.

  Pgina 85

  Vida aqutica
  Da fauna fluvial destacam-se os peixes: ja, 
dourado, pintado e o surubim, 
encontrados no 
Rio Paran e seus afluentes. Da fauna marinha 
temos: pescada, tainha, robalo, 
linguado e 
tantos outros peixes, bem como o boto, que  
mamfero.

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  ATIVIDADES
  I - Responda:
  1) O que  fauna?
  2) Qual a importncia da conservao da 
fauna?
  3) O que vem contribuindo para a extino dos 
animais?
  4) Como pode ser dividida a nossa fauna?
  5) Cite exemplos de animais pertencentes  
fauna de sua regio.
  6) Qual  a ave-smbolo do Estado do Paran?

  LEITURA COMPLEMENTAR

  O pinheiro, sendo rvore nativa ningum o 
cultivava. Aparecia em grupos, mas 
estava
desaparecendo em massa. Foi nesse interim que o 
nosso caboclo surpreendeu a sua 
gnese,
nos "Campos Gerais". At ento no se sabia 
como surgiam os pinheiros, em pontos
afastados, sem que ningum os plantasse. 
Entretanto aquele imprevisto 
reflorestamento era
obra perseverante de um pssaro - a gralha azul 
- que lutava contra a fria de 
vndalos.
Narrar-vos-eis essa histria.
  A gralha azul, habitadora dos altiplanos 
paranaenses, tem no pinho o seu 
alimento
predileto. Descasca-o com percia e come-lhe a 
polpa. E tambm previdente como a 
formiga.
Por isso, abre a pinha com as pequeninas 
garras, fisga o pinho e vai enterr-lo 
em lugar
mido, para que o fruto se conserve muito 
tempo.
  Mas a gralha azul, a exemplo de certa gente 
loquaz, sabe falar, ou gralhar. 
Todavia, no tem
boa memria. No se recorda dos pinhes que 
enterrou. Come alguns deles, 
olvidando-se dos
outros. E os pinhes esquecidos vicejam e 
engalanam a terra, com seu porte 
herldico, seus
ramos harmoniosos, to simtricos, como se mos 
de fada os houvessem retocado 
com aquele
esmero, desde baixo, at em cima.
  Francisco Leite.

  PGINA 87

  12. MEIO AMBIENTE

  COMPOSIO. PRESERVAO

  COMPOSIO

  O meio ambiente se compe do conjunto de 
todos os seres vivos (vegetais e 
animais) e do meio fsico que lhes serve de 
substrato.
  O desequilbrio ambiental  um dos fatores 
mais preocupantes de nossos tempos. 
Surgiu com as grandes transformaes ocorridas 
sobre a Terra, a partir da 
Revoluo Industrial, dos avanos cientficose 
tecnolgicos, agravando-se a 
partir do desmedido crescimento demogrfico do 
mundo.
  O mpeto predatrio tem sido impiedoso com a 
natureza. Isto traz conseqncias 
srias como, destruio do relevo terrestre, 
exausto dos solos agrcolas, 
devastao das matas, extermnio da fauna, 
poluio das guas e do ar 
atmosfrico.
  Resduos industriais, gases txicos, 
corrosivos, fertilizantes inadequados, 
esgotos e lixo tm sido grandes inimigos do 
meio ambiente. Estes fatores, trazem 
muitos problemas para o equilbrio da natureza 
e, conseqentemente, para a 
preservao da vida sobre a Terra.
  Assim, segundo os cientistas, se faz urgente 
o despertar de uma conscincia 
universal, para coibir os abusos contra a 
natureza. A conservao do meio 
ambiente, impe a todos, Poder Pblico e 
coletividade, o dever de zelar por ele. 
Pois, o meio ambiente  um bem de uso comum, 
essencial para uma sadia qualidade 
de vida e um perfeito equilbrio ecolgico.

  PRESERVAO

  Dois importantes eventos mundiais, 
patrocinados pela Organizao das Naes 
Unidas, estabeleceram normas comuns para 
servirem de inspirao e orientao  
humanidade, para a preservao e melhoria do 
ambiente humano. O primeiro foi a 
Declarao Sobre o Ambiente Humano, aprovado em 
reunio realizada em junho de 
1972, na cidade de Estocolmo.
  O segundo foi o Tratado da Biodiversidade, 
assinado pela maioria dos pases do 
mundo, por ocasio da memorvel ECO 92, 
realizada em junho de 1992, na cidade do 
Rio de Janeiro.

  Pgina 88

  Em nosso Estado, o Instituto Ambiental do 
Paran (IAP) e a Superintendncia 
dos Recursos Hdricos e Meio Ambiente (SUREHMA) 
atuam na defesa do meio 
ambiente. Ambos tm por finalidade fazer 
cumprir a legislao sobre o assunto, 
sempre que houver danos ou ameaas  natureza. 
A nvel nacional, quem atua na 
defesa do meio ambiente,  o Instituto 
Brasileiro do Meio Ambiente e dos 
Recursos Naturais Renovveis (IBAMA).

  ATIVIDADES

  I - Responda:
  1) Do que se compe o ambiente terrestre ?
  2) Quais os fatores que contriburam para o 
desequilbrio ambiental?
  3) Que conseqncias o mpeto predatrio traz 
para o meio ambiente
  4) Quais so os grandes inimigos do meio 
ambiente ?
  5) O que se torna necessrio fazer para 
reverter a situao?
  6) Qual a importncia da Declarao Sobre o 
Ambiente Humano e da Eco 92
para a humanidade ?
  7) Quais so as entidades paranaenses que 
atuam na defesa do meio ambiente?
  8) Qual a principal entidade que atua a nvel 
nacional ?

  II - Pesquise os problemas ambientais de sua 
regio.

  III - Realize um seminrio sobre os problemas 
do meio ambiente.

  LEITURA COMPLEMENTAR

  A Semana Nacional do Meio Ambiente, foi 
instituda no Brasil, pelo Decreto 
Federal nmero 86.028 de 27 de maro de 1981. 
Tem por finalidade promover a 
participao da comunidade nacional na 
preservao do patrimnio natural do 
Pas. A mesma ser  realizada na primeira semana 
do ms de junho, quando se 
comemora o "Dia Mundial do Meio Ambiente".

  O EFEITO ESTUFA

  Est se formando, ao redor de nosso planeta, 
nas altas camadas atmosfricas, 
um perigoso envoltrio de gases, 
particularmente de dixido de carbono (C02).
O fenmeno provm das queimadas feitas nas 
florestas, da emisso de fumaa das 
indstrias e da queima, em grande escala, de 
combustveis fsseis.
  O acmulo desses gases impede a expanso, 
para o espao, do calor irradiado 
pelo solo, formando o que os cientistas chamam 
de "efeito estufa".
  O fato poder  trazer grande impacto 
ambiental, dificultando a manuteno 
da qualidade necessria  sobrevivncia do 
nosso ambiente, ameaando seriamente 
todos os tipos de ecossistemas.
  Outra conseqncia perigosa do fenmeno  a 
destruio gradativa da camada de 
oznio. Ela envolve a Terra e serve como filtro 
aos raios ultra-violetas 
provenientes do Sol os quais so altamente 
nocivos para os seres vivos.

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  13. POPULAO

  TIPOS. MOVIMENTOS. DISTRIBUIO NO PARAN.

  TIPOS

  Existem dois tipos de populao: absoluta e 
relativa.

  Absoluta

  Considera-se populao absoluta o nmero 
total de habitantes de um lugar, 
contados pelos recenseamentos e pelas 
estimativas oficiais.
  A natalidade e a imigrao so os fatores que 
contribuem para o aumento da 
populao, ao passo que a mortalidade e a 
emigrao a diminuem.

  Relativa

  Populao relativa, tambm chamada de 
densidade demogrfica o nmero mdio de 
habitantes por quilmetro quadrado. Para obt-
la, divide-se o nmero total de 
habitantes (populao absoluta) pela rea do 
lugar onde os mesmos se encontram.

  MOVIMENTOS

  Desde os mais remotos tempos, o homem 
movimenta-se na superfcie terrestre, 
causando alteraes no nmero de habitantes, 
tanto das regies de onde sai como 
das regies aonde chega. Dos movimentos de 
populao merecem destaque os 
seguintes: nomadismo, transumncia, emigrao, 
imigrao e migraes internas.

  Nomadismo

  Movimento dos povos que no tm parada fixa, 
isto deslocam-se constantemente 
de um lugar para outro. Os indgenas, os 
ciganos e os povos pastores so bons 
exemplos de povos nmades.

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  Transumncia

  Consiste no deslocamento de populaes por 
tempo determinado, motivado 
geralmente por condies climticas e 
econmicas desfavorveis. Os povos que 
criam gado nas regies montanhosas, por ocasio 
do inverno, descem para as 
plancies e retornam ao lugar de origem na 
primavera. No Brasil, os nordestinos 
que na poca das secas seguem para o litoral e 
para a Amaznia, constituem 
exemplo de transumncia.

  Emigrao

   a sada de habitantes de uma regio para 
outra. Os pases de emigrao so 
aqueles que possuem populao densa e problemas 
de espao, como o Japo, a 
Holanda, a Itlia, a Alemanha e muitos outros.

  Imigrao

   a entrada de habitantes em um pas. Os 
pases de imigrao so aqueles que 
possuem pequena populao em relao aos 
grandes espaos territoriais 
disponveis. O Brasil, os Estados Unidos, a 
Argentina, o Canad e a Austrlia 
receberam grande nmero de imigrantes.

  Migraes internas

  So deslocamentos humanos que se distinguem 
dos dois ltimos porque ocorrem 
dentro das fronteiras do prprio pas, formando 
os movimentos inter-regionais.

  DISTRIBUIO NO PARAN

  Pelo recenseamento de 01/09/91, realizado 
pelo IBGE, o Estado do Paran 
apresentava uma populao total de 8.448.713 
habitantes, ficando em sexto lugar 
entre as unidades polticas brasileiras mais 
populosas. O crescimento 
demogrfico paranaense ocorrido entre os anos 
de 1940 e 1960, chegou a dobrar a 
populao a cada dez anos, atingindo naquela 
ocasio, taxas iguais a 7 por cento ao ano. 
Ultimamente, porm, as taxas de crescimento 
populacional baixaram sensivelmente 
ficando o aumento em torno de 0,9 por cento a 
cada ano. As causas dessa ,diminuio, 
esto na sada de grandes contingentes de 
populao  procura de novas terras em 
outras regies e na diminuio do ndice de 
natalidade.

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  Em nosso Estado, a populao mais numerosa, 
em nmeros absolutos, encontra-se 
nas Microrregies Geogrficas de Curitiba, 
Londrina, Maring, Cascavel, Toledo, 
Guarapuava, Ponta Grossa, Foz do Iguau, 
Umuarama, Paranava, Francisco Beltro 
e Apucarana. A populao menos numerosa 
localiza-se nas Microrregies 
Geogrficas de Cerro Azul, Flora, Lapa, So 
Mateus do Sul, Faxinal, Rio Negro, 
Ibaiti, Assa, Palmas e Jaguariava.
  Na maioria das regies paranaenses, 
semelhana do que ocorre no Brasil, a 
populao urbana predomina numericamente sobre 
a populao rural. Segundo dados 
do ltimo Censo Demogrfico ( 1991), 73,35 por 
cento da populao paranaense 
concentrava-se nos centros urbanos e 26,65 por 
cento no meio rural.
  Na mesma ocasio, a densidade demogrfica 
mdia do Estado do Paran, era de 
42,38 por cento habitantes por quilmetro 
quadrado.

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  ATIVIDADES

  I - Responda:
  1) O que  populao absoluta?
  2) O que  populao relativa?
  3) Como se obtm a densidade demogrfica?
  4) Quais so os fatores que alteram o nmero 
de habitantes de uma regio?
  5) O que  nomadismo?
  6) Qual a principal caracterstica da 
transumncia?
  7) Cite a diferena entre emigrao e 
imigrao
  8) Explique o que so migraes internas
  9) Faa um resumo sobre o aumento da 
populao Paranaense a partir de 1940.
  10) Quais so as Microrregies do Paran com 
maiores e com menores 
concentraes de habitantes?

  II - Pesquise:
  1) Os dez pases mais populosos do mundo.
  2) Os dez Estados mais populosos do Brasil.

  LEITURA COMPLEMENTAR

  VIDA MDIA  DOS BRASILEIROS

  Mdia/Anos
  Qinqnios - homens/mulheres
  1970 - 1975; 58,83 - 63,12
  1975 - 1980; 61,27 - 65,46
  1980 - 1985; 63,68 - 67,81
  1985 - 1990; 66,15 - 70,16
  1990 - 1995; 68,59 - 72,50
  1995 - 2000; 71,03 - 74,85

  Fonte: IBGE.

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  14. FORMAO TNICA PARANAENSE


  BRANCO EUROPEU. BRANCO ASITICO. 
  AMARELO6. NEGROS. MESTIOS.

  BRANCO EUROPEU

  O Sul do Brasil foi a regio brasileira que 
recebeu o maior nmero de 
imigrantes europeus, devido  maior semelhana 
com o clima de seus pases de 
origem.
  Dos europeus, entraram no Paran, povos dos 
grupos atlanto-mediterrneos, 
germnicos, eslavos e outros grupos menores.

  Atlanto-mediterrneos

  Dos atlanto-mediterrneos, conhecidos como 
povos latinos, sobressaem os 
portugueses, os espanhis e os italianos.
  Os portugueses constituem a maioria da 
populao brasileira. Como 
colonizadores, no sofreram restries 
numricas de entrada em nosso Pas. Aos 
portugueses devemos a nossa lngua, a religio, 
a cultura e as bases de nossa 
organizao poltica e jurdica.
  Os espanhis entraram em nosso Pas 
notadamente na poca do Brasil Colnia, 
quando Portugal pertencia  Espanha. 
Localizaram-se junto s grandes cidades 
como So Paulo e Rio de Janeiro. No Estado do 
Paran, alm de se concentrarem na 
regio de Curitiba, descendentes de espanhis 
(argentinos e paraguaios) so 
encontrados nas fronteiras com o Paraguai e com 
a Argentina, principalmente na 
regio de Foz do Iguau.
  Os italianos comearam a chegar em maior 
nmero, ao Brasil, a partir de 1871. 
Dirigiram-se principalmente ao Estado de So 
Paulo, atrados pela cultura 
cafeeira e pelas atividades industriais. Tambm 
so numerosos no Rio Grande do 
Sul, onde se dedicam ao cultivo e  fabricao 
do vinho.
  No Estado do Paran os imigrantes italianos 
se estabeleceram, a princpio, no 
Litoral (Alexandra e Morretes) porm, por causa 
das condies adversas do lugar, 
seus ncleos no progrediram. A maior parte 
deles transferiu-se para os 
arredores de Curitiba, Colombo e principalmente 
para Santa Felicidade. A 
influncia italiana em nossos usos e costumes 
pode ser constatada pelo cultivo 
da uva, na indstria, pela sua comida tpica e 
pelo artesanato em peas de vime.

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  Germnicos

  Dos povos de origem germnica destacam-se, no 
Estado do Paran, os alemes e 
os holandeses.
  Os alemes formam um dos mais importantes 
grupos da imigrao brasileira. 
Dirigiram-se, a partir de 1824, para Santa 
Catarina e Rio Grande do Sul onde 
marcaram a paisagem com suas habitaes 
tpicas.
  Os primeiros imigrantes alemes chegaram ao 
Paran em 1829,estabelecendo-se a 
princpio em Rio Negro. A partir de 1878, 
alemes do Volga (alemes-russos), 
estabeleceram-se nos Campos Gerais, prximos a 
Ponta Grossa e Lapa. Em 1951, 
alemes que se transferiram de Santa Catarina 
ara o nosso Estado, fundaram a
colnia de Witmarsum, no Municpio de Palmeira 
onde, atravs de uma cooperativa, 
industrializam o leite. Na mesma poca, alemes 
conhecidos como "subios do 
Danbio" fundaram, no Municpio de Guarapuava, 
a colnia Entre Rios, onde se 
dedicam  agricultura. Os alemes, tambm se 
concentraram em Curitiba, Rolndia, 
Marechal Cndido Rondon e muitos outros locais 
do Estado.

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  Os holandeses, apesar de pouco numerosos, 
trouxeram com sua vinda grandes 
benefcios ao Paran. Dirigiram-se, em 1911, 
para os Campos de Castro onde 
introduziram com xito a pecuria leiteira e a 
industrializao de seus 
derivados. Os principais ncleos de holandeses 
esto em Carambe, Castrolanda e 
Arapoti.
  Tambm, de origem germnica, embora em 
propores menores, estabeleceram-se no 
Paran: austracos, suos e outros povos.

  Eslavos

  So povos originrios da parte centro-
oriental da Europa. A maioria dos 
eslavos vindos ao Brasil, localizou-se no 
Estado do Paran, onde deixaram suas 
marcas principalmente na paisagem agrcola.
  Dos povos eslavos radicados em nosso Estado 
merecem destaque os poloneses e os 
ucranianos.
  Os poloneses formam o grupo mais numeroso de 
imigrantes encontrados no Paran. 
Comearam a chegar em terras paranaenses, em 
1871, distribuindo-se pelos 
arredores de Curitiba (Pilarzinho, Abranches, 
Santa Cndida), Araucria (Tomaz 
Coelho), So Jos dos Pinhais, Contenda e Campo 
Largo. Tambm se expandiram pelo
centro-sul do Estado, formando colnias em 
Mallet, Cruz Machado, So Mateus do 
Sul, Irati, Unio da Vitria e vrios outros 
locais.

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  Os ucranianos distinguem-se dos poloneses 
pela lngua, pelos costumes e pela 
sua origem histrica. Povo agrcola, vindo da 
Ucrnia, trouxe o estilo bizantino 
de suas igrejas, seus trajes bordados e suas 
danas tpicas.
  O incio da imigrao ucraniana para o Brasil 
deu-se em 1891.Atualmente formam 
ncleos importantes em Prudentpolis, Ponta 
Grossa, Unio da Vitria, Cruz 
Machado, Vera Guarani, Rio Azul, Irati, Iva, 
Apucarana, Campo Mouro e 
Curitiba.

  BRANCO ASITICO

  O maior grupo de brancos asiticos 
encontrados no Brasil pertence aos povos 
semitas da sia Menor. So os israelitas, os 
rabes, os srios e os libaneses. 
No Estado do Paran,  semelhana do que ocorre 
no Brasil, encontram-se nas 
cidades dedicando-se tradicionalmente ao 
comrcio.

  AMARELOS

  Dos povos de origem amarela, existentes 
atualmente na formao da populao 
brasileira, temos os asiticos e os indgenas.

  Asiticos

  Compreendem os povos do Extremo Oriente, com 
destaque para o grupo dos povos 
monglicos, formado pelos japoneses, coreanos e 
chineses.

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  Os japoneses so os que mais vieram para o 
Brasil. O incio de sua entrada no 
Pas data de 1908, acentuando-se a partir de 
1920 e depois da Segunda Guerra 
Mundial. Dirigiram-se, em sua maioria, para So 
Paulo e Paran.
  Em nosso Estado as primeiras colnias 
japonesas foram fundadas no Litoral, 
onde no prosperaram. Em seguida, passaram para 
os planaltos do interior, 
particularmente para as terras do Norte 
paranaense, dedicando-se s atividades 
agrcolas. Atualmente encontram-se em grande 
nmero em Maring, Londrina, Ura, 
Assa, Cambar, Arapongas, Rolndia, Umuarama, 
Paranava e Curitiba.

  Os coreanos chegaram ao Paran a partir de 
1967, instalando-se primeiramente 
em Santa Maria, ncleo localizado no quilmetro 
147 da Rodovia do Caf, em plena 
regio dos Campos Gerais.
  Os chineses encontrados no Paran vieram 
principalmente de Formosa. Embora, em 
menor nmero, concentram-se mais nas cidades, 
tendo no comrcio sua principal 
atividade.

  Indgenas

  Quando os portugueses chegaram ao Brasil, 
encontraram o ndio como habitante 
nativo. O indgena contribuiu para a vida 
nacional pelos inmeros legados na 
alimentao, nos costumes, no folclore e no 
vocabulrio.
  Na formao tnica concorreu para o 
aparecimento de mestios, alm de 
contribuir com vultos importantes para a 
histria brasileira.
  Os indgenas formam quatro grupos principais: 
Tupi-guarani, J ou Tapuia, 
Nuaruaque e Caraba.

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  A distribuio primitiva do ndio no Paran, 
limitava-se aos Tupi-guarani 
localizados no litoral, no oeste e noroeste; 
aos J (Botucudo e Caingangue) com 
distribuio geogrfica mal definida.
  Em 1953 foram descobertos os Xet, que haviam 
se isolado na Serra dos Dourados 
(noroeste do Estado) vivendo no mais puro 
estado primitivo, dos quais nada mais 
resta na regio.
  Os poucos descendentes indgenas existentes 
so protegidos pela FUNAI, e vivem 
em postos como So Jernimo da Serra, 
Guarapuava, Palmas, Mangueirinha, 
Apucarana, Laranjeiras do Sul e outros.

  NEGROS

  Os negros foram trazidos da frica na poca 
do Brasil colonial. Com seu 
trabalho sustentaram os ciclos da cana-de-
acar, da  minerao e o incio da 
cultura cafeeira.
  A contribuio negra manifesta-se em nossa 
msica, no vocabulrio, nos 
costumes, na culinria, etc.
  Os negros brasileiros pertencem a dois 
grupos: sudaneses e bantos.

  Sudaneses

  So originrios do Golfo da Guin e do Sudo. 
Em sua maioria  desembarcaram em 
Salvador, fixando-se principalmente no 
Recncavo Baiano.

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  Bantos

  Vieram de Angola e Moambique. Desembarcaram 
no Rio de  Janeiro, Recife e So 
Lus.
  No Sul do Brasil, por causa das condies 
histricas de seu desenvolvimento 
scio-econmico, o negro aparece em menor 
nmero. No Paran concentraram-se 
primeiramente na Lapa, em Ponta Grossa, Castro, 
Antonina, Paranagu e Curitiba.

  MESTIOS

  Uma grande parcela da populao brasileira, 
formada pelos  mestios: mulatos, 
caboclos e cafuzos.

  Mulatos

  Resultaram da miscegenao do branco com o 
negro.

  Caboclos

  Resultaram da miscegenao do branco com o 
indgena.

  Cafuzos

  Resultaram da miscegenao do indgena com o 
negro.
  No Estado do Paran, os mestios no so 
numerosos, sendo que o mais 
caracterstico o caboclo do Litoral. Sua 
influncia aparece nos costumes locais 
como o fandango (dana folclrica) e o barreado 
(comida tpica regional).

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  ATIVIDADES

  I - Responda:
  1) Cite os nomes dos povos atlanto-
mediterrneos que chegaram ao Brasil.
  2) Quais foram as contribuies dos 
portugueses para o Brasil?
  3) Onde se concentram os espanhis no Paran?
  4) Faa um resumo sobre a imigrao italiana 
no Paran.
  5) Cite quais so os povos germnicos.
  6) Quando os alemes comearam a chegar ao 
Paran?
  7) Que atividades foram introduzidas pelos 
holandeses em terras paranaenses?
  8) Quais so os povos eslavos encontrados no 
Paran?
  9) Cite quais so os povos semitas.
  10) Onde os japoneses mais se concentram no 
Paran?
  11) Faa um resumo sobre o nosso indgena.
  12) Como se apresentam os negros e os 
mestios em nossa populao?

  II - Pesquise a origem do indgena americano.

  LEITURA COMPLEMENTAR

  O FANDANGO parnanguara danado de acordo com 
as "marcas", em ritmo de 
"batido", "valsado", "picado" e "arrematado".
  Tanto a msica quanto a letra, so 
improvisadas pelos "tocadores" e 
"cantadores" que, apesar de no possurem 
cultura, sadam os presentes e 
convidados com trovas feitas de improviso, 
demonstrando com isso inteligncia 
aguada. So verdadeiros "repentistas".

  O BARREADO, nascido em Paranagu, verdadeira 
comida tpica do litoral 
paranaense, passou dos stios dos pescadores, 
atravs dos anos, para a cidade.
Hoje  tido como um excelente prato, realmente 
saboroso.
  Sua origem perde-se na histria do tempo. 
Sabe-se apenas que somente em
Paranagu, Morretes, Antonina, Guaraqueaba e 
Guaratuba, preparam-no h mais de 
duzentos anos.

  Fonte: Prefeitura Municipal de Paranagu.

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  OCUPAO PELO OCIDENTE. OCUPAO PELO 
LITORAL.

  OCUPAO PELO OCIDENTE

  As terras do atual oeste paranaense foram 
ocupadas, primeiramente, por 
espanhis. O governo espanhol do Paraguai 
fundou, em 1554, a povoao de 
Ontiveros, pouco abaixo das antigas Sete 
Quedas, no Rio Paran. Mais tarde ( 
1557 ), esta povoao foi transferida para a 
foz do Rio Piquiri, mudando seu 
nome para Ciudad Real del Guair. Em 1576, foi 
fundada pelos paraguaios, na 
juno dos rios Corumbata e Iva, a Vila Rica 
del Espiritu Santu.
  Em 1608, as terras do ocidente paranaense 
passaram a formar a Provncia del 
Guair, sob a jurisdio dos padres jesutas 
espanhis. Dois anos aps, a regio 
formava uma Repblica Crist, compreendendo 
treze ncleos de indgenas aldeados 
entre os rios Tibagi, Paranapanema, Iguau e 
Paran. Porm, sua durao foi 
efmera, sendo destruda entre os anos de 1629 
e 1632, pelas bandeiras paulistas 
de Antnio Raposo Tavares e Manuel Preto.
  Mais tarde, com a assinatura do Tratado de 
Madri ( 1750 ),passaram 
definitivamente para Portugal, todas as terras 
ocupadas pelos portugueses a 
oeste da linha do Tratado de Tordesilhas.

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  OCUPAO PELO LITORAL

  As entradas pelo litoral paranaense, 
comearam no incio do sculo XVI. Vrias 
expedies portuguesas passaram por terras 
paranaenses como as de Aleixo Garcia 
( 1522-1524 ), de Francisco Chaves e de Pero 
Lobo: Foram em direo ao Rio 
Paran, sendo destroadas pelo caminho, por 
tribos indgenas.
  Marco decisivo para a ocupao efetiva das 
terras brasileiras, foi a 
implantao do sistema de capitanias 
hereditrias, proposto em 1536, pelo rei 
portugus D. Joo III.
  Entre os anos de 1541 e 1542, a expedio 
comandada por Don lvaro Nunes 
Cabeza de Vaca, atravessou as terras 
paranaenses de leste para oeste, quando 
dirigia-se para Assuno a fim de tomar posse 
do cargo de governador para o qual 
fora nomeado.
  O primeiro mapa da baa de Paranagu foi 
feito por Hans Staden, aps o mesmo 
ter permanecido por um bom tempo na regio onde 
havia naufragado.
  No sculo XVII, moradores de So Vicente e 
Canania, comearam a chegar em 
maior nmero em nossa costa, atrados pelas 
notcias da existncia de ouro. 
Localizaram-se, a princpio, na regio do 
Superagi e Guaraqueaba. Em seguida 
ocuparam a Ilha da Cotinga, de onde passaram, 
em carter definitivo, ao 
continente. Este fato deu origem a Paranagu, a 
mais antiga cidade paranaense.

  Pgina 104

  Aos poucos, os primeiros aventureiros 
atingiram o Planalto Curitibano, os 
vales dos rios Ribeira, Aungui, Iguau e 
Tibagi.
  Por volta da metade do sculo XVII, j se 
contavam no planalto inmeros 
arraiais de minerao, dos quais o arraial 
denominado Vilinha deu origem  
cidade de Curitiba, s margens do Rio Atuba. Os 
nomes de Eleodoro bano Pereira, 
Martins Mateus Leme e Baltazar Carrasco dos 
Reis merecem destaque na ocupao 
efetiva das terras curitibanas.
  No sculo XVIII, Afonso Botelho Sampaio e 
Souza veio ao sul do Brasil com a 
finalidade de fortificar a regio, fato que 
motivou os seguintes eventos:
  - a construo, em 1767, da fortaleza da 
barra de Paranagu (Fortaleza de 
Nossa Senhora dos Prazeres) na Ilha do Mel;
  - a fundao da vila de Guaratuba ( 1769 ) e 
da vila de So Josde Ararapira;
  - envio de expedies militares para fazer 
levantamentos dos sertes e dos 
vales dos rios situados no planalto.

  Entre os anos de 1769 e 1770, partindo do Rio 
Tibagi, as expedies de Estevam 
Ribeiro Bayo e Francisco Lopes da Silva 
chegaram aos rios Iva, Piquiri e 
Paran , aps passarem pela regio de Campo 
Mouro.
  Em 1771, Cndido Xavier de Almeida e Souza 
chegou aos campos de Guarapuava, 
conquistados, pouco mais tarde, por Diogo Pinto 
de Azevedo Portugal e Antnio da 
Rocha Loures. Foi fundada, na regio, a 
fortificao denominada Atalaia. 
Transferida para outro local com o nome de 
Nossa Senhora de Belm, deu origem, 
em 1819,  cidade de Guarapuava.

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  A colonizao efetiva dos campos de Palmas 
teve incio, em 1839, com Joaquim 
Ferreira dos Santos e Pedro Siqueira Corts.
  Em 1855, a mando do Baro de Antonina, foi 
edificado no norte do Estado o 
ncleo militar de Jata. Este ncleo situava-se 
 margem direita do Rio Tibagi, 
como uma verdadeira sentinela avanada das 
comunicaes com Mato Grosso. Tambm, 
nessa poca apareceram como marcos pioneiros da 
ocupao do norte-paranaenese, 
os aldeamentos de So Pedro de Alcntara (1855) 
e So Jernimo ( 1859), a 
Colnia Mineira ( 1862) atual Siqueira Campos, 
Tomazina ( 1865) e Jacarezinho 
( 1886 ).
  A expedio de Telmaco Borba e de seu irmo 
Nestor, em 1876, aps descer os 
rios Tibagi, Paranapanema e Paran, atingiu os 
saltos de Sete Quedas, hoje 
encobertos pelas guas da Represa de Itaipu.
  Em 1889, com a fundao de uma colnia 
militar na foz do Rio Iguau, teve 
incio, em carter definitivo, o povoamento das 
terras do extremo-oeste, por 
brasileiros.
  A partir do ano de 1920, correntes povoadoras 
vindas do sul do Pas penetraram 
no sudoeste paranaense pela regio de Pato 
Branco, atradas pela erva-mate e 
pela madeira. Por esta poca intensificou-se a 
ocupao das terras do norte-
paranaense. Companhias colonizadoras atraram 
para a regio numeroso contingente
populacional, dividindo terras, expandindo o 
cultivo do caf e fundando inmeras 
cidades na regio.

  ATIVIDADES

  I - Responda:
  1) Quais foram as primeiras povoaes 
espanholas fundadas no oeste paranaense?
  2) O que foi a chamada Provncia del Guair?
  3) Quais foram os bandeirantes que destruram 
os aldeamentos indgenas da 
regio?
  4) Quais as primeiras expedies portuguesas 
que passaram pelo territrio 
paranaense?

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  5) Qual a importncia das expedies de 
Cabeza de Vaca e Hans Staden?
  6) Faa um resumo dos principais fatos que 
marcaram a ocupao do litoral no 
sculo XVII.
  7) Qual a origem do arraial denominado 
Vilinha?
  8) Qual a importncia de Afonso Botelho para 
a ocupao de nossas terras?
  9) Quando foram descobertos os campos de 
Guarapuava?
  10) Como surgiu a cidade de Guarapuava?
  11) Quando foram conquistados efetivamente os 
campos de Palmas?
  12) Quais foram os primeiros ncleos 
populacionais fundados no norte-
paranaense?
  13) Quando teve incio o povoamento 
definitivo do extremo-oeste paranaense?
  14) Faa um resumo dos fatos ocorridos a 
partir do ano de 1920, em relao a 
ocupao do sudoeste e norte do Estado do 
Paran.

  II - Pesquise sobre o Tratado de Madri.

  LEITURA COMPLEMENTAR

  Nunca ficaram bem determinados os limites 
estabelecidos pelo Tratado de 
Tordesilhas para as terras portuguesas e 
espanholas da Amrica do Sul.
  Quando comearam a circular notcias de 
fabulosas riquezas na regio da 
bacia platina, tomou um novo impulso o 
interesse por estas paragens da Amrica, 
o qual anteriormente estivera concentrado na 
procura de uma passagem para o 
oceano Pacfico. Ambos os governos de Portugal 
e Espanha passaram a  ter uma s 
preocupao, garantir a posse dessas terras 
meridionais, onde os relatos 
conhecidos localizavam a fonte de inmeros 
tesouros, a regio do Potosi.

  Fonte: Aspectos da Geografia Humana do 
Paran, de Altiva Pilatti Balhana.

  TRATADO DE TORDESILHAS

  Em 7 de junho de 1494, foi assinado, na 
localidade de Tordesilhas, um tratado 
entre Portugal e Espanha que dividia o mundo em 
dois hemisfrios, separados por 
um meridiano situado a 370 lguas para oeste da 
mais ocidental das ilhas de Cabo 
Verde. Todas as terras descobertas a oeste do 
referido meridiano seriam 
espanholas, e as que estivessem a leste seriam 
portuguesas. Pelo Tratado de 
Tordesilhas, o Brasil era cortado de norte a 
sul, por um meridiano que passava, 
aproximadamente por Belm do Par e Laguna em 
Santa Catarina, mais ou  menos 48 
e 42" de longitude ocidental.
  Assim, a maioria das terras do Paran, ficava 
do lado oeste da linha de 
Tordesilhas.

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  16 PARAN COMO ESTADO

  EVOLUO POLTICA. QUESTO DE LIMITES.
  SMBOLOS.

  EVOLUO POLTICA 

  Com a diviso do Brasil em Capitanias, as 
terras do litoral paranaense, 
fizeram parte de duas delas: So Vicente e 
Santana.
  A Capitania de So Vicente (donatrio Martim 
Afonso de Souza) compreendia as 
terras desde Bertioga (SP) at a barra da Baa 
de Paranagu. A Capitania de 
Santana (donatrio Pero Lopes de Souza) 
situava-se ao sul da referida barra, 
prolongando-se at onde fossem legtimas as 
terras de Portugal. Ambas no 
prosperaram, passando a de So Vicente a fazer 
parte da Capitania de Santo Amaro 
e a de Santana deu lugar  Capitania de Nossa 
Senhora do Rosrio de Paranagu 
(criada pelo Marqus de Cascais). Mais tarde, 
com a expanso dos bandeirantes 
paulistas as duas Capitanias passaram para a de 
So Paulo.

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  O Paran surgiu como Provncia autnoma pelo 
Decreto Imperial nmero 704, de 
29 de agosto de 1853, quando deixou de ser a 
quinta Comarca de So Paulo. No dia 
19 de dezembro deste mesmo ano, Zacarias de 
Ges e Vasconcelos instalou 
oficialmente a nova Provncia.
  Com a Proclamao da Repblica, o Paran, 
junto com as demais Provncias 
brasileiras, passou  categoria de Estado.

  QUESTES DE LIMITES

  Das questes de limites ocorridas no Paran , 
duas merecem
destaque: a Questo das Misses e a Questo do 
Territrio do Contestado.

  Questo das Misses

  Foi uma questo internacional que envolveu o 
Brasil e a Argentina. A questo 
punha em litgio uma rea de 30.622 km2 na 
regio de Palmas (Sudoeste do 
Estado). Pleiteavam os argentinos a extenso de 
suas terras at os rios Chopim 
(PR) e Chapec (SC), ao passo que os 
brasileiros defendiam os seus legtimos 
direitos s terras situadas at os rios Santo 
Antnio (PR) e Peperi-Guau (SC). 
No ano de 1895, baseando-se na brilhante defesa 
feita pelo Baro do Rio Branco, 
o presidente dos Estados Unidos, Grover 
Cleveland, deu ganho de causa ao Brasil.

  Questo do Territrio do Contestado

  Foi uma questo interestadual que envolveu o 
Paran e Santa Catarina. O 
litgio entre os dois estados era sobre uma 
rea de terras de 48.000 km2 do sul 
do Paran, e que ficou conhecida como 
"Territrio do Contestado". A questo foi 
resolvida em 1916, com a interveno do 
presidente Wenceslau Braz, que dividiu a 
regio, ficando o Paran com 20.000 km, e o 
restante com Santa Catarina.

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  SMBOLOS

  Os smbolos do Estado do Paran so: a 
bandeira, o braso, o sinete e o hino.

  Bandeira

  A bandeira formada por um retngulo verde 
cortado por uma faixa diagonal 
branca. No centro, representada em azul, 
aparece a esfera celeste com as cinco 
estrelas da constelao do Cruzeiro do Sul. 
Circundam a esfera, pelo lado 
direito do observador, um ramo de pinheiro e, 
pelo lado esquerdo, um ramo de 
erva-mate.

  Braso

  O braso representado por um escudo 
portugus. Dentro dele, num fundo verde, 
aparece a figura do Semeador, significando a 
vocao agrcola do Estado. O Sol 
nascente, fonte de vida, ideal de grandeza e 
cultura, aparece desenhado na parte 
superior do escudo sobre a cor azul. Ao seu 
lado, o perfil geomorfolgico, 
representa o relevo paranaense. Sobre o escudo 
pousa um falco (Harpia) de asas
abertas, "totem" dos ndios guaranis. Em baixo 
do escudo, dois ramos,
representam o mate e o pinho.

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  Sinete

  O smbolo usado para identificar documentos 
oficiais de nosso Estado  
representado pela esfera da bandeira estadual 
com as estrelas do Cruzeiro do 
Sul. Ao redor, aparece a inscrio "Estado do 
Paran" e a data comemorativa de 
sua emancipao.

  Hino

  O hino paranaense tem como autores: Bento 
Mossurunga (msica) e Domingos 
Nascimento (letra).

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  ATIVIDADES

  I - Responda:
  1) De quais Capitanias o litoral do Paran 
fez parte?
  2) Quando o Paran tornou-se politicamente 
autnomo?
  3) Quando e por quem foi instalada a 
Provncia do Paran?
  4) O que aconteceu com as Provncias 
brasileiras em 1889?
  5) O que contribuiu para a integrao 
definitiva do Estado do Paran?
  6) O que foi a chamada "Questo das Misses"?
  7) Qual o problema de limites ocorrido entre 
o Paran e Santa Catarina?
  8) Como foi resolvida a questo entre os dois 
Estados?
  9) Quais so os smbolos do Estado do Paran?
  10) Quem so os autores do Hino do Paran?

  II - Sugesto para trabalho: biografia de 
Jos Maria da Silva Paranhos.

  LEITURA COMPLEMENTAR

  A figura de Jos Maria da Silva Paranhos, 
Baro do Rio Branco, acha-se 
indelevelmente unida  obra benemrita da 
consolidao de nossas fronteiras.
  Sua primeira grande vitria diplomtica teve 
lugar em setembro de 1895, 
quando o presidente Grover Cleveland lavrou sua 
sentena arbitral sobre o 
chamado Territrio das Misses. Rio Branco foi 
o defensor da causa brasileira e 
teve pela frente a figura de Estanislau 
Zeballos, notvel estadista argentino. 
Mas foi tal o brilhantismo de defesa e tal a 
erudio de suas "Memrias", que o 
rbitro escolhido no teve dvidas em 
reconhecer os nossos direitos sobre o 
territrio em litgio.
  Fonte: Leituras Geogrficas, de Aroldo de 
Azevedo.

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  17. ORGANIZAO POLTICO-ADMINISTRATIVA

  UNIO GOVERNO ESTADUAL. MUNICPIOS. 
MUNICPIOS DO PARAN.

  UNIO

  A Repblica Federativa do Brasil forma-se do 
conjunto de suas unidades 
territoriais e polticas, sendo governada pelos 
trs poderes da Unio: 
Executivo, Legislativo e Judicirio.

  Executivo

   exercido pelo Presidente da Repblica e 
pelo Vice-Presidente, ambos eleitos 
pelo voto popular para um mandato definido. 
Ainda fazem parte do Executivo 
Federal, os Ministros de Estado.

  Legislativo

  O Poder Legislativo  formado pelas duas 
casas do Congresso Nacional, isto  
pela Cmara Federal (Deputados Federais) e pelo 
Senado Federal (Senadores).

  Judicirio

  Poder da Unio composto pelo Supremo Tribunal 
Federal, Tribunal Federal de 
Recursos, Tribunal Superior Militar, Tribunal 
Superior do Trabalho e Tribunal 
Superior Eleitoral.

  GOVERNO ESTADUAL

  Tambm so trs os poderes do Estado do 
Paran: Executivo, Legislativo e 
Judicirio.

  Executivo Estadual

  O Poder Executivo Estadual  exercido pelo 
Governador, pelo Vice-Governador 
(ambos eleitos pelo voto popular) e pelos 
Secretrios de Estado.
  O Palcio Iguau, situado no Centro Cvico de 
Curitiba  a sede do governo 
paranaense.

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  Legislativo Estadual

  O Poder Legislativo  exercido pela 
Assemblia Legislativa que,  semelhana 
do Congresso Nacional,  composta de 
representantes do povo (Deputados 
Estaduais). So eleitos pelo voto popular para 
uma Legislatura de 4 anos, 
conforme o artigo nmero 52 da Constituio 
Estadual.

  Judicirio Estadual

  Seus principais rgos esto instalados no 
prdio do Tribunal de Justia, no 
Centro Cvico de nossa Capital.
  Compem o Judicirio: O Tribunal de Justia, 
os Tribunais de Alada e os 
Juzes de Direito. As Comarcas Jurdicas so 
formadas por um ou vrios 
municpios e levam o nome daquele onde est sua 
sede.

  MUNICPIOS

  Os municpios so formados por uma rea 
rural, por um centro urbano que lhe 
empresta o nome, pelas vilas e povoados 
existentes entre os seus limites.
  Cada Municpio possui os poderes Executivo e 
Legislativo Municipal, exercidos 
e sediados, respectivamente, pelo Prefeito 
(Prefeitura) e pelos Vereadores 
(Cmara Municipal). O Prefeito, assim como os 
Vereadores, so eleitos pelo voto 
do povo.

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  MUNICPIOS DO PARAN

  Os municpios do Paran foram agrupados, pelo 
Instituto Brasileiro de 
Geografia e Estatstica, em 10 Mesorregies 
Geogrficas. Uma Mesorregio tem 
como caracterstica o mesmo tipo de espao 
geogrfico, sendo formada de partes 
menores denominadas Microrregies Estas, 
compreendem determinado nmero de 
municpios e levam o nome de seu principal 
centro urbano. As Mesorregies 
paranaenses subdividem-se em 39 Microrregies.
  A Constituio Estadual, em seu artigo nmero 
19, regulamenta a
criao, a incorporao, a fuso e o 
desdobramento dos municpios.
  Os municpios paranaenses com populao 
residente superior a 50 mil 
habitantes, segundo estimativa do IBGE para 
1/7/92, eram os seguintes:

  Curitiba - 1.337.157
  Londrina - 397.329
  Maring - 246.140
  Ponta Grossa - 237.800
  Cascavel - 197.242
  Foz do Iguau - 195.571
  Guarapuava - 143.435
  So Jos dos Pinhais - 132.975
  Colombo - 122.223
  Paranagu - 109.471
  Apucarana - 96.722
  Umuarama - 88.806
  Toledo - 87.872
  Campo Mouro - 79.383
  Pinhais - 77.564
  Camb - 75.209
  Campo Largo - 73.725
  Paranava - 71.437
  Almirante Tamandar - 67.349
  Telmaco Borba - 66.089
  Arapongas - 65.760
  Castro - 65.164
  Araucria - 62.761
  Francisco Beltro - 62.426
  Pato Branco - 52.839

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  REGIO METROPOLITANA DE CURITIBA:
  Tunas do Paran; Rio Branco do Sul; 
Itaperuu; Bocaiva do Sul; Almirante 
Tamandar; Colombo; Campina Grande do Sul; 
Quatro Barras; Pinhais; Piraquara; 
Campo Largo; Balsa Nova; Araucria; So Jos 
dos Pinhais; Contenda; Fazenda Rio 
Grande; Mandirituba.

  ATIVIDADES

  I - Responda:
  1) Como  formada a Repblica Federativa do 
Brasil?
  2) O que  a Unio?
  3) Quem exerce o Poder Executivo Federal?
  4) Como  formado o Poder Legislativo 
Federal?
  5) Quem exerce o Poder Executivo do Estado?
  6) Qual a funo da Assemblia Legislativa?
  7) Quais os rgos que compem o Poder 
Judicirio?
  8) Como so formados os Municpios?
  9) Quais so os poderes municipais?
  10) O que  uma Microrregio?

  II - Sugestes para trabalho:
  1) Histrico de seu Municpio.
  2) Entrevista com uma autoridade municipal.

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  LEITURA COMPLEMENTAR

  RELAO DAS MESORREGIES, MICRORREGIES E 
MUNICPIOS DO ESTADO DO PARAN
  -1994 -

  I - NOROESTE PARANAENSE 

  01 - Paranava          
  Alto Paran             
  Amapor                 
  Cruzeiro do Sul         
  Diamante do Norte       
  Guaira                
  Inaj                   
  Itana do Sul     
  Jardim Olinda           
  Loanda                  
  Marilena               
  Mirador
  Nova Aliana do Iva     
  Nova Londrina            
  Paraso do Norte         
  Paranacity               
  Paranapoema              
  Paranava                
  Planaltina do Paran     
  Porto Rico               
  Querncia do Norte       
  Santa Cruz do Monte Castelo  
  Santa Isabel do Iva         
  Santa Mnica                 
  Santo Antnio do Caiu
  So Carlos do Iva           
  So Jo do Caiu             
  So Pedro do Paran          
  Tamboara                     
  Terra Rica                   

  02 - Umuarama      
  Altnia            
  Alto Piquiri       
  Brasilndia do Sul 
  Cafezal do Sul     
  Cruzeiro do Oeste   
  Douradina           
  Francisco Alves     
  Icarama            
  Ipor
  Ivat               
  Maria Helena        
  Mariluz             
  Nova Olmpia        
  Prola              
  So Jorge do Patrocnio   
  Tapira          
  Umuarama        
  Vila Alta       
  Xambr!          
                   
  03 - Cianorte
  Cianorte
  Cidade Gacha
  Guaporema
  Indianpolis
  Japur
  Jussara
  Rondon
  So Manoel do Paran
  So Tom 
  Tapejara
  Tuneiras do Oeste

  II - CENTRO OCIDENTAL PARANAENSE

  04 - Goioer
  Altamira do Paran
  Boa Esperana
  Campina da Lagoa
  Goioer
  Janipolis
  Juranda
  Moreira Sales
  Nova Cantu
  Rancho Alegre do Oeste
  Ubirat

  05 - Campo Mouro
  Araruna
  Barbosa Ferraz
  Campo Mouro
  Corumbata do Sul
  Engenheiro Beltro
  Farol
  Fnix
  Iretama
  Luiziana
  Mambor
  Peabiru
  Quinta do Sol
  Roncador
  Terra Boa

  III - NORTE CENTRAL PARANAENSE

  06 - Astorga
  ngulo
  Astorga
  Atalaia
  Cafeara
  Centenrio do Sul
  Colorado
  Flrida
  Guaraci
  Iguarau
  Itaguaj
  Jaguapit              
  Lobato                 
  Lupionpolis
  Mandaguau         
  Munhoz de Melo     
  Nossa Senhora das Graas     
  Nova Esperana               
  Presidente Castelo Branco       
  Santa F         
  Santa Ins       
  Santo Incio     
  Uniflor          

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  07 - Porecatu                
  Alvorada do Sul              
  Bela Vista do Paraso        
  Florestpolis
  Mirasselva                   
  Porecatu                
  Primeiro de Maio        
  Sertanpolis            

  08 - Flora             
  Doutor Camargo          
  Flora                  
  Floresta               
  Itamb                 
  Ivatuba
  Ourizona            
  So Jorge do Iva   

  09 - Maring        
  Mandaguari          
  Marialva           
  Maring            
  Paiandu           
  Sarandi

  10 - Apucarana     
  Apucarana              
  Arapongas      
  Califrnia             
  Cambira            
  Jandaia do Sul
  Marilndia do Sul        
  Mau da Serra            
  Novo Itacolomi           
  Sabudia                 

  11 - Londrina            
  Camb                    
  Ibipor
  Londrina                 
  Pitangueiras             
  Rolndia                

  12 - Faxinal           
  Bom Sucesso            
  Borrazpolis           
  Faxinal
  Kalor
  Marumbi
  Rio Bom

  13 - Ivaipor
  Cndido de Abreu
  Godoy Moreira
  Grandes Rios
  Ivaipor
  Jardim Alegre
  Lidianpolis
  Lunardeli
  Manoel Ribas
  Nova Tebas
  Rosrio do Iva
  So Joo do Iva
  So Pedro do Iva

  IV - NORTE PIONEIRO PARANAENSE

  14 - Assa
  Assa
  Jataizinho
  Nova Santa Brbara
  Rancho Alegre
  Santa Ceclia do Pavo
  So Jernimo da Serra
  So Sebastio da Amoreira
  Ura

  15 - Cornlio Procpio
  Abati
  Andir
  Bandeirantes
  Congonhinhas
  Cornlio Procpio
  Itambarac
  Lepolis
  Nova Amrica da Colina
  Nova Ftima
  Ribeiro do Pinhal
  Santa Amlia
  Santa Mariana 
  Santo Antnio do Paraso
  Sertaneja

  16 - Jacarezinho
  Barra do Jacar
  Cambar
  Jacarezinho
  Jundia do Sul
  Ribeiro Claro
  Santo Antnio da Platina

  17 - Ibaiti
  Conselheiro Mairinck
  Curiva
  Figueira
  Ibaiti
  Jaboti
  Japira
  Pinhalo
  Sapopema

  Pgina 119

  18 - Wenceslau Braz 
  Carlpolis 
  Guapirama 
  Joaquim Tvora 
  Quatigu 
  Salto do Itarar 
  Santana do Itarar 
  So Jos da Boa Vista 
  Siqueira Campos 
  Tomazina 
  Wenceslau Braz 

  V - CENTRO ORIENTAL PARANAENSE 

  19 - Telmaco Borba
  Ortigueira
  Reserva 
  Telmaco Borba 
  Tibagi 
  Ventania 

  20 - Jaguariava 
  Arapoti 
  Jaguariava 
  Pira do Sul 
  Sengs 

  21- Ponta Grossa 
  Castro 
  Palmeira 
  Ponta Grossa 

  VI - OESTE PARANAENSE 

  22 - Toledo 
  Assis Chateaubriand 
  Diamante do Oeste 
  Entre Rios do Oeste
  Formosa do Oeste 
  Guara 
  Iracema do Oeste 
  Jesutas 
  Marechal Cndido Rondon 
  Marip 
  Mercedes 
  Nova Santa Rosa 
  Ouro Verde do Oeste 
  Palotina 
  Pato Bragado 
  Quatro Pontes 
  Santa Helena 
  So Jos das Palmeiras 
  So Pedro do lguau 
  Terra Roxa 
  Toledo 
  Tupssi 

  23 - Cascavel 
  Anahy
  Boa Vista da Aparecida 
  Braganey 
  Cafelndia do Oeste
  Campo Bonito
  Capito Lenidas Marques
  Cascavel
  Catanduvas
  Corblia
  Diamante do Sul
  Guaraniau
  Ibema
  Iguatu
  Lindoeste
  Nova Aurora
  Santa Lcia
  Santa Tereza do Oeste
  Trs Barras do Paran

  24 - Foz do Iguau
  Cu Azul
  Foz do Iguau
  Itaipulndia
  Matelndia
  Medianeira
  Missal
  Ramilndia
  Santa Terezinhado Itaipu
  So Miguel do Oeste

  VII - SUDOESTE PARAANAENSE

  25 - Capanema
  Ampre
  Capanema
  Prola do Oeste
  Planalto
  Pranchita
  Realeza
  Santa Isabel do Oeste

  26 - Francisco Beltro
  Barraco
  Boa Esperana do Iguau
  Cruzeiro do Iguau
  Dois Vizinhos 
  Enas Marques
  Flor da Serra do Sul
  Francisco Beltro
  Marmeleiro
  Nova Esperana do Sudoeste
  Nova Prata do Iguau
  Pinhal de So Bento
  Renascena
  Salgado Filho
  Salto do Lontra
  Santo Antnio do Sudoeste
  So Jorge do Oeste
  Ver

  27 - Pato Branco
  Bom Sucesso do Sul
  Chopinzinho
  Coronel Vivida
  Itapejara do Oeste 
  Maripolis 
  Pato Branco 
  So Joo
  Saudade do Iguau 
   Sulina 
   Vitorino 

  Pgina  120

  VIII - CENTRO SUL PARANAENSE
  28 - Pitanga
  Laranjal 
  Mato Rico 
  Palmital 
  Pitanga 
  Santa Maria do Oeste

  29 - Guarapuava
  Candoi 
  Cantagalo 
  Espigo Alto do Iguau
  Guarapuava 
  Incio Martins 
  Laranjeiras do Sul 
  Nova Laranjeiras 
  Pinho 
  Quedas do Iguau 
  Rio Bonito do Iguau 
  Turvo 
  Virmond 

  30 - Palmas 
  Clevelndia 
  Honrio Serpa 
  Mangueirinha 
  Palmas 

  IX - SUDESTE PARANAENSE 

  31- Prudentpolis 
  Imbituva
  Ipiranga 
  Iva 
  Prudentpolis 
  Teixeira Soares 

  32 - Irati
  Irati
  Mallet
  Rebouas
  Rio Azul

  33 - Unio da Vitria
  Bituruna
  Cruz Machado
  General Carneiro
  Paula Freitas
  Paulo Frontin
  Porto Vitria
  Unio da Vitria

  34 - So Mateus do Sul
  Antnio Olinto
  So Joo do Triunfo
  So Mateus do Sul

  X - METROPOLITANA DE CURITIBA

  35 - Cerro Azul
  Adrianpolis
  Cerro Azul
  Doutor Ulysses

  36 - Lapa
  Lapa
  Porto Amazonas

  37 - Curitiba
  Almirante Tamandar
  Araucria
  Balsa Nova
  Bocaiva do Sul
  Campina Grande do Sul
  Campo Largo
  Colombo
  Contenda
  Curitiba 
  Fazenda Rio Grande
  Itaperuu
  Mandirituba
  Pinhais
  Piraquara
  Quatro Barras
  Rio Branco do Sul
  So Jos Dos Pinhais
  Tunas do Paran

  38 - Paranagu
  Antonina
  Guaraqueaba
  Guaratuba
  Matinhos
  Morretes
  Paranagu

  39 - Rio Negro
  Agudos do Sul
  Campo do Tenente
  Pin
  Quitandinha
  Rio Negro
  Tijucas do Sul

  Pgina 121

  18. CIDADES

  TIPOS DE CIDADES. ORIGEM DAS CIDADES.
  PRINCIPAIS CIDADES DO PARAN.

  TIPOS DE CIDADES

  No sculo atual, particularmente a partir do 
ano de 1950, o maior 
desenvolvimento populacional tem ocorrido nas 
cidades. A indstria, o comrcio, 
as escolas, as construes civis e as 
profisses liberais so os principais 
fatores responsveis pelo crescimento urbano.
  As cidades so formadas por grandes 
aglomerados humanos organizados num 
determinado espao geogrfico. Possuem vida 
social, econmica e cultural 
desenvolvidas e com influncias sobre as 
regies vizinhas. 
  Quanto  sua formao e desenvolvimento, as 
cidades podem ser de dois tipos: 
as naturais e as artificiais.

  Naturais

  Cidades cujo desenvolvimento no obedeceu a 
um plano pr-estabelecido. Suas 
ruas estreitas e mal traadas exigem 
freqentemente retificaes, procurando 
atender s imposies do progresso moderno.
  A maioria dos centros urbanos brasileiros 
incluem-se entre as cidades 
naturais, como Rio de Janeiro, Salvador, 
Paranagu  e outras.

  Artificiais

  Cidades que seguem um plano pr-estabelecido 
de desenvolvimento. Possuem belas 
avenidas, praas amplas e setores urbanos, 
cuidadosamente estudados em seus 
traados.
  O mais belo exemplo de cidade planejada  
Braslia e, no Estado do Paran, 
podemos citar: Maring, Cianorte e Cascavel.

  ORIGEM DAS CIDADES

  Foram inmeras as causas que deram origem, no 
Estado do Paran, a povoados, 
vilas e cidades, entre as quais podemos citar:

  Pgina 122

  - minerao - Paranagu, Morretes, Curitiba, 
So Jos dos   Pinhais, Bocaiva 
do Sul e Tibagi;
  - sesmarias - Antonina e Araucria;
  - pousada de tropeiros - Rio Negro, Lapa, 
Campo Largo, Palmeira, Ponta Grossa, 
Castro e Pira do Sul;
  - ncleos coloniais - Colombo, Cerro Azul, 
Rolndia, Ura, Cndido de Abreu, 
Cruz Machado, Prudentpolis e Contenda;
  - ncleos militares - Foz do Iguau, 
Jataizinho, Chopinzinho e Guarapuava;
  - colonizao pioneira - Tomazina, Santo 
Antnio da Platina, Siqueira Campos e 
Pato Branco;
  - extrativismo vegetal - So Mateus do Sul, 
Unio da Vitria e Toledo;
  - patrimnios imobilirios - Londrina, 
Maring, Arapongas, Apucarana, 
Mandaguari, Umuarama, Cianorte, Cruzeiro do 
Oeste, Nova Esperana e Loanda;
  - fazendas - Jacarezinho, Ribeiro Claro, 
Joaquim Tvora, Bela Vista do 
Paraso, Assa e Goioer;
  - estaes ferrovirias - Ibaiti, 
Bandeirantes, Cornlio Procpio, Irati, 
Rebouas e Paulo Frontin;
  - balnerios - Matinhos e Guaratuba 

  Quanto aos lugares, isto , aos stios 
urbanos onde as cidades se desenvolvem, 
no h muita diferena entre as cidades 
paranaenses.
  A grande maioria situa-se nos planaltos 
(Curitiba, Ponta Grossa, Apucarana, 
Londrina, Maring, Guarapuava, Cascavel e 
tantas outras). Algumas ocupam margens 
fluviais (Rio Negro, Unio da Vitria, So 
Mateus do Sul, Porto Amazonas, 
Castro, Tibagi, Jataizinho, Foz do Iguau, 
Guara, Porto Rico, Adrianpolis e 
Tomazina). Ao longo da costa aparecem algumas 
cidades martimas (Paranagu,
Antonina, Guaratuba, Guaraqueaba e Matinhos).

  Pgina 123

  PRINCIPAIS CIDADES DO PARAN

  No Brasil, toda sede municipal, mesmo que 
seja uma simples vila recebe o nome 
de cidade, sendo por isto, considerada como um 
centro urbano.
  Dos inmeros ncleos urbanos existentes no 
Estado do Paran, podemos destacar 
as cidades de:

  Curitiba

  Palavra tupi que significa "muito pinho". A 
cidade surgiu no sculo XVII, do 
arraial denominado Vilinha situado .s margens 
do Rio Atuba. Foi elevada  
categoria de vila no ano de 1693. Aps a 
instalao da Provncia do Paran, 
passou, em 1854, a ser sua Capital.
  A cidade de Curitiba est situada a 908 
metros de altitude, no planalto que 
lhe empresta o nome e bem prxima do Rio 
Iguau. O poeta Hermes Fontes 
denominou-a "Cidade Sorriso". Possui a 
Universidade mais antiga do Brasil, pelo 
que tambm  chamada de "Cidade Universitria".
  Curitiba inclui-se, por Decreto Federal, 
entre as nove cidades brasileiras que 
possuem reas metropolitanas.

  Londrina

  Principal centro urbano do Norte do Paran e 
a terceira cidade do Sul 
brasileiro,  apenas superada por Porto Alegre 
e Curitiba.
  Fundada em 1931 teve, na cultura do caf, o 
fator bsico de seu grande 
desenvolvimento projetando-se, em pouco tempo, 
no cenrio nacional e 
internacional como importante centro comercial 
agrcola.
  A rea de influncia da denominada "Capital 
do Norte do
Paran", ultrapassa as fronteiras 
administrativas de nosso Estado, penetrando em 
Mato Grosso do Sul e no sul do Estado de So 
Paulo. Sua Universidade, uma das 
mais importantes do Paran, oferece muitos 
cursos com nveis de ensino 
considerados dos melhores do Brasil.

  Ponta Grossa
  Situa-se em pleno Planalto dos Campos Gerais, 
sendo por isso chamada de 
"Princesa dos Campos ". Alm de possuir um 
parque industrial desenvolvido, Ponta 
Grossa forma importante centro rodoferrovirio 
do Sul do Pas.

  Pgina 124

  A cidade, tambm conhecida como "Capital 
Cvica" do Paran, possui uma 
Universidade onde so ministrados vrios cursos 
de excelentes nveis.

  Maring

  A cidade, fundada em 1947, possui amplas 
avenidas e belas praas que chamam a 
ateno dos visitantes, principalmente por suas 
reas verdes. A conhecida 
"Cidade Cano", tem desenvolvimento semelhante 
ao de Londrina, tendo importante 
Universidade.
  As cidades de Maring e Londrina situam-se na 
rodovia-avenida composta pelas 
doze cidades que formam a metrpole linear, 
conhecida como Metrpole Norte do 
Paran (METRONOR).

  Cascavel

  Centro urbano e destacado plo-industrial do 
oeste paranaense. Cascavel, a 
"Capital do Oeste", situa-se na rota turstica 
de Foz do Iguau, sendo parada 
obrigatria das pessoas que demandam  regio.
  A cidade, de desenvolvimento moderno, inclui-
se entre as mais belas do Estado.

  Guarapuava

  Denominada "Prola do Oeste" est situada a 
1.120 metros de altitude e bem 
perto da escarpa da Serra da Esperana. 
Originou-se nos tempos da colonizao 
portuguesa quando foi instalado, na regio, o 
Fortim Atalaia.
  A cidade tem um clima agradvel e o seu 
desenvolvimento est centralizado na 
agropecuria e na indstria.

  Foz do Iguau

  Situa-se . margem esquerda do Rio Paran, 
logo abaixo da Represa de Itaipu. 
Considerada a "Capital do Turismo",  
mundialmente famosa pela beleza imponente 
das Cataratas do Iguau.

  So Jos dos Pinhais

  Faz parte da regio metropolitana de 
Curitiba. Segundo o historiador Romrio 
Martins, a cidade comeou por um ncleo de 
minerao de ouro, por volta do ano 
de 1700.

  Pgina 126

  Paranagu
  A cidade situa-se na bacia do mesmo nome, s 
margens do Rio Itiber. Elevada  
categoria de vila, em 1648, desenvolveu-se no 
mais tradicional estilo colonial 
portugus.
  O porto de Paranagu, um dos principais do 
Brasil, ocupa lugar de destaque na 
economia e no turismo.

  Apucarana
  Pela sua posio geogrfica, tem destacada 
importncia nas rotas rodo-
ferrovirias que ligam o norte com o sul do 
Estado.
  Por estar situada num planalto relativamente 
elevado,  denominada de "Cidade 
Alta".

  Umuarama
  Fundada no ano de 1955,  considerada um dos 
centros populacionais e 
econmicos mais importantes do Estado do 
Paran.
  Est situada no Noroeste do Estado, sendo 
conhecida como a "Capital da 
Amizade".

  Paranava
  Considerada importante centro agropecurio do 
Noroeste do Estado. Os primeiros 
embries de Paranava datam do ano de 1928, 
porm, somente a partir de 1944, 
entrou no surto de grandes realizaes e 
progresso.

  Campo Mouro
  Cidade do Centro-Oeste do Paran. Est 
localizada num importante entroncamento 
rodovirio, permitindo fcil acesso a todos os 
quadrantes do Estado.
  Campo Mouro polariza os interesses sociais, 
polticos e econmicos dos 
municpios circunvizinhos.

  Toledo
  Situada em pleno Oeste paranaense, destaca-se 
por seu dinamismo na produo 
agrcola, na suinocultura e na avicultura. Sua
tradicional "Festa do Porco no Rolete" atrai 
populares das mais
variadas regies, tornando o acontecimento um 
grande atrativo para
o seu turismo.

  Pgina 128

  Camb
  Cidade localizada no Norte do Paran. Tem 
grande parte de sua
estrutura espacial urbana ligada  cidade de 
Londrina, da qual dista
apenas dez quilmetros.

  Arapongas
  Conhecida como a "Cidade dos Passarinhos", 
teve seu desenvolvimento inicial 
ligado  cultura cafeeira, como aconteceu com a
maioria das cidades do Norte paranaense.

  Campo Largo
   "Capital da Loua" fica a 23 quilmetros de 
Curitiba, fazendo
parte de sua rea metropolitana.

  Araucria
  A cidade surgiu do pequeno povoado de 
Tindiqera, fundado
no sculo XVII. Atualmente, constitui 
importante centro industrial
da rea metropolitana de Curitiba.

  Telmaco Borba
  Est situada na Microrregio dos Campos de 
Ponta Grossa e na
margem esquerda do Rio Tibagi. Seu 
desenvolvimento deve-se 
indstria do papel, instalada em Harmonia, que 
fica do outro lado
do rio.

  Pato Branco
  Importante centro econmico do Sudoeste. 
Apresenta muito progresso, devido  
pujana de sua agricultura e suinocultura.

  Unio da Vitria
  Banhada pelo Rio Iguau,  a principal 
cidade do Sul do Paran.
Chamada de "Rainha da Fronteira", separa-se por 
uma estrada de 
ferro da cidade gmea de Porto Unio, 
pertencente a Santa Catarina.

  Francisco Beltro
  Cidade do Sudoeste, simptica e acolhedora, 
est se industrializando 
rapidamente. Exerce influncia em grande nmero 
de municpios da regio.

  Pgina 129

  Marechal Cndido Rondon
  Situada no Extremo Oeste paranaense. Seus 
primeiros habitantes surgiram com a 
explorao da madeira, que se fez na regio a 
partir da dcada de 1940.

  Cornlio Procpio
  A mais importante cidade do Norte Velho 
nasceu ao longo da antiga estrada de 
ferro So Paulo-Paran. Seu comrcio e sua 
indstria so dos mais ativos da 
regio.

  Assis Chateaubriand
  Constitui-se num dos centros urbanos mais 
populosos do Oeste do Estado. Sendo 
importante centro regional tem, nas atividades 
agrcolas, o seu maior destaque.

  Castro 
  A cidade est situada  margem esquerda do 
Rio Iap. Nasceu de um antigo pouso 
de tropeiros, localizado ao longo do histrico 
caminho Sorocaba-Viamo.

  Ivaipor 
  Localizada no Centro-Norte do Estado do 
Paran e nas proximidades do Rio Iva, 
nasceu graas ao trabalho dos pioneiros que 
acreditaram na fertilidade de seus 
solos.

  Jacarezinho
  A "Prola do Norte" est localizada nas 
proximidades do Rio 
Paranapanema, no Norte Velho, a mais antiga 
regio desbravada pelo
Caf.

  Irati
  Centro colonial e agrcola  conhecida como a 
"Prola do Sul".

  Rolndia
  Cidade do Norte, destaca-se pelo seu rpido 
progresso. Tem na
agricultura a sua principal atividade.

  Pgina 130

Rio Negro
  Est situada no lado paranaense do Rio Negro, 
que a separa da cidade 
catarinense de Mafra.

  Bandeirantes
  Cidade do Norte Pioneiro, tem um ativo 
comrcio e uma importante Escola 
Superior de Agronomia.

  Santo Antnio da Platina
  Conhecida como "Princesa do Norte; fica bem 
prxima de Jacarezinho. Possui 
avenidas largas e bem arborizadas.

  Palmas
  A cidade encontra-se na regio dos Campos de 
Palmas, em pleno sul do Estado. 
Sua altitude de 1.160 metros, lhe d um clima 
ameno no verso e frio no inverno, com 
freqentes quedas de neve.
  Palmas tem grande importncia histrica, 
sendo uma das mais tradicionais 
cidades paranaenses.

  Cianorte
  Importante centro urbano do Noroeste do 
Paran. Apresenta 
acentuado progresso industrial, com 
predominncia na rea de 
confeco de roupas, razo pela qual  
conhecida como "Capital do 
vesturio".

  Outras cidades importantes de nosso Estado 
so: Astorga, 
Andir, Antonina, Capanema, Colombo, Cruzeiro 
do Oeste, 
Corblia, Cambar, Coronel Vivida, Clevelndia, 
Dois Vizinhos, 
Goioer, Guaira, Ibipor, Ipor, Loanda, 
Laranjeiras do Sul, Lapa, 
Mandaguari, Medianeira, Matelndia, Nova 
Esperana, Porecatu, 
Palotina, Quedas do Iguau, Realeza, Sarandi, 
So Mateus do Sul e Ubirat.

  Pgina 131

  ATIVIDADES
 I - Responda:
  1) O que so cidades?
  2) Quais so os fatores responsveis pelo 
crescimento das cidades?
  3) O que so cidades naturais e artificiais?
  4) Faa um esquema sobre a origem das cidades 
do Paran.
  5) Em que tipos de locais se desenvolveram as 
cidades paranaenses?
  6) Descreva a cidade de Curitiba.
  7) Qual a importncia da cidade de Londrina?
  8) Onde est localizada a cidade de Ponta 
Grossa?
  9) Como  conhecida a cidade de Maring?
  10) Quais so as principais caractersticas 
da cidade de Cascavel?
  11) Em que se destaca a cidade de Foz do 
Iguau?
  12) Qual a importncia da cidade de 
Apucarana?
  13) Onde se encontra situada a cidade de 
Guarapuava?
  14) Quais so as cidades mais importantes do 
Sudoeste paranaense?
  15) Em que se destaca a cidade de Paranagu?
  16) Onde se localiza a cidade de Campo 
Mouro?
  17) Quais so as cidades mais importantes do 
Noroeste do Estado?
  18) Cite outras cidades importantes do Estado 
do Paran.

  II - Sugestes para trabalho:

  1) Identifique as dez maiores cidades do 
Brasil.
  2) Pesquise a origem de sua cidade.

  LEITURA COMPLEMENTAR

  REGIES METROPOLITANAS
  Estabelecidas legalmente, as Regies 
Metropolitanas so definidas por um  
agregado de Municpios limtrofes 
caracterizados por forte fluxo demogrfico, 
uma estrutura ocupacional com acentuada 
predominncia dos setores secundrio 
e tercirio e um sistema de integrao que se 
traduz pelo movimento constante 
de pessoas entre as unidades que as compem, 
complementando e suplementando o 
mercado de trabalho.
  So nove as Regies Metropolitanas: Belm, 
Fortaleza, Recife, Salvador, Belo 
Horizonte, Rio de Janeiro, So Paulo, Curitiba 
e Porto Alegre.

  Fonte: Anurio Estatstico do Brasil (IBGE )

  Pgina 132

  19.CICLO ECONMICOS DO PARAN

  OURO. TROPEIRISMO. ERVA MATE. MADEIRA.
  CAF. POLICULTURA E PECURIA. 
INDUSTRIALIZAO.

  OURO

  No comeo do sculo XVII teve incio o ciclo 
do ouro. A sua procura contribuiu 
para o povoamento do litoral, pois concentrou 
mineradores ao longo dos rios 
Nhundiaquara e Marumbi.
  Nessa fase de nossa histria econmica 
surgiram as cidades de 
Paranagu, Morretes e Antonina, bem como foram 
traados os primeiros caminhos 
para o planalto, onde apareceram inmeros 
arraiais de mineradores, sementes de 
vilas e cidades, entre as quais Curitiba, So 
Jos dos Pinhais e Bocaiva do 
Sul.

  TROPEIRISMO

  Aps a decadncia da minerao, o pequeno 
nmero de habitantes que permaneceu 
no Paran transformou-se, aos poucos, em 
criadores e comerciantes de gado. As 
boas condies dos campos nativos (Campos 
Gerais, Guarapuava e 
Palmas),contriburam para o desenvolvimento no 
sculo XVIII, do tropeirismo, 
segundo ciclo da economia paranaense. As 
conseqncias desse ciclo econmico 
para o Paran foram:
  - o aparecimento de uma vida social campeira;

  pgina 133

  - abertura de caminhos de gado, destacando-se 
a Estrada da Mata, na ligao 
dos campos do Rio Grande do Sul com a feira de 
Sorocaba em So Paulo;
  - a transformao do Paran em zona de 
trnsito;
  - o aparecimento de vilas e cidades em 
antigas pousadas (Rio 
Negro, Lapa, Palmeira, Ponta Grossa, Castro, 
Palmas e outras).

  ERVA-MATE

  Com a maior penetrao da populao pelas 
matas do planalto, no sculo XIX, 
tomou maior vulto a extrao da erva-mate, 
terceiro ciclo de nossa histria 
econmica. A erva-mate foi a responsvel pelas 
primeiras manifestaes do 
comrcio exterior paranaense atravs da 
exportao do produto para os mercados 
platinos.

  MADEIRA

  A crescente interiorizao da populao em 
busca da erva nativa deu origem, 
ainda, no final de sculo XIX, ao ciclo da 
madeira, Quarta fase da evoluo de 
nosa economia. A iniciativa da industrializao 
da madeira deve-se ao engenheiro 
Antnio Rebouas. Foi com a construo das 
primeiras estradas de ferro e com o 
aparecimento do caminho, que se iniciou a 
grande exportao madeireira para os 
mercados nacionais e internacionais.

  pgina 134

  A madeira bem como a erva-mate foram as 
responsveis pela ocupao de extensas 
reas de terras da parte meridional, oeste e 
sudoeste do Estado do Paran.
  A extrao destes dois produtos trouxa como 
conseqncias os seguintes fatos: 
  - o desenvolvimento da navegao fluvial, 
particularmente nos rios Iguau e 
Paran;
  - a construo de vrios caminhos, estradas 
de ferro e rodovias;
  - a modificao da paisagem geogrfica, como 
o aparecimento em pleno serto de 
vilas e povoados;
  - o aparecimento da indstria tpica dos 
barbaqus, das serrarias e indstrias 
ligadas  madeira;
  - o desenvolvimento da economia em diversos 
municpios, como Lapa, So Mateus 
do Sul, Unio da Vitria, Mallet, Rio Azul, 
Imbituva Prudentpolis, Guarapava e 
Laranjeiras do Sul.

  CAF
  O cultivo do caf representa o quinto ciclo 
da histria econmica paranaense. 
Embora sua presena no norte do Estado possa 
ser registrada a partir de 1860, a 
cultura cafeeira teve grande desenvolvimento 
depois dos anos de 1920. A rpida 
expanso do caf, transformou em pouco tempo o 
Norte do Paran na mais rica 
regio agrcola do Brasil.
  O caf trouxe, para o Estado do Paran, os 
seguintes resultados:
  O produto transformou-se em grande fonte de 
renda;
  Fez surgir centenas de vilas e cidades, como 
Londrina, Maring e Apucarana;
  Levou  abertura de estradas de ferro e de 
rodagem;
  Atraiu numerosos contingentes de populao 
(paulistas, mineiros, fluminenses e 
nordestinos);
  Promoveu a vinda de imigrantes estrangeiros.

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  POLICULTURA E PECURIA

  A partir dos anos de 1950 comea a 
diversificao da agricultura 
paranaense, com o plantio em escala comercial 
do algodo, milho, 
feijo, cana-de-acar, amendoim, rami, hortel 
e soja.
  Tambm, nesta fase de nossa evoluo 
econmica, toma maior vulto a pecuria, 
com a intensificao da criao de bovinos e 
sunos.
  Como conseqncias tivemos a ocupao das 
terras do noroeste 
(Paranava, Nova Esperana, Umuarama, Cianorte, 
Loanda, etc.), do 
oeste (Cascavel, Toledo, Marechal Cndido 
Rondon, Matelndia, 
Medianeira e muitas outras) e do sudoeste (Pato 
Branco, Francisco 
Beltro, Capanema, Barraco, etc.) tendo, esta 
ltima regio, 
recebido numerosos colonos vindos de Santa 
Catarina e Rio Grande do Sul.

  INDUSTRIALIZAO

  Devido a sua grande produo agrcola, aos 
incentivos de 
rgos governamentais e particulares, o Paran 
industrializa-se 
rapidamente. As atividades da agro-indstria 
merecem de destaque como o setor 
que mais se desenvolve. 

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  ATIVIDADES

  I - Responda:
  1) Quais foram as conseqncias do ciclo da 
minerao?
  2) Como surgiu o ciclo do tropeirismo?
  3) Quais as conseqncias do tropeirismo para 
o Paran?
  4) Quando teve incio o ciclo da erva-mate?
  5) Qual a importncia econmica do mate em 
nossa histria econmica?
  6) O que contribuiu para o aparecimento do 
ciclo da madeira?
  7) Quais foram as conseqncias dos ciclos da 
erva- mate e da madeira?
  8) Quais foram os resultados do caf para o 
Paran?
  9) Faa um resumo sobre a policultura e a 
pecuria.
  10) Como se apresenta a industrializao 
paranaense 

  LEITURA COMPLEMENTAR

  A ocupao intensiva do Norte do Paran, data 
de 1929, quando uma 
 organizao particular, a "Companhia de Terras 
Norte do Paran", inicialmente 
 "Paran Plantation Ltda", encarregou-se desta 
tarefa planejando-a sob moderna 
 orientao e executando-a com denodo. O 
empreendimento no se limitou  
 criao de aglomerados urbanos, incluiu a 
construo de ferrovias e rodovias. 
Ao primeiro ncleo fundado, o de Londrina 
(1929), instalado em clareira aberta, 
em plena mata, sucederam-se muitos outros e 
continuaram a aparecer, mesmo 
 quando a companhia passou s mos de 
capitalistas paulistas (1944), com o nome 
 de "Companhia de Melhoramentos Norte do 
Paran", de modo que a seqncia 
 no foi interrompida, vendo-se j em 1946 
Maring, situada a 127 quilmetros a 
 oeste de Londrina como centro pioneira.

  Fonte: Regio Sul (IBGE).

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  20. ATIVIDADES RURAIS

  VIDA AGRRIA. DETERMINANTES DA PRODUO:

  VIDA AGRRIA

  Fazem parte da vida agrria as atividades do 
meio rural, como 
a agricultura e a pecuria.

  Agricultura
  Compreende as atividades dedicadas ao cultivo 
do solo, cujas 
finalidades so a obteno de alimentos para a 
populao e matrias 
primas para a indstria.
  A agricultura pode ser extensiva e intensiva. 
A extensiva, conforme j diz o 
nome,  feita em reas extensas, prpria dos 
pases com grandes espaos 
territoriais. A intensiva  feita em pequenas 
extenses de terras, prpria dos pases com 
pequenos espaos territoriais e das 
periferias urbanas.
  Denomina-se agricultura rotativa a que faz 
mudanas constantes de produtos 
agrcolas ou  alternncia peridica no uso da 
terra e, agricultura superior a 
que usa processos cientficos, preocupando-se 
com tcnicas corretas de plantio, 
seleo de produtos agrcolas e mecanizao da 
lavoura.

  Pecuria

  Compreende a criao de gado. Gado  todo 
animal quadrpede 
que se cria para alimento ou auxilio no 
trabalho.

  As condies necessrias para criar gado so 
clima adequado (quente), 
vegetao herbceas (campo) e extensas reas.
  A criao de gado pode ser feita de maneira 
extensiva e intensiva. Na 
extensiva o gado vive solto e alimenta-se com 
os recursos naturais do prprio 
local. Na intensiva o gado confinado em espaos 
fechados tem alimentao 
controlada, o que melhora sensivelmente a 
qualidade do rebanho.
  Os rebanhos classificam-se em vrios tipos: 
bovinos, sunos, 
ovinos, eqinos, caprinos, muares, asininos e 
bubalinos.
  A pecuria enseja o desenvolvimento de 
indstrias tais como 
carnes, laticnios, couros, peles, frios, 
banha, etc.

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  DETERMINANTES DA PRODUO

  A produo agrria depende da combinao dos 
seguintes fatores:
  P=Ec mais Mo mais Cr mais Tr mais Co
  P = Produo 
  Ec = Ecologia 
  Mo = Mo-de-obra 
  Cr = Crdito 
  Tr = Transporte
  Co = Consumo

  Ecologia
  Os fatores de ordem ecolgica derivam das 
influncias do meio ambiente sobre a 
agricultura, especialmente o clima e o solo. O 
clima prejudica a produo quando 
h excesso de chuvas, secas prolongadas ou frio 
intenso. O solo influi pela 
natureza de sua origem, pois, a produtividade 
est diretamente ligada a esse 
fato.
  A agricultura brasileira, devido ao clima 
tropical e a variedade 
de solos que possui, permite cultivar maior 
nmero de produtos do 
que as regies temperadas, alm de propiciar 
maior quantidade de safras por ano.

  Mo-de-obra
  A qualidade da mo-de-obra depende da vida 
sadia da 
populao rural. Desnutrio, falta de educao 
sanitria e analfabetismo, constituem srios 
problemas para a agricultura.

  Crdito
  Financiamentos agrcolas que se obtm junto a 
rgos credenciados tornam 
possvel produzir em grande escala, 
comercializar a safra, comprar mquinas e 
implementos.

  Transporte
  Comercializar a produo exige boas estradas 
que cheguem aos 
centros produtores e permitam transporte rpido 
e barato. Produtos 
perecveis tm necessidade de transporte 
especializado para serem 
melhor aproveitados.

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  Consumo
  A produo exige mercados consumidores 
locais, regionais e
internacionais. A conquista de mercados depende 
de dois atributos
essenciais da produo: qualidade e bom preo.

  ATIVIDADES

  I - Responda:
  1) O que  agricultura?
  2) Explique como a agricultura se divide.
  3) O que se entende por pecuria?
  4) Quais so as condies necessrias para 
criar gado?
  5) Como pode ser feita a criao de gado?
  6) Quais so as indstrias derivadas da 
pecuria?
  7) De quais fatores depende a produo 
agrria?
  8) Quais so as vantagens da agricultura 
brasileira?
  9) Do que depende a boa mo-de-obra rural?
  10) Para que servem os crditos agrcolas?
  11) Qual a importncia dos transportes para a 
produo?
  12) Qual a importncia do consumo ?

  LEITURA COMPLEMENTAR

  O IAPAR (Fundao Instituto Agronmico do 
Paran) tem como objetivo 
 geral promover a pesquisa tcnico-cientfica, 
a formao e treinamento de 
pessoal especializado, para o desenvolvimento 
da agricultura paranaense.
  Mais especificamente o IAPAR se prope a:
  - efetuar estudos, pesquisas e 
experimentaes e produo de plantas de 
  interesse econmico para o Estado;
  - efetuar estudos e pesquisas nos campos de 
Fitotecnia, Biologia 
  Agrcola, Ecologia, Qumica Aplicada, Scio-
Economia, Engenharia 
Rural e outros campos de interesse para o 
desenvolvimento da agricultura; 
  - fornecer cultivares selecionados para a 
multiplicao de produo; 
  - divulgar, atravs de processos modernos de 
comunicao, as 
  informaes tcnicas e cientficas produzidas 
pelo IAPAR.
  Fonte: IAPAR.

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  21. SOLO

  PERFIL DO SOLO. ELEMENTOS DO SOLO.
  CONSERVAO DO SOLO. SOLOS DO PARAN.

  PERFIL DO SOLO

  Solo  o horizonte superficial da crosta 
terrestre onde vivem e 
se fixam os vegetais. Tem grande valor para os 
seres vivos, pois dele 
se nutrem as plantas, base da alimentao dos 
animais e do homem. 
  Cortando-se verticalmente o solo, encontramos 
pelo menos, 
trs diferentes camadas: solo propriamente 
dito, subsolo e rocha 
matriz.
  O solo propriamente dito,  a camada externa 
que contm a
matria orgnica, os minerais transformados e 
os microorganismos. 
O subsolo se encontra logo abaixo e funciona 
como reserva dos 
elementos minerais da camada superficial. A 
rocha matriz, corresponde ao tipo de 
rocha que d origem ao solo.
  Quando os solos resultam da decomposio de 
rochas do
prprio lugar, chamam-se "eluviais" como a 
terra roxa, a terra vermelha e o 
massap. Quando resultam do acmulo de 
materiais transportados pelos ventos, 
rios ou geleiras, chamam-se solos "aluviais".

  ELEMENTOS DO SOLO

  O elemento bsico do solo  o seu mineral 
componente, o qual, 
conforme a natureza das rochas, d origem a 
solos arenosos, argilosos 
e calcrios.
  O elemento responsvel pela fertilidade do 
solo  o humo, 
resultante da decomposio orgnica que ocorre 
em sua superfcie. 
Outros elementos importantes para o solo so os 
de origem qumica 
(Nitrognio, Potssio, Oxignio, Clcio, 
Fsforo, etc.) sem os quais o
crescimento das plantas seria quase impossvel.

  CONSERVAO DO SOLO

  A boa conservao do solo depende das 
tcnicas agrcolas 
empregadas. As queimadas, os desflorestamentos 
indiscriminados e as 
culturas esgotantes so seus maiores inimigos, 
pois perturbam o nvel 
subterrneo das guas, secam as fontes, 
ressecam o solo, destroem os elementos 
teis s plantas e permitem que as chuvas 
arrastem as terras frteis para os 
rios.

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  Com a m conservao do solo, a eroso torna-
se inevitvel, 
particularmente nas regies de solos menos 
resistentes, como  o caso
do arenito Caiu, no noroeste do Paran.
  Conservar o solo no significa deix-lo 
intocvel, mas sim fazer 
uso de recursos racionais que evitem sua 
destruio, tais como:
  - uso de tcnicas evoludas de plantio, como 
as curvas de nveis e os 
terraceamentos;
  - utilizao controlada de adubos;
  - uso de corretivos para os solos cidos;
  - combate sistemtico  eroso.

  SOLOS DO PARAN

  De acordo com as suas origens, os solos do 
Estado do Paran distribuem-se da 
seguinte maneira:

  Solos sedimentares recentes
  Compreendem os solos arenosos e argilosos da 
Plancie 
Litornea e os solos formados pelas guas 
fluviais.

  Solos sedimentares antigos
  Encontram-se em duas regies distintas. A 
primeira, no setor 
norte do Primeiro Planalto, onde os solos  
resultaram  de rochas calcrias. A 
segunda, aparece nos Campos Gerais, com solos 
formados pela 
decomposio de arenitos e folhelhos.

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  Solos de origem cristalina
  Compreendem os solos resultantes da 
decomposio dos granitos e dos gnaisses 
(massap e salmouro). Na maioria dos casos, 
estes solos, encontram-se junto  
Serra do Mar e no setor sul do Primeiro 
Planalto paranaense.

  Solos de origem eruptiva
  So os solos derivados da decomposio dos 
derrames de lavas 
(basaltos) ocorridos em eras passadas. O seu 
tipo mais comum 
denomina-se "terra roxa", sendo encontrado na 
maior parte do Terceiro Planalto.

  Solos arenosos do noroeste
  Resultaram da decomposio do arenito Caiu e 
de rochas 
eruptivas entremeadas com o mesmo. Devido  sua 
pouca 
consistncia so extremamente vulnerveis  
eroso.

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  ATIVIDADES
  I - Responda:
  1) Explique o que  solo.
  2) Qual a importncia do solo?
  3) Explique o que so solos eluviais e 
aluviais.
  4) Quais so as principais camadas que formam 
o solo?
  5) Quais os elementos que compem os solos?
  6) Quais so os principais inimigos do solo?
  7) O que se deve fazer para conservar o solo?
  8) De acordo com a origem como se distribuem 
os solos do Paran?
  9) O que  "terra roxa"?

  II - Pesquise sobre a eroso e suas 
conseqncias.

  LEITURA COMPLEMENTAR

  PRESERVAO DO SOLO AGRCOLA

  Segundo o artigo quarto da Lei Estadual 
nmero 8.014 de 14 de dezembro de 1984 
consideram-se de interesse pblico, enquanto da 
explorao do solo agrcola,
todas as medidas que visem:
  a) Controlar a eroso em todas as suas 
formas;
  b) Sustar processos de desertificao;
  c) Fixar dunas;
  d) Evitar a prtica de queimadas em reas de 
solo agrcola, a no ser em casos 
especiais ditados pelo poder pblico 
competente;
  e) Recuperar, manter e melhorar as 
caractersticas fsicas, qumicas e
biolgicas do solo agrcola;
  f) Evitar assoreamento de cursos d'gua e 
bacias de acumulao;
  g) Adequar a locao, construo e manuteno 
de canais de irrigao e de
estradas em geral aos princpios 
conservacionistas;
  h) Evitar o desmatamento das reas imprprias 
para a agricultura
(preservao permanente) e promover o 
reflorestamento nessas reas caso j 
desmatadas.

  Fonte: ITCF (Atual IAP).

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  22. AGRICULTURA DO PARAN

  CELEIRO AGRCOLA. COOPERATIVISMO. CAF. 
CEREAIS.
  LEGUMINOSAS. PLANTAS INDUSTRIAIS.
  TUBRCULOS E RAZES. FRUTAS. PLANTAS 
HORTENSES

  CELEIRO AGRCOLA

  No Paran, a zona produtora alcana elevados 
ndices de 
produtividade e, em sua estrutura fundiria, 
predominam as pequenas propriedades 
rurais.
  A fertilidade do solo e a topografia 
favorvel transformaram o 
nosso Estado, em poucas dcadas, num dos mais 
importantes 
produtores agrcolas do Brasil. O Paran, 
chamado de "Celeiro 
Agrcola", contribui com cerca de 1/4 da 
produo nacional de alimentos e de 
matria-prima para a agro-indstria.

  COOPERATIVISMO

  O trabalho desenvolvido pelas cooperativas 
agrcolas, tem sido 
fator importante para as atividades agrrias no 
Estado do Paran.
  As cooperativas, em nosso Estado, tomaram 
maior impulso na 
dcada dos anos 60, exercendo papel cada vez 
mais importante na 
consolidao das atividades do meio rural.
  Trabalham com o cultivo de plantas, 
colheitas, armazenagens, 
criao de animais, exportao da produo e 
implantao da agro-
indstria rural. Ainda, atravs de um 
cooperativismo atuante, elas 
prestam assistncia tcnica e do orientao 
para a educao e o 
bem-estar social de seus associados.

  CAF

  Tem sido um dos importantes produtos da 
agricultura 
paranaense. Sua comercializao no exterior 
traz muitas divisas, fato
fundamental para a economia brasileira.
  O cultivo do caf exige clima quente, solo 
permevel profundo, 
e tem, na geada, o seu grande inimigo.
  Principais Microrregies produtoras de caf:
  Umuarama, Paranava, Cornlio Procpio, 
Ivaipor, Campo Mouro, Jacarezinho, 
Londrina e Ibaiti.

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  CEREAIS

  Denominao de alguns vegetais cujas sementes 
(gros) podem 
ser reduzidos  farinha para alimentao.
  Os principais cereais cultivados no Estado 
so: milho, arroz e trigo.

  Milho
  Este cereal  uma gramnea originria da 
Amrica do Sul pois, 
quando Colombo descobriu o Novo Mundo, os 
indgenas j o cultivavam.
  O cultivo do milho apresenta muitas vantagens 
sobre o trigo:  
menos exigente em solo e clima, fornece maior 
variedade de produtos 
e, alm de servir como alimento para o homem, 
tambm serve de sustento aos 
animais.
  No Paran, a plantao de milho tem destaque 
nas seguintes Microrregies:
  Toledo, Francisco Beltro, Cascavel, 
Guarapuava, Pato Branco 
Ponta Grossa, Foz do Iguau e Capanema.

  Arroz
  O arroz , na atualidade, o cereal de maior 
consumo em todo o 
mundo. Seu cultivo se faz em todo territrio 
nacional, o que torna o 
Brasil um grande produtor mundial.
  No Paran, esta cultura se desenvolve com 
predomnio de arroz 
de sequeiro, principalmente nas Microrregies 
de:
   Guarapuava, Cornlio Procpio, Francisco 
Beltro, Paranava, 
Campo Mouro, Ponta Grossa, Jacarezinho e 
Wenceslau Braz.

  Trigo
  Apesar de ser um cereal exigente encontrou, 
em nosso Estado 
condies ecolgicas favorveis ao seu cultivo, 
principalmente nas 
Microrregies de:
  Toledo, Campo Mouro, Cornlio Procpio, 
Goioer, Cascavel, Ponta Grossa, 
Londrina e Porecatu.

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  Ainda da famlia das gramneas temos outros 
cereais como o 
centeio, a cevada e a aveia. Estas trs 
culturas no so muito exigentes 
em solos e cultivam-se depois da colheita do 
trigo.
  Microrregies maiores produtoras:
  Guarapuava, Campo Mouro, Apucarana, 
Cascavel, Prudentpolis, Palmas, Irati e 
Ponta Grossa.

  O sorgo  outro cereal introduzido na 
agricultura paranaense, e 
tem valor como planta forrageira.

  LEGUMINOSAS

  Compreendem as plantas que do frutos em 
forma de vagens, 
onde se encontram as sementes. As mais 
importantes leguminosas 
so: feijo e soja.

  Feijo
  Planta de rpido e fcil cultivo. O Brasil 
produz duas safras por 
ano: a das guas, colhida em dezembro e 
janeiro; a das secas, colhida 
em maro e abril.
  Microrregies maiores produtoras:
  Francisco Beltro, Irati, Prudentpolis, 
Wenceslau Braz, Ponta 
Grossa, Ivaipor, Telmaco Borba e Unio da 
Vitria.

  Soja
  Vegetal originrio da sia (feijo chins), 
adaptou-se facilmente ao clima 
subtropical. Planta das mais cultivadas, deve 
sua 
expanso  grande procura do produto no 
exterior. No mercado 
interno tem aceitao sobretudo na indstria de 
leos alimentcios.
  Os Municpios de maior produo encontram-se 
nas Microrregies de: 
  Toledo, Campo Mouro, Cascavel, Goioer, 
Guarapuava, Foz 
do Iguau, Ponta Grossa e Londrina.

  O tremoo, leguminosa introduzida em nossas 
terras, fornece 
gros comestveis depois de devidamente 
tratados.

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  PLANTAS INDUSTRIAIS

  Pertencem a esta categoria, os vegetais 
cultivados com a 
finalidade de fornecer matria-prima para a 
indstria, como: 
algodo, amendoim, rami, mamona, cana-de-acar 
e fumo.

  Algodo
  Importante riqueza da agricultura paranaense. 
Fornece fibras 
para a indstria de tecidos e sementes para a 
fabricao de leo.
  Destacam-se, na produo algodoeira, as 
Microrregies de: 
  Goioer, Toledo, Umuarama, Cornlio Procpio, 
Campo Mouro, Ivaipor, Astorga 
e Cascavel.

  Amendoim
  As melhores condis de cultivo de amendoim 
so encontradas na regio do 
arenito Caiu.
  Planta oleaginosa de valor industrial  
produzida principalmente nas 
Microrregies de:
  Toledo, Umuarama, Cianorte, Francisco 
Beltro, Campo Mouro, Pato Branco, 
Cascavel e Astorga.

  Rami
  Planta txtil, herbcea nativa da sia, foi 
introduzida no Brasil, 
no incio deste sculo.
  O rami se adapta a qualquer tipo de terreno e 
aos climas tropical 
e subtropical. Fornece fibra de valor, pela 
caracterstica que possui 
de se misturar facilmente com o algodo, a 
seda, a l e o linho.
  A cultura do rami, no Estado do Paran, teve 
incio no 
Municpio de Ura. O cultivo aumentou devido ao 
interesse despertado pela 
indstria txtil paulista e por causa das 
geadas que 
dizimaram os cafezais do Norte do Estado.
  Microrregies maiores produtoras:
  Londrina, Assa, Campo Mouro, Cornlio 
Procpio, Goioer, 
Faxinal, Flora e Porecatu.

  Mamona
  Das sementes da mamona se extrai o leo de 
rcino, muito 
utilizado na indstria. O leo de mamona  
excelente lubrificante, 
com baixo ponto de congelamento, razo pela 
qual  usado em avies  jato e em 
foguetes.

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  O cultivo da mamona aparece, em maior escala, 
nas 
Microrregies de:
  Ivaipor, Umuarama, Pitanga, Goioer, 
Cianorte, Faxinal, 
Campo Mouro e Toledo.

  Cana-de-acar
  Esta gramnea, originria da ndia,  a mais 
antiga lavoura do 
Brasil.
  A cana-de-acar fornece matria-prima para a 
fabricao do 
acar, do lcool, da rapadura, alm de outros 
produtos.
  No Paran, destacam-se pela produo, as 
Microrregies de: 
  Astorga, Jacarezinho, Cianorte, Cornlio 
Procpio, Porecatu, 
Paranava, Campo Mouro e Ivaipor.

  Fumo
  As folhas do fumo ou tabaco, uma vez 
preparadas, servem para 
atender as exigncias de matria-prima dos 
fabricantes de cigarros.
  Merecem destaque, na produo, as 
Microrregies de: 
  Prudentpolis, Irati, Rio Negro, So Mateus 
do Sul, Unio da 
Vitria, Capanema, Foz do Iguau e Francisco 
Beltro.

  Ainda podemos citar, como plantas 
industriais: girassol, giesta,
hortel , estvia, canola e acerola. 
  Das sementes do  girassol, se extrai 
excelente leo para culinria.
Sudoeste e Oeste do Estado tem os maiores 
cultivos.
  A casca dos ramos dagiesta fornece uma fibra 
rgida, utilizada 
na fabricao de vassouras e cordoalhas. Esta 
planta  cultivada no 
Norte do Estado.
  A hortel produz a menta, substncia 
aromtica empregada 
para dar gosto aos doces, pasta dental, 
remdios e outros produtos 
industriais. O seu cultivo se encontra 
principalmente ao longo do vale 
do Rio Iva.
  A estvia, planta de origem sul-americana, 
cresce nas terras do 
Norte e do Oeste do Paran. De suas folhas se 
extrai um adoante trezentas vezes 
mais doce do que o acar de cana.
  A canola  uma planta recentemente 
introduzida no Norte do 
Paran. De seus gros fabrica-se leo de alto 
valor alimentcio.
  O cultivo da acerola vem se expandindo por 
vrios pontos do 
Estado. Seus frutos fornecem alto teor 
vitamnico.

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  TUBRCULOS E RAZES

  Vegetais que fornecem massas nutritivas 
feculentas, originrias 
das partes subterrneas das plantas. No Paran 
destacam-se, pelo 
valor agrcola, a batata e a mandioca.

  Batata
  Planta natural da Amrica do Sul, conhecida e 
cultivada pelos 
incas, necessita de terreno leve, profundo e o 
mais solto possvel.
  Na produo de batata, sobressaem-se as 
Microrregies de: 
  Curitiba, Lapa, Guarapuava, Rio Negro, Ponta 
Grossa, So 
Mateus do Sul, Prudentpolis e Irati. 

  Mandioca
  Tambm  planta originria da Amrica do Sul, 
onde pode ser 
encontrada at em estado selvagem. Os indgenas 
foram os primeiros 
povos a cultivar a mandioca como alimento e 
para o preparo de 
bebidas estimulantes.
  Existem duas variedades de mandioca: a mansa 
(aipim) e a 
brava. Esta ltima  imprpria para a 
alimentao em seu estado 
natural, por ser venenosa. Porm, devidamente 
preparada, fornece a 
farinha de mandioca.
  Principais Microrregies produtoras:
  Toledo, Paranava, Cianorte, Francisco 
Beltro, Cascavel, 
Campo Mouro, Foz do Iguau e Capanema.

  FRUTAS

  A fruticultura constitui importante ramo da 
agricultura. O 
Brasil, graas ao seu clima, produz grande 
variedade de frutas, particularmente 
as tropicais.
  No Paran, destacamos as produes de: 
laranja, banana, ma, 
pssego e uva.

  Laranja
  O Municpio de Cerro Azul, "Capital da 
Laranja", e o Municpio 
de Paranava, destacam-se no Estado, como 
produtores de laranja.
  Principais Microrregies produtoras:
  Cerro Azul, Paranava, Francisco Beltro, 
Capanema, Pato 
Branco, Cornlio Procpio, Foz do Iguau e 
Toledo.

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  Banana
  Planta de clima quente tem, nos Municpios de 
Morretes e 
Guaratuba, seus maiores produtores.
  Microrregies maiores produtoras:
  Paranagu, Francisco Beltro, Capanema, Cerro 
Azul, Wenceslau Braz, Toledo, 
Cornlio Procpio e Ivaipor.

  Ma
  Desenvolve-se em clima ameno do tipo 
subtropical. O seu 
cultivo tem aumentado nos ltimos anos, com as 
melhorias das 
tcnicas de produo.
  Destacam-se as Microrregies de:
  Guarapuava, Palmas, Lapa, Jaguariava, Rio 
Negro, Londrina, 
Ponta Grossa e Curitiba.

  Pssego
  Na produo de pssego, sobressaem os 
Municpios situados na 
parte sul da rea metropolitana da cidade de 
Curitiba (Araucria, 
Contenda e So Jos dos Pinhais).
  As principais Microrregies produtoras do 
Estado so:
  Curitiba, Francisco Beltro, Irati, Lapa, 
Guarapuava, Rio 
Negro, Londrina e Pato Branco.

  Uva
  Com a introduo e o aprimoramento de novas 
espcies, o
cultivo da uva vem se desenvolvendo ultimamente 
em terras paranaenses. Londrina 
destaca-se na produo de uvas das variedades 
"moscatel" e "itlia".
  A produo  maior nas Microrregies de:
  Maring, Londrina, Assa, Curitiba, 
Apucarana, Francisco 
Beltro, Capanema e Cornlio Procpio.

  Outras frutas cultivadas no Estado do Paran 
so: abacate, 
abacaxi, ameixa, caqui, figo, limo, mamo, 
melancia, melo, nectarina, pera e 
tangerina.

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  PLANTAS HORTENSES 
  Alm dos produtos agrcolas estudados, o 
Paran tambm 
produz legumes e assemelhados. Merecem destaque 
pelo valor 
econmico: a cebola, o alho e o tomate.
  Principais Microrregies produtoras:
  Cebola: Curitiba, Prudentpolis, Irati, Ponta 
Grossa, Rio 
Negro, Wenceslau Braz e Jaguariava.
  Alho: Wenceslau Braz, Jaguariava, Maring, 
Assa, Toledo 
Curitiba, Ivaipor e Apucarana.
  Tomate: Curitiba, Wenceslau Braz, Apucarana, 
Londrina, 
Assa, Paranagu, Cerro Azul e Porecatu.

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  ATIVIDADES
  I - Responda:
  1) Como  formada a zona agrcola no Paran?
  2) Qual a razo do Paran ser chamado de 
"Celeiro Agrcola" do Brasil?
  3) Qual a importncia econmica do caf?
  4) Qual o valor do cooperativismo agrcola 
para o Estado do Paran?
  5) Quais so os cereais mais importantes da 
agricultura paranaense?
  6) Faa um resumo sobre as leguminosas 
produzidas no Paran
  7) Quais as plantas industriais que merecem 
destaque em nossa agricultura '
  8) Qual o produto agrcola mais antigo da 
lavoura brasileira?
  9) Quais so os tubrculos e as razes 
produzidas pela agricultura do Paran
  10) Qual a razo do Brasil produzir grande 
variedade de frutas ?
  11) Faa um resumo sobre as frutas produzidas 
pelo Paran.

  LEITURA COMPLEMENTAR

  A soja  utilizada no Extremo Oriente h 
cinco mil anos. Um quilo de soja 
 equivale a dois quilos de carne da melhor 
qualidade; ou a duas dzias de ovos 
 ou ainda, a um quilo e meio de queijo. Ela 
contm 37 por cento de protenas.
  Segundo a lenda, o caf  originrio da 
Etipia, pas da frica Oriental, 
onde,
 ainda, vegeta em estado natural. Suas 
propriedades como bebida foram 
descobertas por um pastor rabe, ao notar que 
suas cabras ficavam mais ativas ao 
comerem
 determinado arbusto. Colhendo frutas e flores, 
fez uma infuso de agradvel 
 sabor que logo se expandiu e ficou conhecida 
como caf.

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  23. PECURIA NO PARAN

  O REBANHO. OUTRAS ATIVIDADES CRIATRIAS.

  O REBANHO
  O Paran ocupa lugar de destaque na pecuria 
nacional, graas 
a qualidade de seu rebanho.
  Nossa criao de gado desenvolve-se devido 
aos seguintes fatores:
  - condies climticas favorveis;
  - extensas reas planas do noroeste 
paranaense;
  - existncia de pastos naturais (Campos 
Gerais, Campos de Guarapuava, Campos 
de Palmas e Campos de Castro);
  - cultivo de plantas forrageiras em reas 
agrcolas esgotadas;
  - incentivos governamentais;
  - existncia de mercados consumidores.
  A pecuria paranaense desenvolve, 
principalmente, a bovinocultura e a 
suinocultura.

  Bovinocultura
  Trata da criao de gado para corte e 
leiteiro. Na criao para 
corte, sobressaem as raas Gir, Nelore, Guzer, 
Simental, Canchim,
Chianina e Charols.
  Estas raas so encontradas, em maior nmero, 
nas 
Microrregies de:
  Paranava, Umuarama, Astorga, Cascavel, 
Toledo, Campo Mouro, Cianorte e 
Ivaipor.
  Na criao de gado leiteiro predomina a raa 
holandesa preta e 
branca, encontrada nos campos ( Ponta Grossa , 
Castro, Palmeira 
e Lapa), nos arredores de Curitiba, no Norte e 
Oeste do Paran. Em 
Carambe existe um dos maiores conjuntos de 
gado leiteiro do Pas.

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  Suinocultura
  Trata da criao o de porcos predominando, em 
nosso Estado, as 
raas Landrace, Canastra e Duroc.
  As maiores criaes de sunos esto nas 
seguintes 
Microrregies:
  Toledo, Cascavel, Guarapuava, Francisco 
Beltro, Foz do 
Iguau, Curitiba, Ivaipor e Ponta Grossa.

  Em plano de menor destaque aparecem rebanhos 
de: eqinos, 
ovinos, caprinos, muares e bubalinos (bfalos).

  OUTRAS ATIVIDADES CRIATRIAS

  No meio rural e nas periferias urbanas, 
encontramos outras 
atividades ligadas s criaes de animais, tais 
como: avicultura (aves), 
apicultura (abelhas), cunicultura (coelhos) e 
sericicultura (bicho-da-
seda).
  Destas atividades, a mais importante,  a 
avicultura que trata da 
criao de aves para obteno de carnes e ovos. 
Pertencem a esta 
atividade, a criao de galinceos (galinhas, 
frangos e perus) e de 
palmpedes (patos, marrecos e gansos).
  Microrregies que se destacam na criao de 
aves:
  Toledo, Francisco Beltro, Curitiba, 
Cascavel, Pato Branco, 
Ponta Grossa, Jaguariava e Wenceslau Braz.

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  ATIVIDADES
  - Responda:
  1) Quais so os fatores que contribuem para a 
criao de gado em nosso
Estado?
  2) O que  bovinocultura?
  3) Quais so as raas bovinas criadas no 
Paran?
  4) Onde  feita a criao de bovinos no 
Paran?
  5) Quais as raas sunas mais encontradas no 
Estado?
  6) Onde se pratica em maior escala a 
suinocultura?
  7) Quais so os outros rebanhos que aqui se 
encontram?
  8) O que  avicultura?
  9) Do que tratam a apicultura, a cunicultura 
e a sericicultura?

  II - Visite, na primeira oportunidade, uma 
exposio agropecuria.

  LEITURA COMPLEMENTAR

  No Brasil, por suas condies de solo e 
clima, os bovinos podem se 
 reproduzir durante o ano inteiro, embora haja 
pocas mais favorveis, devido as 
 melhores condies das pastagens.
   no inverno que elas apresentam o seu menor 
valor alimentcio porque as 
 forrageiras se tornam muito "lenhosas", devido 
ao maior teor de celulose nelas 
 contido. Por esse motivo,  justamente nessa 
quadra do ano que a produo 
 animal sofre uma enorme queda em seu volume, 
quando providncias adequadas 
 no so tomadas.
  Para suprir essa deficincia dos pastos, os 
criadores bem orientados lanam 
 mo de capineiras, da fenao e da silagem, 
alm de raes suplementares de 
 concentrados (tortas, farelos e cereais em 
gro).

  Fonte: Ministrio da Agricultura.

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  24. INDSTRIA
  TIPOS. INDSTRIAS DO PARAN.

  TIPOS

  A indstria pode ser classificada em dois 
tipos principais: a 
extrativa e a de transformao.
  Extrativa
  Extrai produtos da natureza, portanto visa 
to somente a 
obteno de matria-prima mineral, vegetal e 
animal.

  Transformao
  Transforma a matria-prima em artigos de 
consumo, sendo 
tambm denominada indstria fabril.
  Muitos fatores vm contribuindo para a 
industrializao crescente em nosso 
Pais, quais sejam:
  - existncia de matria-prima em grande 
quantidade;
  - construo de usinas hidreltricas;
  - expanso do mercado consumidor interno.
  - exportao para o exterior;
  - incentivos fiscais governamentais.

  INDSTRIAS DO PARAN
  Nosso parque industrial est voltado, 
principalmente, para a 
agro-indstria, para o extrativismo vegetal e 
mineral e, mais recentemente, para 
a indstria de bens de consumo.
  Muitas Prefeituras tm estimulado a 
instalao de parques 
industriais em seus Municpios, como a Cidade 
Industrial de Curitiba, 
Distrito Industrial Botuquara em Ponta Grossa, 
Cidade Industrial de 
Maring, Distrito Industrial de Londrina, 
Distrito Industrial de Cascavel, 
Distrito Industrial Guaratu em Guarapuava, 
Centro Industrial 
de Araucria, Centro Industrial de Francisco 
Beltro e outros.
  O Estado do Paran possui vrios tipos de 
indstrias, tais como:
produtos de base agrria; transformao da 
madeira; transformao 
mineral; petroqumica; produtos metalrgicos e 
mecnicos; artigos 
eletrodomsticos; produtos eletrnicos; txtil 
e de vesturio; artigos de 
cermica; artigos de couro, pele e l.

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  Produtos de base agrria
  Dentre estes produtos temos: derivados da 
farinha, laticnios, acar e 
lcool, leos e gorduras vegetais, derivados da 
carne, banha e toucinho, bebidas 
e frutas.
  Da farinha fabricam-se massas, biscoitos e 
bolachas. A maior concentrao 
desta indstria est em Curitiba, muito 
conhecida pela qualidade de seus 
produtos.
  O milho industrializado fornece o fub e a 
canjica e, juntamente com a soja, 
produz rao para animais.
  Os laticnios so produzidos por cooperativas 
como as que so encontradas 
em Carambe, Castrolanda, Witmarsum, Londrina, 
Curitiba, Maring e no Oeste do 
Estado.
  Usinas destinadas  produo de acar e 
lcool, distribuem-se 
  por vrios locais como Bandeirantes, 
Porecatu, Jacarezinho, So Tom, Cidade 
Gacha, etc.
  Indstrias de leos e gorduras vegetais 
localizam-se em Ponta Grossa, Maring, 
Londrina e Cascavel.
  Derivados da carne; banha e toucinho so 
industrializados por frigorficos 
localizados no Extremo Oeste (Medianeira, 
Toledo e Cascavel), no Sudoeste 
Paranaense, (Pato Branco e Francisco Beltro), 
no Norte e Noroeste do Estado 
(Londrina, Maring e Paranava), em Ponta 
Grossa e em Curitiba.
  Quanto s bebidas destacamos: a aguardente 
produzida em Morretes; a cerveja 
fabricada em Curitiba, Londrina e Ponta Grossa; 
o malte industrializado em Entre 
Rios; o vinho produzido em Colombo, Campo Largo 
e Curitiba; o mate com suas 
fbricas de beneficiamento em Curitiba; os 
refrigerantes produzidos em Curitiba, 
Londrina, Maring e Cascavel; caf solvel 
industrializado em Londrina e 
Cornlio Procpio; a gua mineral produzida em 
Campo Largo, Almirante Tamandar, 
Cornlio Procpio e Londrina.
  Os derivados de frutas favorecem a indstria 
ligada  produo de gelias, 
sucos, compotas e doces em geral.

  Transformao da madeira
  A madeira proporciona a fabricao de mveis, 
esquadrias (portas e panelas), 
compensados, caixas, chapas de aglomerados, 
lambris, parquetes, cabos de 
vassouras, fsforos, papel e papelo.
  Os Municpios de Telmaco Borba, Jaguariava 
e Arapoti ocupam lugar de 
destaque na fabricao de papel e papelo.

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  Transformao mineral
  Os minerais no metlicos so os mais 
industrializados no 
Estado do Paran. Merece destaque o calcrio, 
matria-prima que 
empregada na fabricao de cimento, cal e 
corretivos para os solos 
agrcolas.
  A maioria das indstrias derivadas do 
calcrio, esto localizadas no Municpio 
de Colombo e, principalmente, ao longo da 
Rodovia dos Minrios, nos Municpios 
de Almirante Tamandar, Itaperuu e Rio Branco 
do Sul.

  Petroqumica
  A Petrobrs possui, em nosso Estado, a 
Refinaria Getlio Vargas (REPAR), que 
se encontra instalada em Araucria, onde o 
petrleo  refinado. No mesmo local se encontra 
a Petrofrtil,
unidade industrial destinada a fabricar amnia 
e uria.
  Outra unidade industrial da Petrobrs, no 
Paran,  a Usina do 
Xisto, construda em So Mateus do Sul, com 
produo de leo, gs 
e enxofre.

  Produtos metalrgicos e mecnicos
  As indstrias metalrgicas e mecnicas 
produzem, no Estado do Paran, veculos 
motorizados,mquinas agrcolas, mquinas para 
beneficiamento da madeira, 
motores, m quinas de costura, cofres, artigos 
de alumnio, trefilados, aos, 
ferros e chapas metlicas.
  A fabricao de caminhes, nibus e 
automveis  feita na Cidade Industrial de 
Curitiba, com destaque para a fbrica da Volvo.
  A cidade de Ponta Grossa, sobressai na 
fabricao de mquinas utilizadas em 
setores industriais, como o de beneficiamento 
da madeira.
  Na Ponta do Poo, em Pontal do Sul, 
constroem-se plataformas 
martimas destinadas s pesquisas petrolferas.

  Artigos eletrodomsticos
  Compreendem os aparelhos eltricos de. uso 
caseiro. Em 
Curitiba, existem fbricas de refrigeradores, 
liqidificadores, ventiladores, 
climatizadores, secadoras, etc.

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  Produtos eletrnicos
  A mais expressiva evidncia do avano 
tecnolgico da 
eletrnica est na fabricao de aparelhos e 
materiais destinados s 
comunicaes.
  Na Cidade Industrial de Curitiba existem 
fbricas de telefones, 
cabos eletrnicos, antenas e vdeo-tapes.

  Txtil e de vesturio
  Nas cidades do Norte como Londrina, Assa e 
Ura, existe o 
beneficiamento primrio das fibras do rami e do 
algodo, destinados 
 fabricao de tecidos.
  A confeco de roupas aparece, 
principalmente, em Curitiba, 
Maring, Londrina, Cianorte, Imbituva, 
Guarapuava, Apucarana, 
Ponta Grossa, Goioer, Cascavel, Pato branco e 
Francisco Beltro.

  Artigos de cermica
  Existem, no Paran, fbricas de louas, 
azulejos, pisos, vasos, 
telhas e tijolos.
  Campo Largo  o Municpio que se destaca na 
indstria cermica, onde se 
fabrica porcelana de fina qualidade.

  Artigos de couro, pele e l.
  A indstria paranaense de couro fabrica 
malas, bolsas, cintos, 
carteiras, bolas e outros artigos de uso 
pessoal. As malas produzidas 
em Curitiba tm fama mundial pela qualidade que 
apresentam.
  Os artigos de pele e l so empregados, 
principalmente, na 
fabricao de peas para vesturio.
  Os produtos de couro, pele e l so 
produzidos em Curitiba, 
Apucarana, Londrina, Arapongas, Maring e 
Guarapuava.

  Muitas outras indstrias podem ser 
encontradas no Paran, tais 
como: pianos, plsticos, botes, sabes, 
cigarros, artigos esportivos, 
equipamentos mdico-hospitalares, artesanato de 
vime, etc.

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  ATIVIDADES

 - Responda:
  1) Como podem ser classificadas?
  2) Quais os fatores que contribuem para a 
industrializao?
  3) A que se deve o desenvolvimento industrial 
paranaense?
  4) Quais so os principais parques 
industriais do Estado do Paran?
  5) Quais so os nossos produtos de base 
agrria?
  6) Cite os produtos derivados da madeira.
  7) Quais os produtos industriais resultantes 
do calcrio?
  8) Quais as unidades industriais que a 
Petrobrs possui no Paran ?
  9) Cite os produtos metalrgicos e mecnicos.
  10) Onde so fabricados os veculos 
motorizados?
  11) O que produz a indstria de 
eletrodomsticos?
   12) Quais so os produtos eletrnicos 
produzidos na Cidade Industrial de
Curitiba?
  13) Quais so as fibras vegetais usadas pela 
indstria txtil?
  14) Como se apresenta nossa indstria 
cermica?
  15) O que produzem as indstrias de couro, 
pele e l?

  LEITURA COMPLEMENTAR

  A Cidade Industrial de Curitiba fica nas 
adjacncias do Rio Barigi, em rea
delimitada em consonncia em o zoneamento 
urbano da Capital.
  Topografia adequada, disponibilidade de gua, 
facilidade de drenagem e,
especialmente, posio favorvel em relao aos 
ventos dominantes, indicaram
essa rea como a mapas favorvel para a 
implantao de indstrias.
  Apresenta outras importantes vantagens:
  - disponibilidade de matrias-primas, 
tradies e estabilidade de mo-
de-obra;
  - disponibilidade de mercados locais;
  - existncia de um setor de servios 
especializados;
  - confluncias de redes rodoferrovirias 
(rpido acesso ao ponto de Paranagu 
e ampla comunicao com So Paulo e extremo 
sul);
  abundncia de energia eltrica e o mais 
desenvolvido sistema de 
telecomunicaes do Pas.
  A implantao da Refinaria e do Complexo 
petroqumico da Petrobrs, nas 
proximidades da Cidade Industrial, constitui 
tambm um fator positivo para a 
instalao de indstrias complementares.
  Fonte: URBS.

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  25. TRANSPORTES E COMUNICAO

  MEIOS E VIAS TRANSPORTES NO PARAN
  COMUNICAES NO PARAN.

  MEIOS E VIAS

  Para podermos transportar pessoas e 
mercadorias, utilizamo-nos dos meios e das 
vias de transportes.
  Os meios utilizados para tal fim so os mais 
diversos como automvel, nibus, 
caminho, trem, avio, navio e os prprios 
animais.
  As vias utilizadas para os transportes podem 
ser: terrestres,
areas e aquticas. Fazem parte das terrestres 
os caminhos, as rodovias e as 
ferrovias. As reas utilizam-se das camadas 
atmosfricas para estabelecer suas 
rotas. As aquticas renem as vias fluviais, 
martimas e lacustres.
  A construo de estradas de rodagem, no 
Brasil, tomou maior impulso a partir 
do ano de 1920, com o aparecimento do automvel 
no Pas.
  O surto ferrovirio brasileiro deu-se a 
partir da metade do sculo XIX, 
prolongando-se at a segunda dcada do sculo 
seguinte.
O declnio das estradas de ferro no Brasil, foi 
ocasionado pelo excessivo uso do 
automvel, do nibus e do caminho.
  O transporte areo  ideal para as grandes 
distncias e para transportar 
produtos de valor, razes pelas quais torna-se 
til ao nosso Pas. 
  O transporte hidrovirio tem importncia pela 
quantidade de carga que 
transporta e pelo seu baixo custo operacional.

  TRANSPORTES NO PARAN
  Rodovias
  A malha rodiviria do Estado do Paran  
formada por rodovias: federais, 
estaduais, estaduais transitrias e municipais.
  As federais identificam-se pelo smbolo BR e 
seguem as diretrizes 
estabelecidas no Plano Nacional de Viao do 
Ministrio dos Transportes. Segundo 
esse plano classificam-se em rodovias: 
Radicais, Longitudinais, Transversais, 
Diagonais, Ligaes e Acessos.

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  RODOVIAS FEDERAIS NO ESTADO DO PARAN
  Longitudinais 
  BR -101
  BR -116
  BR -153
  BR-158
  BR-163
  Transversais
  BR  272
  BR  277
  BR - 280
  Diagonais
  BR  369
  BR 373
  BR  376
  Ligaes e Acessos
  BR 469
  BR 476
  BR 487

  BR-101- Acompanha o litoral brasileiro, desde 
o Rio Grande do Norte at o Rio 
Grande do Sul. Em nosso Estado seu traado 
prev a passagem por Guaraqueaba, 
Antonina,
Morretes e pelos fundos da baa de Guaratuba.
  BR-116 - Denominada Rgis Bittencourt, liga 
So Paulo a Curitiba, e onde segue 
para a cidade de Rio Negro.
  BR 153 - Conhecida como Transbrasiliana, 
penetra no Paran por
Marques dos Reis. Seguindo para o sul, passa 
por vrias cidades como 
Jacarezinho, Santo Antnio da Platina, 
Conselheiro Mairinck, Ibaiti, Tibagi, 
Irati,Rebouas, Rio Azul, Mallet, Paulo 
Frontin, Unio da Vitria e General 
Carneiro.
  BR 158 - Entra, no Estado do Paran, pelo 
Porto Angelim no Rio
Paranapanema. Segue para as cidades de So Joo 
do Caiu, Tamboara, Peabiru, 
Campo Mouro, Roncador, Laranjeiras do Sul, 
Chopinzinho, Coronel Vivida, Pato
Branco e Vitorino.
  BR 163 - Corta as terras do oeste paranaense, 
passando pelas cidades de 
Guara, Marechal Cndido Rondon e Toledo. No 
sudoeste passa pelas cidades de 
Capanema, Planalto, Prola do Oeste, Pranchita, 
Santo Antnio do Sudoeste e 
Barraco.
  BR 272  Seu traado leste-oeste passa por 
Siqueira Campos, Tomazinha, 
Figueira, Faxinal, Campo Mouro, Goioere, 
Ipor, Francisco Alves e Guara.
  BR 277  Ramal brasileiro da Rodovia 
Panamericana, liga Paranagu com Foz do 
Iguau. Importantes cidades se localizam em seu 
trajeto como Curitiba, Campo 
Largo, Palmeira, Irati, Guarapuava, Laranjeiras 
do Sul, Cascavel, Matelndia, 
Medianeira e outras.

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  BR-280 - Tem incio na BR -153 no Municpio 
de General Carneiro.
Passa por cidades do sul e do sudoeste como 
Palmas, Clevelndia, Maripolis, 
Renascena, Marmeleiro, etc.
  BR-369 - Comea no Norte Velho do Estado, 
dirigindo o seu traa do para oeste 
e sudoeste. Esta rodovia, a mais importante da 
regio, passa pelas cidades de 
Cambar, Andir, Bandeirantes, Cornlio  
Procpio, Londrina, Arapongas,
Apucarana, Jandaia do Sul, Campo Mouro, 
Ubirat, Corblia e Cascavel.
  BR-373 - Dois trechos desta rodovia esto 
concludos no Paran. O primeiro vai 
de Ponta Grossa  localidade de Relgio no 
Municpio de Prudentpolis, onde se 
encontra com a BR- 277. O segundo vai da 
localidade de Trs Pinheiros,
tambm na BR - 277, at o encontro com a BR - 
280, no Sudoeste Paranaense.
  BR-376 - Conhecida como Rodovia do Caf, 
entra no Paran, pelo Municpio de 
Diamante do Norte, seguindo em direo sudeste. 
Passa por importantes cidades 
como Paranava, Nova Esperana, Maring, 
Mandaguari, Apucarana, Califrnia, 
Ortigueira e Ponta Grossa. Em So Luiz do 
Purun, a BR - 376, se encontra com a 
Rodovia Panamericana seguindo at Curitiba. Da 
Capital paranaense vai  Santa 
Catarina (estrada de Joinville) atingindo a BR-
101 em Garuva.
  As rodovias classificadas como Ligaes e 
Acessos, ligam pontos importantes, 
de duas ou mais rodovias, ou servem de acessos 
s cidades, aos terminais 
tursticos, aos terminais martimos e fluviais.
  Uma destas rodovias  a BR - 476, conhecida 
como Estrada da Ribeira. Ela vem 
do Estado de So Paulo para Curitiba, de onde 
segue, com a denominao de 
Estrada do Xisto, para a Lapa e So Mateus do 
Sul.
  As rodovias estaduais, foram delineadas pelo 
Departamento de Estradas de 
Rodagem, da Secretaria de Transportes do Estado 
do Paran. A classificao  
feita  semelhana das rodovias federais em: 
Radiais, Longitudinais, 
Transversais, Diagonais, Ligaes e Acessos.
  A identificao, se faz pela Sigla PR, 
anteposta ao nmero da rodovia.

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  RODOVIAS TRONCOS DO SISTEMA RODOVIRIO 
ESTADUAL
  Radiais 
  PR - 082
  PR - 090
  PR - 092
  Longitudinais
  PR  151
  PR  160
  PR - 170
  PR - 180
  PR - 182
  Transversais
  PR - 218
  PR - 239
  PR - 281
  Diagonais
  PR - 317
  PR - 323
  PR  340
  PR  364

  PR 082 - Planejada, como as demais rodovias 
radiais, para fazer a ligao da 
Capital com importantes pontos extremos do 
Estado. Esta rodovia procura atingir 
o noroeste, passando por cidades como Fnix, 
Quinta do Sol, Engenheiro
Beltro, Terra Boa, Cianorte, Indianpolis, 
Rondon, Cidade Gacha e Icarama.
  PR 090 - Chamada Estrada do Cerne, fez a 
primeira ligao entre o Norte do 
Estado e a cidade de Curitiba. Foi construda 
no governo de Manoel Ribas e 
inaugurada em 1940. De Curitiba segue para 
Pira do Sul, Curiva e So Jernimo
da Serra, de onde continua at Porto Alvorada, 
no Rio Paranapanema.
  PR 092 - Possui dois trechos concludos. O 
primeiro  liga, pela
Rodovia dos Minrios, Curitiba com Rio Branco 
do Sul e Cerro Azul. O segundo, 
denominado Rodovia Parigot de Souza, vai de 
Jaguariava at Santo Antnio da 
Platina.
  PR 151- Seu principal trecho concludo, 
permite ir de Ponta Grossa 
ao Estado de So Paulo, pela regio de Itarar, 
passando 
por Castro, Pira do Sul, Jaguariava e Sengs. 
Da cidade de Ponta Grossa  
dirige-se para o sul passando por palmeira, So 
Joo do Triunfo e So Mateus do 
Sul.
  PR 160 o No plano estadual se estende de 
norte para o sul, tendo alguns 
trechos concludos como em Congoinhas, Cornlio 
Procpio, Lepolis e Sertaneja.
  PR 170  Tambm tem sentido norte-sul. Quando 
concluda ligar vrias cidades 
como Porecatu, Rolndia, Apucarana. Guarapuava, 
Pinho e Bituruna.
  180  O traado desta rodovia longitudinal, 
prev a sua  passagem num eixo 
onde se encontram cidades como Terra Rica, 
Guairaa, Amapor, Cruzeiro do Oeste, 
Goier, Cascavel, Francisco Beltro e 
Renascena.

  Pgina 169

  PR 182 - Em sua extenso total dever ligar, 
entre outras, cidades 
como Diamante do Norte, Nova Londrina, Loanda, 
Prola, Ipor, Palotina, Toledo, Cascavel e 
Capito 
Lenidas Marques.
  PR 218 - Tem sentido leste-oeste, prevendo-se 
a sua passagem por 
cidades como Carlpolis, Joaquim Tvora, 
Ribeiro do 
Pinhal, Sabudia, Astorga, Atalaia, Nova 
Esperana e outras.
  PR-239 - Comea junto a BR - 376, 
direcionando-se para Reserva, 
Pitanga, Nova Cantu, Nova Aurora, at atingir 
Assis Chateaubriand e Marechal 
Cndido Rondon.
  PR-281- Seu principal trajeto se encontra no 
sul e no sudoeste do 
Estado, passando por cidades como Mangueirinha, 
Chopinzinho, So Joo, Dois Vizinhos, Salto do 
Lontra, 
Santa Isabel do Oeste, Realeza e Planalto.
  PR-317 - Da cidade de Maring, esta rodovia 
segue em duas 
Direes. Para o norte, at atingir o Rio 
Paranapanema, no 
Municpio de Santo Incio. Para o sul, passando 
por 
Floresta, Engenheiro Beltro, Peabiru, 
Janipolis e Formosa do Oeste.
  PR-323 - Importante rodovia do norte e 
noroeste do Estado. Liga as 
cidades como Maring, Cianorte, Tapejara, 
Cruzeiro do 
Oeste, Umuarama e Ipor.
  PR - 340 - Rodovia de sentido diagonal tem 
traado previsto de Antonina at 
Jardim Olinda. Em seu trajeto incluem-se 
cidades como Cerro Azul, Castro, 
Tibagi, Marilndia do Sul e Jaguapit.
  PR - 364 - Fazem parte de seu projeto, entre 
outras, as cidades de So 
Mateus do Sul, Incio Martins, Guarapuava, 
Palmital, 
Campina da Lagoa, Assis Chateaubriand, Palotina 
e Guara.
  Ainda, no mbito das rodovias estaduais, 
existem centenas de Ligaes e 
Acessos importantes, como por exemplo:
  PR  407  Dirige-se aos principais 
balnerios paranaenses sendo, por isto, 
chamada de Estrada das Praias.
  PR  410  Conhecida como Estada da Graciosa, 
 a mais antiga rodovia do 
Paran. Dirige-se de Curitiba para o Litoral 
passando pela serra do Mar.
  PR  412  D acesso ao balnerio de 
Guaratuba, a partir de Garuva em Santa 
Catarina. Prolonga-se pelo nosso litoral at 
atingir as praias de Pontal do Sul.

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  PR - 444 - Moderna rodovia construda entre 
Arapongas e Mandaguari. Seu 
traado serviu para desafogar o intenso trfego 
entre as cidades de Maring e 
Londrina.
PR 445 - Esta rodovia  conhecida como Celso 
Garcia Cid. Comea 
em Mau junto  Rodovia do Caf, de onde vai a 
Londrina.
Depois prolonga-se at Bela Vista do Paraso e 
Primeiro 
de Maio.
PR - 508 - Comea junto  BR - 277, na 
localidade de Alexandra, no 
Municpio de Paranagu, indo at Matinhos.

  Rodovias Estaduais Transitrias 
  As rodovias transitrias so aquelas cujos 
traados coincidem 
com as rodovias planejadas pelo Governo 
Federal, mas, so executadas e mantidas 
pelo Governo do Estado.
  Essas rodovias se identificam pelos mesmos 
nmeros das 
rodovias federais, precedidos pelas letras 
maisculas PR T 

  Ferrovias
  O Estado do Paran possui cerca de 2.000 
quilmetros de 
estradas de ferro que, juntamente com o Estado 
de Santa Catarina, 
formam a Superintendncia Regional de Curitiba, 
pertencente  
Rede Ferroviria Federal.
  Os dois principais centros ferrovirios 
paranaenses so as 
cidades de Curitiba e Ponta Grossa.
  Curitiba liga-se aos portos de Paranagu e 
Antonina por famosa 
estrada de ferro, inaugurada em 1885. Tambm de 
Curitiba partem 
estradas de ferro para Ponta Grossa, Rio Negro 
e, um pequeno ramal, 
para Rio Branco do Sul. 
  Saindo de Ponta Grossa para o norte, a 
estrada de ferro atinge 
Jaguariava onde se divide em dois ramais: o do 
Norte Pioneiro e o de So 
Paulo.O ramal de Guarapuava, de onde se 
prolonga pela Ferroeste at a 
cidade de Cascavel, e ainda com extenso 
prevista at Guara.

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  O denominado Tronco Sul, construdo no 
Paran, vem de 
Itapeva (So Paulo). Penetra em nossas terras 
pelas serras do Tigre 
e Paranapiacaba e, em seguida, pelo vale do Rio 
Pitangui, atinge a 
cidade de Ponta Grossa. Da dirige-se para 
Caiacanga, localidade 
prxima do entroncamento ferrovirio de 
Engenheiro Bley, no 
Municpio da Lapa, de onde segue at a cidade 
de Rio Negro.
  Outra ferrovia importante  a Estrada de 
Ferro Central do Paran, que liga 
Ponta Grossa a Apucarana, encurtando em 300 
quilmetros as ligaes do Norte do 
Estado com o porto de Paranagu.

  Vias areas
  Linhas areas ligam o Paran aos grandes 
centros do Pas. Nossos principais 
aeroportos so: o de Afonso Pena, localizado no 
Municpio de So Jos dos 
Pinhais, que atende  a regio de Curitiba; os 
de Londrina e Maring no Norte do 
Estado; e os de Foz do Iguau e Cascavel, que 
atendem o Oeste e o Sudoeste 
paranaense. Os aeroportos de Curitiba e Foz do 
Iguau so internacionais.

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  Hidrovias
  O Paran est ligado ao Brasil e ao exterior 
pelos portos de 
Paranagu e Antonina.
  O Porto de Paranagu foi oficialmente 
inaugurado, em 1935, 
no governo de Manoel Ribas. Conta com mais de 
2.500 metros de 
cais acostveis, alm de possuir cais para 
inflamveis, construdo no 
bairro do Rocio.
  Servios de barcos servem os habitantes das 
vilas e povoados 
que se encontram nas ilhas e s margens da baa 
de Paranagu. Uns 
partem para a Ilha do Mel, outros para 
Guaraqueaba, outros ainda 
para Canania e Iguape no Estado de So Paulo, 
utilizando-se do 
canal do Varadouro.
  Servios de ferry-boat so feitos na 
travessia da baa de 
Guaratuba, ligando a cidade do mesmo nome a 
Caiob.
  O transporte fluvial  feito em maior escala 
no Rio Paran, 
ligando o nosso Estado com So Paulo e Mato 
Grosso do Sul.

  COMUNICAES NO PARAN

  Possumos um dos mais modernos sistemas de 
telecomunicaes do Brasil, sob a 
responsabilidade da "Telecomunicaes do Paran 
S.A." (TELEPAR). Atravs dela, 
todas as regies paranaenses esto interligadas 
 rede estadual, brasileira e 
internacional de telefonia, televiso, etc.

  ATIVIDADES
  I  Responda:
  1) Quais so os meios utilizados nos 
transportes?
  2) Como podem ser divididas as vias de 
transporte?
  3) O que contribuiu para o desenvolvimento do 
transporte rodovirio no 
Brasil?
  4) A partir de quando ocorreu o surto 
ferrovirio brasileiro?
  5) Qual o valor do transporte areo?
  6) Qual a importncia do transporte 
hidrovirio?
  7) Quais as rodiovias federais e estaduais 
mais importantes do Estado do 
Paran?
  8) Quais so os principais centros 
ferrovirios do Paran?
  9) Cite as principais ferrovias paranaenses.
  10) Cite os principais aeroportos de nosso 
Estado.
  11) Quais so os portos martimos 
paranaenses?
  12) Como se apresentam as comunicaes no 
Paran?

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  LEITURA COMPLEMENTAR

  PRIMEIROS CAMINHOS DO PARAN

  "Caminho do Peabiru" - antigo caminho 
transcontinental traado no sentido 
leste-oeste. Antes do descobrimento do Brasil j  
era utilizado pelas populao 
indgenas. Partia do litoral paulista (So 
Vicente ou Canania), passava pela 
Serra
do Mar, pelo vale do Rio Ribeira de Iguape, 
transpunha os Campos Gerais, 
cruzava os cursos dos rios Tibagi, Iva e 
Piquiri, indo atingir a regio de 
Guara
no Rio Paran Em seguida, penetrava no Paraguai 
e, aps vencer os Andes, 
terminava no litoral peruano.
  "Estrada da Mata" - caminho que atravessava 
terras paranaenses no sentido 
de sul para norte. Nos sculos XVIII e XIX, foi 
muito usado para o transporte 
de gado e de tropas de muares vindas, em sua 
maioria, do Rio Grande do Sul e 
que seguiam em direito  feira paulista de 
Sorocaba.
  Quando da Emancipao Poltica do Paran, em 
1853, haviam trs caminhos 
na ligao de Curitiba ao Litoral: Graciosa, 
Arraial e Itupava.
  "Caminho da Graciosa" - o mais antigo, ligava 
inicialmente Antonina  Borda
do Campo, no planalto curitibano. Seguia pelo 
vale do Rio So Joo e pelas 
encostas da Serra da Graciosa.
  "Caminho do Arraial" - ligava Morretes a So 
Jos dos Pinhais, utilizando-se 
do vale do Rio Sagrado. Foi construdo de forma 
precria, por mineradores da 
poca do Brasil Colonial.
  "Caminho do Itupava" -  saa de Morretes para 
Porto de Cima pelo Rio 
Cubato (Nhundiaquara). Ligava-se, por terra e 
pelo vale do Rio Ipiranga, ao 
planalto curitibano.

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  26. COMRCIO

  BALANA COMERCIAL. COMRCIO NO PARAN

  BALANA COMERCIAL

  Entende-se por comrcio, a venda e a compra 
de mercadorias 
feitas entre as regies de um pas, ou entre 
naes diferentes. No 
primeiro caso, temos o comrcio interno ou 
inter-regional; no segundo, o 
comrcio externo ou internacional.
  A relao entre os valores monetrios das 
exportaes com os 
valores das importaes recebe o nome de 
balana comercial, a qual 
ser positiva quando o saldo for favorvel a 
quem vende e, negativa, 
quando for desfavorvel. O controle do comrcio 
exterior se faz pela 
alfndega, que tem por finalidade defender os 
interesses comerciais 
de um pas.
  As exportaes brasileiras crescem a cada ano 
graas aos incentivos fiscais, 
s promoes de vendas no exterior e  
participao do 
Brasil em feiras internacionais.

  COMRCIO NO PARAN

  Nosso Estado  um dos que mais contribui para 
as exportaes 
brasileiras. O Centro de Exportao do Paran 
(CEXPAR) e o 
Departamento de Comrcio Exterior do Banco do 
Brasil tm 
colaborado decisivamente para o nosso comrcio 
exterior.
  As exportaes dos produtos paranaenses para 
o mercado externo so feitas pelo 
porto de Paranagu, por Foz do Iguau, pelo 
Aeroporto Afonso Pena e pela cidade 
de Barraco.
  A rea comercial do porto de Paranagu 
estende-se por todo o Paran, maior 
parte de Santa Catarina, extremo norte do Rio 
Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, 
Mato Grosso, sul de So Paulo e Repblica do 
Paraguai.
  Paranagu tem todas as condies de um grande 
porto. O possui modernos 
equipamentos para carga e descarga de produtos, 
ptio para Containers, 
terminais para transportes especializados, cais 
para inflamveis e um moderno 
terminal graneleiro para facilitar o escoamento 
da safra agrcola. Por essas 
razes, o porto de Paranagu, forma uma dos 
quatro terminais martimos 
brasileiros denominados de Corredores de 
Exportao.

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  A atividade porturia de Antonina volta-se 
para o comrcio 
interno brasileiro, atravs da navegao de 
cabotagem.
  Os principais produtos exportados  pelo 
Paran so: soja em 
gro, farelo de soja, milho, algodo, caf, 
erva-mate, txteis, produtos 
refinados de petrleo, cermicas, papel, 
congelados, leos vegetais e 
veculos motorizados.
  Dos produtos importados destacamos: trigo, 
petrleo e 
derivados, fertilizantes, veculos, mquinas 
industriais e agrcolas, 
carvo mineral, vidros e eletrodomsticos.
  O comrcio exterior  feito com os seguintes 
pases: Estados 
Unidos, Alemanha, Itlia, Pases Baixos, Japo, 
Blgica, Noruega, 
Inglaterra, Canad, Argentina e pases do 
Oriente Mdio.
  O comrcio interno se faz com os Estados de 
So Paulo, Rio de 
Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, 
Mato Grosso do Sul, 
Pernambuco e outros. 

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  ATIVIDADES
  I - Responda:
  1) O que  comrcio?
  2) Como pode ser dividido o comrcio?
  3) O que  balana comercial?
  4) Qual o valor da alfndega?
  5) O que contribui para as exportaes 
brasileiras?
  6) Cite as entidades que colaboram para o 
comrcio exterior do Paran.
  7) Qual a rea comercial alcanada pelo porto 
de Paranagu?
  8) Quais as condies que fazem de Paranagu 
um grande porto?
  9) Cite os produtos exportados e importados 
pelo Paran.
  10) Cite os pases e os Estados brasileiros 
que fazem comrcio com o Paran.

  LEITURA COMPLEMENTAR

  O Porto de Paranagu est includo dentro do 
Programa Nacional dos Corredores 
de Exportao, juntamente com os portos de 
Santos, Vitria e Rio Grande. 
O programa dos "Corredores" tem a finalidade de 
cumprir um dos 
principais tens da poltica do Governo 
Federal, qual seja o aumento das 
exportaes brasileiras com a melhoria das 
estradas que servem s zonas 
produtoras e adequao dos portos s exigncias 
de um comrcio internacional 
crescente e modernizado.
  A idia da implantao dos "Corredores", 
partiu de um estudo elaborado pelo 
Ministrio dos Transportes e baseou-se no 
argumento de que: "a expanso agrcola 
nacional fortalece a capacidade de competir com 
outros fornecedores do mercado 
mundial atravs de uma infraestrutura 
integrada, desde as zonas de produo at 
os terminais martimos.
 Fonte: Administrao dos Portos de Paranagu e 
Antonina.

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  27. TURISMO

  INDSTRIA DO TURISMO. SERRA DO MAR. LITORAL.
  VILA VELHA. FOZ DO IGUAU. GUARA.LAPA.
  ESTNCIAS HIDROMINERAIS. OUTROS LOCAIS.

  INDSTRIA DO TURISMO

  O Estado do Paran oferece excelentes 
oportunidades para o 
desenvolvimento do turismo. Seus inigualveis 
atrativos naturais se 
encontram em posies geogrficas favorveis, 
atraindo milhares de 
turistas, tanto nacionais como internacionais.
  A indstria do turismo constitui importante 
fonte geradora de 
renda, colaborando para o desenvolvimento de 
nosso Estado.
  Todas as regies do Estado possuem atrativos 
relevantes; porm 
alguns pontos merecem destaque, pelo nmero de 
pessoas que os 
visitam.

  SERRA DO MAR

  A Sena do Mar, com suas belas vistas 
panormicas, oferece para visitas: a 
Estrada da Graciosa, a Rodovia BR - 277 e a 
Estrada de Ferro Paranagu-Curitiba.
  A Estrada da Graciosa foi concluda em 1873. 
Ela desce a serra 
numa sucesso de curvas descortinando, a cada 
instante, vistas 
maravilhosas, em meio  vegetao tropical, 
sempre verde e florida.
  A Rodovia BR  277  uma estrada moderna, com 
pista dupla no trecho entre 
Curitiba e Paranagu.
  A Estrada de Ferro Paranagu-Curitiba, 
constitui a obra-prima da Engenharia 
Nacional da poca do Imprio. Atravessa a Serra 
do Mar por vrios tneis e 
viadutos, apresentando vistas inesquecveis da 
baixada litornea.

  LITORAL
  O litoral paranaense oferece como atraes 
tursticas as praias, as ilhas e as 
cidades histricas.
  Das praias, merecem destaque os balnerios de 
Guaratuba, Caiob, Matinhos, 
Praia de Leste, Ipanema e Pontal do Sul.

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  As ilhas da baa de Paranagu so outras 
tantas atraes do 
litoral, entre elas Mel, da Cotinga e 
Valadares. A Ilha do Mel destaca-
se pelas belezas naturais, pelas extensas 
praias e pela Fortaleza de 
Nossa Senhora dos Prazeres, construda no 
sculo XVIII na parte da 
ilha que d  para o canal norte.
  As cidades litorneas lembram o Brasil 
Colonial: Paranagu 
uma das mais antigas do Brasil; Antonina, 
verdadeira relquia 
histrica; Morretes s margens do Rio 
Nhundiaquara; Guaraqueaba 
na parte norte do litoral e Guaratuba na margem 
sul da baa do 
mesmo nome.

  VILAS VELHA

  O Parque Estadual de Vila Velha, uma das 
maiores atraes 
tursticas do Brasil, se encontra a 22 
quilmetros da cidade de Ponta Grossa e a 
84 quilmetros de Curitiba.
  Suas formaes arenticas mostram estranhas e 
belas formas 
esculpidas nas rochas, o que lhes d aspecto de 
verdadeira "cidade de 
pedra".
  Nas imediaes do arenito de Vila Velha, se 
encontram as 
Furnas, poos circulares dos quais, o maior 
deles, tem 50 metros de 
dimetro e 113 metros de profundidade. Ainda, 
no mesmo parque, 
se encontra a Lagoa Dourada, de aspecto 
singular e rodeada de 
vegetaes. Suas guas, tm ligao com o 
lenol subterrneo das 
Furnas.

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  FOZ DO IGUAU
  Situada nos limites com o Paraguai e a 
Argentina, foram um dos locais do 
Brasil de intenso turismo nacional e 
internacional.
  A grande atrao local est nas Cataratas do 
Iguau, situada no Parque 
Nacional do Iguau.
  Alm da visita obrigatria aos importantes 
pontos tursticos da cidade de Foz 
do Iguau (museu do Parque Nacional, Marco das 
Trs Fronteiras e Ponte da 
Amizade), pode-se visitar a Usina Hidreltrica 
de Itaipu, construda no Rio 
Paran.

  GUARA
  A cidade de Guara est situada  margem 
esquerda do Rio Paran, nos limites 
com Mato Grosso do Sul e a Repblica do 
Paraguai.
  Sua atrao  o prprio rio, que oferece 
passeios pelas ilhas e onde se 
desenvolve a pesca.

  LAPA
  Chamada de Legendria, pelo seu valor 
histrico, a cidade lembra com seus 
monumentos o Cerco da Lapa,   ocorrido por 
ocasio da Revoluo Federalista de 
1894.
  Outra atrao oferece excelente vista da 
cidade .

  ESTNCIAS HIDROMINERAIS
  O Paran possui, em vrios pontos de seu 
territrio, fontes de guas minerais 
e termas, com propriedades medicinais das mais 
diversas.
  Algumas dessas fontes tm instalaes 
prprias para repouso, entre as quais 
podemos citar:
  - Estncias Hidromineral Dorizon (Mallet);
  - Estncia Hidromineral Aguativa (Cornlio 
Procpio);
  - Estncia Hidromineral Termas Jurema 
(Iretama);
  - Estncia Hidromineral guas do Ver (Ver);
  - Estncia Hidromineral Viva a Vida (Coronel 
Vivida);
  - Estncia Hidroclimtica de Santa Clara 
(Condi)  desativada;
  - Termas de Maring (Maring).

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  OUTROS LOCAIS
  Vrias cachoeiras isoladas tm interesse para 
o turismo em nosso Estado, entre 
as quais podemos citar:
  - Salto Curucaa, no Rio Jordo (Guarapuava);
  - Salto Visconde do Rio Branco, no Rio dos 
Patos (Prudentpolis);
  - Salto Goioer, no rio do mesmo nome 
(Mariluz);
  - Salto Cavalcanti, no Rio das Cinzas 
(Tomazina);
  - Salto Santa Amlia, no Rio Mouro (Campo 
Mouro);
  - Salto Morato, no rio do mesmo nome 
(Guaraqueaba);
  - Salto da Ponte de Pedra, no cnion do 
Guartel formado pelo rio Iap (Tibagi 
e Castro).

  Existem, ao norte de Curitibam grutas 
calcrias, tais como: Campinhos, 
Bacaetava, Itaperuu e Lancinha. A mais 
importante  a de Campinhos, podendo ser 
alcanada pela Estrada da Ribeira, passando-se 
por Bocaiva do Sul, at atingir 
o quilmetro 71.
  Curitiba, Londrina, Maring, Cascavel e Ponta 
Grossa tm acentuado movimento 
turstico, pois oferecem boas condies de 
hospedagem, de diverses e de 
atividades culturais.

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  ATIVIDADES
  I  Responda:
  1) Qual  a importncia do turismo?
  2) Quais so as razes que fazem do Paran 
importante centro turstico?
  3) Cite os atrativos tursticos da Serra do 
Mar.
  4).Quais so as praias e as ilhas importantes 
para o turismo de nosso litoral?
  5) Descreva o Parque Estadual de Vila Velha.
  6) Quais so os atrativos de Foz do Iguau?
  7) Onde est situada a cidade de Guara?
  8) Quais so as principais estncias 
hidrominerais do Paran?
  9) Qual a importncia da cidade da Lapa?
  10) Cite outros locais para o turismo em 
nosso Estado.

  LEITURA COMPLEMENTAR

  FERROVIA PARANAGU-CURITIBA
  No dia 5 de junho de 1880, em rpida 
cerimnia que durou apenas quinze minutos 
o Imperador D. Pedro II lanou a pedra 
fundamental da ligao ferroviria 
Paranagu-Curitiba.
  A construo dos cento e dez quilmetros da 
estrada de ferro, levou menos de 
cinco anos para ser concluda. No dia dois de 
fevereiro de 1885, a ferrovia foi 
inaugurada, partindo o trem de Paranagu, s 
dez horas e chegando a Curitiba, s 
dezenove horas.
  O trecho ferrovirio conta com 420 obras de 
arte, incluindo treze tneis e 
dezenas de viadutos e pontes de grande vo. 
Destacam-se a ponte So Joo, com 
altura de 58 metros sobre o fundo da grota e o 
viaduto Carvalho, ligado ao tnel 
do Rochedo.
  O ponto mais elevado se situa  entrada oeste 
do tnel de Roa Nova, onde a 
linha atinge 955 metros sobre o nvel do mar e, 
o mais baixo, com cinco metros 
de altitude, fica na estao do Porto, na 
cidade de Paranagu.
  Fonte: Rede Ferroviria Federal S.A.


